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domingo, 18 de setembro de 2011

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Marcelo Camelo - Toque Dela | crítica

O toque é dela, por ela, para ela...

Faz parte de uma mania minha ouvir música entre uma correria e outra para poder me concentrar (ou para fugir da trilha sonora das ruas) e nada melhor para quem anda nessa loucura que o bom e velho Rock’ n Roll, seus pedais duplos, guitarras rasgadas e vocais danificadores de tímpanos. Só que nessa minha rotina, existe sempre aquela hora de brisa em que eu dou aquele bizú aqui no blog para ver como estão indo as coisas; se os desocupados estão acessando, se alguém postou comentário me xingando ou se sugeriu algo. E foi justamente nisso que esse meu texto se baseou.

Haroldo é leitor da casa a algum tempo, meu brother das antigas e dono de total direito de pedir – e ser atendido, claro. E foi esse cara que me sugeriu dar uma olhada (ou seria uma escutada?) no novo disco do Camelo. Pra você que não conhece, não se trata de nenhuma banda de música Árabe... eu me refiro ao MARCELO Camelo ex Los Hermanos, ex parceiro do Amarante e “ex tressado” com o tipo de música que andava fazendo; o resultado disso é “Toque Dela” novo álbum do magrelo apaixonado.

É dela! Por ela, para ela...

Toque Dela é o segundo álbum solo de Camelo, chegou sem alarde nenhum (ao contrário dos outros discos lançados na época da banda antiga) e mostrou que o cantor realmente desistiu do rock e entrou de cabeça na MPB (Música Popular Baladeira), e como tudo na vida, isso tem um motivo – com nome e sobrenome, aliás: Mallu Magalhães. É dela a “culpa” por Camelo lançar um trabalho inteiro sem gritos (pelo contrário, as músicas parecem sussurradas) e de letras tão melosas que dariam até nojo – isso se não fizessem parte de um disco tão massa e bem pensado. Pronto, admiti! Toque Dela é foda mesmo; vocês venceram...

São dez faixas, com letras que comoveriam até o Chuck Norris, de tão pegajosas e apaixonadas – mas confesso que não achei que o barbudo estivesse falando sério quando cantou em “Ôô”: “tudo o que eu fizer vai ser pra ver aos olhos dela”; me enganei. Camelo não só fez o que tinha dito que faria, como fez de uma forma que é impossível não dar o braço a torcer - “Tudo o Que Você Quiser” não me deixa mentir, é pura declaração de amor – isso poderia até ser um ponto negativo para você que não é EMO e/ou uma das milhares de fãs de Rock Colorido, mas pelo menos é crua, sem viadagem nem interesses comerciais. Um cara confessando que é arriado por alguém e querendo fazer uma homenagem a essa pessoa, no calor da motivação dos primeiros meses de pegação.

Acostumar” é uma das poucas provas de que ainda existem guitarras nessa nova fase do Camelo, começa como música POP/Brega, mas depois passa a colar na cabeça com a batida de “posso até me acostumar ah ah aaaah”, grudenta total; você vai acabar cantando ela no trabalho sem perceber, aposto. E por falar em “acostumar”, não existe um único fã do Camelo que não já tenha se acostumado com a tal da “morena” (palavra que está em nove entre dez composições dele); nesse disco ele trocou pelo sinônimo “Pretinha”, na música “Pretinha” – uma das melhores faixas por sinal. Mas mal a gente se acostuma com o “Pretinha” e lá vem ele de novo com o antigo “morena” em “Pra te Acalmar” que tem menos de dois minutos e meio e deve ter sido inclusa no repertório só para justificar a presença de uma canção que tivesse a tal da desgraçada da morena no meio. Vai entender...

Meia hora depois de começar a escutar Toque Dela eu me deparo com aquela música que é A MÚSICA. “Vermelho” é um show a parte, só assim um gremista fanático como eu poderia admitir que gostou tanto de algo com um título desses. É também a música que resume um pouco a “obsessão” do cara com a garota. Impossível não se ligar quando o cara diz "mas você me chama pro mundo e me faz sair do fundo de onde eu tô". Muito boa mesmo.

