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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Seja bem vindo (novamente)


Primeiramente peço desculpas por todo o tempo que passei sem postar por aqui (quase 2 semanas). Os últimos dias realmente foram muito corridos e pouco tempo me sobrou para escrever – mas continuo dando minha opinião sobre as mais diversas coisas.
Ironicamente o texto que segue abaixo não é um raciocínio meu; eu recebi ontem por e-mail e decidi repassar a todos - ja que concordo com cada sílaba.

Por José Ilan

"Perdi a conta de quantas entrevistas já fiz com uma das figuras mais carismáticas e emblemáticas que conheci no futebol. Já foram, seguramente, mais de cem. Dessas, pelo menos umas cinco ou seis exclusivas. Sem falar nos incontáveis bate-papos informais, aqueles “em off”. Algumas resenhas foram tão marcantes - ou engraçadas - que lembro até das palavras usadas pelo gaúcho.

Muitas dessas conversas - fora do microfone - foram em 2008, quando cobri pela TV Globo toda a campanha do Fluminense na Libertadores. Viagens seguidas, horas de atraso em aeroportos, enfim, muita conversa fiada com Renato pelos cantos.

E posso afirmar: ele mudou de ideia.

Ao confirmar que aceitou o convite, o procurador do jogador avisa que é um “velho sonho” dele. Acredito mesmo que seja. Mas ERA um sonho do qual sempre procurou manter cautelosa distância. Renato falou sobre o assunto comigo, vá lá, pelo menos duas vezes. Uma delas em Porto Alegre mesmo, em 2006, quando dirigia o Vasco e foi enfrentar o tricolor gaúcho no Olímpico. Naquele dia, mesmo como adversário, o herói do título mundial de 1983 foi homenageado com honras reservadas só aos ídolos máximos e intocáveis. Primeiro, passou por uma visita emocionada pela linda galeria de conquistas e troféus mantida pelo clube que o consagrou. Me lembro de como Renato estava sinceramente emocionado com tudo aquilo. Depois, testemunhei a adoração coletiva e uníssona da torcida gremista ao saudar o homem que desfilou acenando pelo campo, e chegou ao banco de reservas cruzmaltino de camisa azul, em homenagem… Ao adversário (Que aliás perderia o jogo para o time misto do Vasco por 2 a 1)!!

Neste dia, se não me engano no hotel em que o Vasco se concentrou, Renato falou da adoração recíproca que tinha pelo tricolor e sua torcida. Quando perguntei se não pensava em ser treinador por lá, me disse: “Eu?!! Treinador é vidraça! Perdeu duas, três, já viu. Aqui eu sou Deus.Vou correr risco de arranhar isso?! Tô fora! Deixa o Grêmio aqui, eu prefiro torcer.”

O discurso foi parecidíssimo quando voltamos ao assunto, já na época em que ele dirigia o Fluminense, numa das fases em que era contestado pela torcida carioca. Algo como: “Tá vendo?! Torcedor tem memória curta. Por isso que não trabalho no Grêmio. Lá não vou deixar isso acontecer”.

Significa que sou contra a decisão de Renato, de assumir o “Imortal Tricolor”? Absolutamente não!! Muito pelo contrário.

Acho que são duas decisões acertadas: A do clube, que num momento difícil resgata um nome capaz de unir todos - do porteiro ao mais exigente torcedor da “geral” - em torno da recuperação. E decisão acertada do próprio Renato, que tem personalidade suficiente para encarar o desafio. Dentro ou fora de campo, nunca foi de fugir das dificuldades. Perdeu, ganhou, teve sucesso ou fracassou. E com tudo isso, amadureceu; acho que tem todas as condições de melhorar a situação do clube onde fez seu nome. E, sinceramente, ao largar um clube onde fazia campanha razoável na Série B para assumir e acudir aquele do qual faz parte da história, não creio que possa, num eventual fracasso, sair tão desgastado assim.

O Grêmio não vai brigar pelo título brasileiro este ano, e a torcida já sabe disso. Mas se Renato Gaúcho repetir a dedicação que tantas vezes testemunhei, e alguns bons trabalhos que já fez, certamente o time vai subir na tabela; No mínimo, terminar a temporada sem sustos. Com um pouco de otimismo, até se aproximar do bloco de cima e pensar em ser feliz na Copa Sul-Americana.

Pois Renato mudou de ideia; volta pra casa com algumas rugas, a velha coragem, o indiscutível carisma, a divertida marra, o bom trato com jogadores, as deliciosas histórias, e uma vontade de ganhar que poucos têm nesse mundo da bola".

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