Enfim, o novo CD do Camelo é FODA, um disco para se escutar várias vezes. Talvez peque um pouco pela excessiva melação – Três Dias, Despedida e Meu Amor é Teu, fecham a lista e adivinhe só: São para a Mallu! Aposto que a mina deve ter ficado excitada com as homenagens; mais feliz ainda por terem sido “presentes” de qualidade – até porque se não fossem seria impossível resistir a essa overdose sem soltar um sonoro EI MALLU, VAI TOMÁ NO C...

Ficha técnica:
  • Gênero: Pop/Rock
  • Gravadora: Universal Music
  • Faixas: 10
  • Ano: 2011
  • País: Brasil
  • Nota: 8,0
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

O Homem do Futuro | crítica

Novo filme de Torres chegou de mansinho e agradou a todos.Poucas coisas na história da humanidade são tão desejadas quanto a viajem no tempo. No cinema, nos quadrinhos, na literatura, nos games... Em tudo que é porra de lugar que se olhe esse tema sempre esteve presente. Pensando nisso você também não acha estranho o cinema nacional nunca ter apostado em nada desse tipo? O Homem do Futuro (idem, 2011) chega para acabar com esse tabu e de quebra é assinado por Cláudio Torres (Mulher Invisível, ano), um diretor com algum talento para cuidar de roteiros malucos.

Curiosamente a minha última crítica foi sobre um filme em condições parecidas; Assalto ao Banco Central foi a primeira adaptação nacional de um subgênero muito batido no cinema gringo e que se estrepou exatamente por não conseguir dar nem uma pontinha sequer de originalidade a sua história, caindo em um monte de clichês de filme americano e minando pouco a pouco o que deveria ser um dos melhores filmes do ano. Automaticamente vinha a minha cabeça: será que esse tal Homem do Futuro vai convencer? Afinal, querendo ou não, mesmo cheio de clichês e atuações ridículas, Assalto ao Banco Central entregou ao público tudo o que o povão queria ver – o problema é que ficções científicas não estão exatamente entre as preferências desse tal povão. O panorama não era dos melhores, mas confesso que acreditava no poder de condução de Torres e no trabalho competente do Capitão Nascimento para salvar a obra – na verdade eu achava que as curvas da Aline Moraes também poderiam fazer isso...

O Sr. é um fanfarrão Sr. Zero.

Moura, agora muito mais parecido com o Beackman (aquele da série de Tv “O mundo do Beackman”) do que com o oficial machão do B.O.P.E. dá vida a Zero, um nerd atolemado e tirado a gênio que conseguiu (sabe Deus como), inventar uma espécie de máquina do tempo que ninguém sabe exatamente como funciona – mas quem se importa com essas besteiras né? E é durante um teste que o cara vai parar numa noite de 1991, uma noite que ficou em sua mente graças a uma puta trairagem que sofreu de uma colega de universidade por quem era arriado os quatro pneus. Agora, agarrando a nova chance, Beackman, digo, Zero decide se encontrar com ele mesmo para tentar se convencer a não ir até o palco com Helena (Aline Moraes, metade mulher, metade Deusa Grega) onde iria ocorrer em breve a miséria que marcou sua vida.

Não é mais um besteirol sobre viagem no tempo.

É impossível assistir O Homem do Futuro e não fazer um link imediato com filmes como Efeito Borboleta (The Butterfly effect, 2004) ou a clássica trilogia de De Volta Para o Futuro (Back to Future, ano). Nesses filmes o que vemos é uma série de oportunidades que qualquer homem daria um ovo para ter: as de poder alterar alguma bosta no seu passado. Mas como o velho clichê de filmes de viagem no tempo reza: qualquer porra que se faça lá no passado sempre gera uma merda do caralho no futuro – no caso do Zero, mesmo voltando e fazendo tudo o que achava que tinha que fazer para ter um grande futuro, não conseguiu evitar que sua vidinha se tornasse ainda mais escrota do que já era, tendo que voltar a viajar na engenhoca novamente para remendar o novo estrago que tinha feito. Típico.

E para que tudo isso fosse possível seria necessário um protagonista capaz de passar todas as nerdices do personagem – a dancinha do Perna Longa é batida mas não tem como não rir. Aliás por falar na dancinha do coelho mais esculhambado da história, Moura conseguiu reunir num único personagem a linguagem corporal do Mr. Bean, as caretas do Jim Carrey e a cara do Beackman, claro. Aline Moraes é até boa atriz, embora seja quase impossível algum marmanjo prestar atenção na atuação da garota – principalmente quando ela aparece em trajes colados (ou sem eles).

Mas o grande mérito do filme sem dúvidas foi a ausência de expectativas – ao contrário por exemplo de Assalto ao Banco Central que estreou com muito alarde. Com isso o filme consegue surpreender muito com atuações bacanas e piadas engraçadas. Os efeitos especiais que são tão necessários a produções desse tipo, aqui quase passam sem ser notadas, mas aparecem de forma muito artificial quando entram em cena, mostrando que o cinema nacional ainda precisa melhorar muito nessa área.

Ninguém é perfeito e o filme do Torres cai em diversas pegadinhas (notaram que o Zero em cinco minutos, além de aceitar o fato de que em sua frente há alguém que viajou no tempo para encontrá-lo, decorou todo o resto da sua vida?) mas é equalizado demais para se tornar mais um filme de Sessão da Tarde. Tem conteúdo e carisma para ser revisto e vale o investimento de algumas cédulas de Real para ser assistido num cinema qualquer – desde que você esteja disposto a ver algo, descompromissado, divertido e acima de tudo diferente o suficiente para não se tornar apenas mais um.

sábado, 9 de julho de 2011

Assalto ao Banco Central | critica

Não é mais um besteirol americano. É brasileiro – mas inspirado num americano, claro...

Você já deve ter reparado que as terras brasileiras de uns tempo pra cá (mais precisamente depois do anuncio da cidade sede das OlimPIADAS de 2016 e da Copa do Mundo de 2014), vem servindo de cenário para várias produções oportunistas e/ou pipoca como Rio (idem, 2011) e Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio (Fast and Furious 5, 2011), e tem feito um sucessão da porra mundo afora com todo o marketing em volta das belezas naturais da Cidade Maravilhosa (como as mulatas banhistas de fio dental e top less, por exemplo) e sua democracia fodida – aliás, uma combinação excelente que faz qualquer enredo de filme que envolva gangues, sexo, traficantes, tiros, milícias, torturas, mercenários, seqüestros, policiais corruptos ou qualquer outra coisa do tipo se tornar muito mais atrativo. Mas com tantos títulos recentes com esse pano de fundo, cansou.

Assalto ao Banco Central (idem, 2011) parecia ser diferente. O diretor era um brasileiro, a trama era uma autêntica história brasileira e ainda por cima toda rodada por aqui mesmo – e o principal de tudo é que não era na capital Fluminense; era a maior chance de massificar a alta do cinema nacional de ação que andava muito bem obrigado com o recente lançamento do Fantástico “Tropa de Elite 2” e até do fulero “Federal”; mais que isso, continuar a evolução de um gênero que até pouco tempo por aqui era motivo de piadas sem graça (mentira, algumas eram bem engraçadas) e todo o tipo de insulto.

1 homem, uma mulher e nenhum segredo.

O filme conta a história real de Barão (Milhem Cortaz, de Tropa de Elite), intelectual tirado a espertinho (até demais) e Carla (Hermila Guedes, de Cinema, Aspirinas e Urubus), uma misteriosa gostosa clichê; duas mentes escrotas definitivamente decididas a esculhambar o sistema financeiro brasileiro e de quebra levar uma boa grana na jogada. São eles que desenvolvem o mais bem bolado (e surpreendente) plano criminoso de nosso pais até hoje: roubar mais de R$ 160.000.000,00 (aja zero) do Banco Central de Fortaleza através de um túnel por baixo das ruas que atravessaria 78 metros até chegar ao cofre. Para isso eles precisam de gente boa na área, e começam então a catar todo o tipo de malandro com experiência em passar a perna em alguém para montar a equipe ideal. Meio parecido com outro filme...

Como reconhecer uma legítima imitação em 3 passos.

Eu já falei aqui da oportunidade única que Marcos Paulo tinha nas mãos, mas é apenas agora que vou falar o que ele fez com ela. Adivinhou? PORRA NENHUMA!! Marcos Paulo deve ser tipo o cara mais burro da galáxia, pois até minha avó poderia conduzir um filme já pronto (não que minha avó seja um talento da maturidade, mas o plano do barão já era quase um roteiro de filme mesmo... a execução então, nem se fala) com menos clichês e mais ação. Mas para cada idéia original que naturalmente surgia no roteiro (o bandido bom de lábia poderia ao menos mostrar o porque do seu título), automaticamente o cara descolava uma solução rápida (e clichê) para esconder sua falta de criatividade. Quer entender melhor? Observe alguns exemplos:

  1. – Os meliantes são liderados por dois espertinhos que nunca são questionados. Ambos são clichês ambulantes e seus diálogos são sempre regados a frases de efeito e alguns palavrões batidos – mas não muito chulos, para não perder o ar de sofisticação.
  2. – Os policiais estão sempre um degrau abaixo nas investigações; geralmente eles até fazem tipo de inteligentes (como é o nítido caso do personagem do Lima Duarte) para não parecerem tão ridículos diante da câmera – mas no fim todos sabem que os protagonistas de um filme de assalto são sempre os bandidos – Giulia Gam é tipo uma coadjuvante de luxo.
  3. – Final surpresa! Este fala por si só e se não estivesse presente no filme, seria o mesmo que fazer uma caipirinha sem limão – e sem açúcar, sem gelo, sem cachaça...

Ficou muito claro que Marcos Paulo baseou o seu filme de assalto num outro filme de assalto (esse bem mais planejado) conhecido como “O Plano Perfeito”, filme de Spike Lee com Clive Owen e Denzel Washington (note as tramas paralelas, uma indo, a outra voltando) mas foi desenvolvido de forma tão ridícula que se enrola nas próprias pernas e só não cai feio por que teve ajuda de uma boa campanha de marketing e de uma história que todos queriam ver nas telonas. Talvez essa tenha sido a decisão determinante para o não sucesso de Assalto ao Banco Central, que não chega a ser insuportável mas também não motiva ninguém a assisti-lo uma segunda vez. Vale como curiosidade apenas, fora isso é só mais um filme que entra para a galeria dos que podiam ter se tornado clássicos se tivessem caído nas mãos certas.

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Piratas do Caribe - navegando em águas misteriosas | resenha

Em marés nada misteriosas.

por Amanda Vulgh
Sinceramente, o que leva a série “Piratas do Caribe” ao sucesso? Jack Sparow. Fato. Se não fosse Johnny Depp dando vida ao personagem talvez mais carismático do cinema, os filmes não teriam tanta importância. Ele brilhou no primeiro e no segundo filme e o que aconteceu? Sucesso de público e crítica. Teve menos participação no terceiro longa, dividindo o foco com Keira Knightley e Orlando Bloom, e o que aconteceu? Uma bosta de filme.

Sabendo disso, os produtores resolveram voltar às origens no quarto filme, deixando o que realmente importa, o jeito único, o carisma, as frases e trapaças de Jack, nada mais. Bom... deu certo. No filme, o Capitão Jack Sparrow (agora sem barco) está em Londres para tentar salvar seu amigo Gibbs da forca. Depois de algumas tentativas mal sucedidas e muitas perseguições, Jack descobre que lá mesmo, na terra do seu pai Rolling Stone, tem alguém se fazendo passar por ele e recrutando uma tripulação. Esse alguém é Angelica (Penélope Cruz), um antigo caso amoroso (e mal resolvido, é claro) de Jack. O que ele não sabia é que seu sogro e pai da moça é o temido pirata Barba Negra (Ian McShane), que está com os dias contados segundo uma profecia e para isso precisa encontrar a Fonte da Juventude o quanto antes. Além deles na procura, temos os Espanhóis e os Ingleses que agora são capitaneados pelo Capitão Barbossa (Geoffrey Rush). Bem, a Fonte da Juventude é uma só para tanta gente correndo atrás, alguém vai dançar. Se não bastasse isso tudo ainda tem um ritual a se cumprir para fazer a Fonte funcionar, dois cálices de prata, uma lágrima de sereia, alguém tocando oboé, alguém cantando “Quero ver, outra vez, seus olhinhos de noite serena.”, um gato preto e alguém dando uma reboladinha. É... tava pensando que era fácil ?

Opinião da parceira.

Definitivamente melhor que o terceiro filme, mas isso nem era muito difícil né ?!

O quarto vem mantendo o bom nível da série, feito para os que já são fãs, com tudo que fez sucesso nos longas anteriores.

Tem aquele humor característico, as escapadas improvisadas de Jack e as reviravoltas que já nos acostumamos.

Pensando em ganhar dinheiro, os produtores vão continuar nessa linha e o público vai continuar se divertindo não ligando muito pra história ou para os personagens secundários. Como diz Jack no filme: “O que importa é a jornada, não o destino.”

Ah, não esqueça da cena após os créditos igual a todos os filmes anteriores da série, você já deve estar acostumado.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Transformers 3 - o lado oculto da Lua | crítica

Para a agressão total só faltou o chute nos ovos!!

por Willian Rof
É inevitável não notar que a franquia dos robozões se tornou cansativa, Transformers um dia chegou a ser sinônimo de algo original e interessante, mas isso era lá na década de 80 quando ainda só podíamos ver os carangos transformistas naquelas animações toscas de antigamente. O tempo passou, Michael Bay enxergou ouro naqueles desenhos coloridões bizarros e decidiu revitalizar a bagaça, o resultado foi um filme pop, com roteiro de desenho e cenas de ação que desafiavam as leis da física; um sucesso de bilheteria conhecido como Transformers – o filme (Transformers, 2007), que não parou de crescer de lá pra cá, ganhando seqüências como o horrível Transformers: A Vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen, 2009) e mais recentemente esta que vou tentar destrinchar para os leitores da casa.

Senta que lá vem história...

Na trama, Sam ganhou uma medalha de Obama e teve sua faculdade toda financiada pelos EUA graças às macacoadas heróicas dos filmes anteriores, mas curiosamente continua sendo um Zé Ruela desempregado - sustentado pela nova namorada (a delícia) Carly (Rosie Huntington Whiteley – que substitui a totosa da Megan Fox), que trabalha como ASPONE (Assistente de Porra Nenhuma); acho que só assim posso definir o emprego da moça – a propósito, ela organiza uma coleção de carros de um engomadinho da área.

Nesse bolo descobrimos que aquela famosa corrida espacial entre americanos e soviéticos em 69 (adoro esse número!) não foi exatamente o que nos disseram e que a Apollo 11 na verdade era uma missão de resgate de um tal de Sentinel Prime – um robô caduco que correu do pau antigamente quando Cybertron (planeta dos robôs) entrou em guerra, mas por azar esbarrou na Lua – e que azar, aliás. Enquanto isso (mais precisamente nos EUA) como de costume, o coro come entre Autobots e Deceptcons que se gladiam a torto e a direito sem a necessidade de qualquer motivo.

Robô também é gente!

Antes de mais nada é necessário que se diga que Transformers é um pouco melhor (graças aos efeitos visuais mais evoluídos, claro) que os seus predecessores e sabe o que isso quer dizer? NADA. Isso porque os outros filmes eram tão mequetrefes que o fato de uma seqüência ser “menos ruim” não influi em muita coisa. O roteiro continua uma bosta: são muitos personagens, muitas explosões, pouco conteúdo e pouco interesse nos diálogos em explicar o que está acontecendo na história – não tem nada de muito interessante além das curvas (e do figurino) de Carly e o 3D nas lutas; pra piorar, meteram um fato histórico no contexto, o que apenas esculhambou mais a cabeça do expectador.

A ação continua confusa pra caralho, principalmente quando são as latarias que estão em cena: quase não existe diferença entre eles, aliás, é um desafio distinguir tanto ferro velho apenas por um capacete amarelo, uma chapa vermelha aqui ou ali, um rabo, sei lá... Além disso tem aquela mania de “humanizar” os robozões com aquelas expressões faciais dignas de Oscar; cabos que lembram vísceras e barbixa (tem até um robô meio calvo, com umas penuginhas na nuca, acredite); tem óleo que simula saliva – pasmem: tem um robô que baba!! Mais que isso; Pasmem novamente: tem um que sangra! É justo então quando um dos cabeça-de-lata diz em alto e bom som: ROBÔ TAMBÉM É GENTE RAPÁ! Acho que levaram ao pé da letra...

Eu sei que tem muita gente por aí (ou seria por aqui?) que vai me xingar todo, dizendo que esse é O FILME, sei lá, falando que a série deve ser julgada de uma outra forma, etc. Eu não to nem aí, mas entenda, eu até concordo que quem vai ao cinema ver uma produção como essa não ta nem aí pro enredo e quer mesmo é ver robô sacudindo tudo – ainda que a tal quebradeira não tenha nenhum compromisso com a realidade ou com a lógica – ver os Autobots servindo ao governo americano como cachorrinhos na coleira foi o cúmulo; mas não é nada comparado ao desrespeito com a minha inteligência amante de boas Ficções Científicas, com meu bolso (3D ainda é caro demais!) e até com eu tempo/paciência – 156 minutos é um absurdo! Para a agressão ser completa só faltou uma pesada nas minhas bolas...

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terça-feira, 5 de julho de 2011

Transformers 3 - o lado oculto da lua | resenha

O mundo corre perigo, de novo!

por Amanda Vulgh
Sinceramente, você veria um terceiro Transformers depois da tragédia que foi o segundo filme? Não, né?! Então o que faria seus olhos brilharem para ir ao cinema? Michael Bay pedir desculpas pela merda que fez? Não. Ele já pediu. A saída da Megan Fox? De jeito nenhum, isso só me desanimaria. A entrada do chinês de “Se Beber Não Case” no elenco? Não. Ele é engraçado mas nem tanto. Então o quê? O que faria você levantar a bunda do sofá, parar de ver Chapolin e partir pro cinema? (Só um motivo muito bom me faz parar de ver Chapolin.) A resposta seria o 3D. Calma, não to falando do 3D de “Fúria de Titãs”, “Alice no País do blá blá blá”, “Thor” e outras atrocidades. To falando do 3D de “Avatar”. (Falo isso mas ainda acho Avatar uma merda) Vamos combinar que, se tem uma coisa boa em Transformers são os efeitos especiais. Roteiro nenhum, atuações piores, piadas sem graça mas os efeitos... Isso é indiscutível. Então, se tem um bom motivo pra ir ao cinema ver o filme são os milhões de pedaços, mísseis e explosões vindo na sua direção. Como já disse, a história é a mesma. Sam (Shia LaBeouf) salvando o mundo. A diferença é que mudou o chaveiro bonito que ele carrega, saiu Mikaela (Megan Fox) e entrou Carly (Rosie Huntington-Whiteley). Igualmente linda e igualmente vazia. Os Autobots continuam ajudando os humanos a acabar com os Decepticons existentes no planeta, mas agora, Optimus descobriu que mentiram para ele. Nos anos 60 uma nave caiu na lua, o que desencadeou a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. Essa nave vinha de Cybertron, e era a última esperança de vitória dos Autobots na guerra contra os Decepticons em seu planeta natal. Ela é tão importante porque era comandada por Sentinel Prime, o líder dos Autobots antes de Optimus, e carrega uma arma que poderia ter acabado com a guerra. Agora, Optimus tem que chegar na lua e pegar essa arma tão poderosa antes dos Decepticons, mas o que ele não sabe, é que seus inimigos tem planos muito maiores.

Opinião da parceira...

O filme é bom, mas o que faz isso acontecer é o 3D. Unir a história com a ficção também foi uma grande sacada. Imagens verdadeiras se misturam com as do filme em boa sincronia.

O roteiro é o mesmo, batido e cheio de clichês, mas vamos falar uma verdade: Você não vai ver um filme de robôs se matando esperando que tenha o roteiro de um drama francês né ?! Antes de ir na onda de todos os críticos de cinema por aí que esculacham o filme, você tem que parar pra pensar no que esperar dele antes de ver.

É Michael Bay. Não tem que ficar prestando atenção nos diálogos e coisas do tipo, tem que se divertir. Então...
Desliga o cérebro e vai filhão !!!

Opinião do Rof

Catiripapos, tiros, explosões, sopapos, safanões e todo tipo de quebradeira que sua mente doentia possa imaginar. Isso é Transformers! Agora se você levar em consideração que blockbusters tem como alvo sempre aumentar a dose de ação em suas seqüencias, então você já pode deduzir por si só o que o 3º filme da série é: toneladas de ferros se engaufinhando por motivos fúteis e/ou inexplicados uma gostosa monosilábica ao lado de um Zé Ruela que já está se achando Astro, e muito (eu disse muitooooo) apelo para ao patriotismo estadunidense – ninguém agüenta mais ver nos cinemas os Marines heróis.

Tudo isso nos leva a uma conclusão: Você gostou dos outros filmes da série?

  • (_) Sim
  • (_) Não

Se a sua resposta for “sim”, então corra agora mesmo para uma sala de cinema e divirta-se (principalmente se for em 3D, disparado o melhor – depois de Avatar, claro).

Se a sua resposta for “não”, então procure uma outra distração para o seu final de semana – até porque todos os seus amigos provavelmente estarão no cinema assistindo...

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Carros 2 | crítica

Carros / Agentes secretos /Petróleo / Conspirações... É o novo 007?

Rapá, se há algum trampo da Pixar que eu realmente não queria (re)ver (nunca mais, aliás) era a historinha sem graça da gangue de latas velhas que deram o nome de “Carros” (Cars, 2006). Embora a pegada do primeiro filme fosse nova/original, o enredo, não era tão dinâmico quanto os outros títulos e se tornou dispensável para mim – e para o público em geral, com exceção apenas para os fãs dos carrinhos caros da Hot Weels, claro.

Veja bem, eu não tenho mais cinco anos de idade (a muito tempo, aliás) assim, se tornou inevitável não começar a me perguntar sobre coisas como: Por que diabos os carangos do filme têm assentos de passageiros se ninguém nunca entra? Ou então, como os carros bebê crescem e como é que os carros escolhem quais os carros serão feitos? Me chame de doente quem quiser...

Meu nome é McQueen, Relâmpago McQueen.

O filme conta mais uma vez a saga de Relâmpago McQueen (Owen Wilson na versão original – Marcelo Garcia na nossa), que após ganhar a Copa Pistão pela trocentésima vez, retorna a Radiator Springs (parece ser um bom lugar pra se viver) para descansar. Lá ele reencontra Mate (Larry the Cable Guy / Mario Jorge Andrade), aquele velho brother com sorriso semelhante ao do Ronaldinho Gaúcho, que aguardava ansioso pelo retorno. Lá, McQueen toma conhecimento do Grand Prix Mundial, uma corrida organizada pelo empresário Miles Eixo de Roda (Eddie Izzard / Hércules Franco) onde todos os competidores usarão Alinol – uma espécie de combustível verde.

Após ser provocado em um programa de TV pelo Fórmula 1 Francesco Bernouilli (John Turturro / Carlos Gesteira), um dos carros inscritos na competição, Relâmpago resolve também se jogar na parada. Para se livrar da solidão ele decide levar Mate para acompanhá-lo nas corridas, mas logo ele é confundido com um espião americano (?). Desta forma Mate precisa lidar com Finn McMíssil (Michael Caine / Reinaldo Pimenta) e Holly Caixa de Brita (Emily Mortimer / Andréa Murucci), que tentam descobrir qual é o plano do Professor Z (Thomas Kretschmann / Mauro Ramos) e seu enigmático chefe para a competição – alguém aí lembrou do 007?

Só para maiores 80 (de Q.I.)

Eu confesso que sempre fui um dos que duvidavam que um dia a Pixar pudesse derrapar (sem trocadilhos, afinal trata-se de uma animação sobre automóveis) na arte de contar suas histórias (perfeitamente aliás), mas infelizmente esse dia chegou, Carros 2 é mal dosado (os filmes da Pixar geralmente agradam a marmanjos e a moleques da mesma forma), se não é ruim ao ponto de ser um fracasso, passa muito longe de ser tão bom quanto os outros títulos da produtora.

Entenda, quando você dá espaço para as mentes dos pimpolhos pegarem o “tutano” da história, o filme flui de forma divertida – uma animação sobre carrinhos de corrida não teria dificuldade nenhuma em conseguir isso. Sem falar que aqui eles não apenas correm; eles lutam, sobem, pulam, mordem (ops, não tem mordidas nesse filme) nadam, lutam (de novo), e causam todo o tipo de caos e confusão que você possa imaginar. Se há uma coisa que as pessoas vão notar sobre este filme, é que o diretor John Lasseter realmente se lasca para encontrar uma maneira de fazer todos os carrinhos parecem “gente”, mostrando como eles “co-existem” fora das pistas de corrida; é aí que o roteiro fica “adulto” demais, cheio de dilemas e frescurinhas que a maioria dos pimpolhos não tá nem aí.

O que se perde nesse meio é aquela emoção que adoramos – e que sempre esperamos dos filmes da Pixar. Este filme é basicamente uma enrolação sobre o Mater – ponto positivo inclusive, porque o personagem McQueen é tão vazio quanto a cabeça dos BBBs. Na história do Mater existe umas piadinhas há algumas risadas aqui e ali, mas na maior parte das vezes tudo isso é só para justificar a deprê do carrinho dentuço, o que sempre dá mais profundidade a história, é verdade – mas nem isso é capaz de causar alguma distração para as quase duas horas de filme.

A trama em si é uma aventura sobre representantes carniceiras de petróleo tentando “jogar terra” num Grand Prix Mundial custeado por um combustível natural. A idéia é boa e atual mas eu não sei exatamente onde a Pixar queria chegar ao decidir entrar nesse briga desgraçada. Carros tem ótimas cenas de ação e roteiro de filme trash de espionagem, mas só por curiosidade, alguém aí conhece alguma criança que não esteja cagando para estes temas?

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sábado, 2 de julho de 2011

Se beber não case 2 | resenha

Aconteceu de novo!!

por Amanda Vulgh
Uma pergunta. O que faz um filme, que custou 35 milhões de dólares, arrecadar 460 milhões ? Teria sido a ideia da despedida de solteiro em Vegas? Teria sido o desaparecimento de um dos personagens importantes do filme? Ou foi o fato de um baixinho asiático aparecer pelado e proporcionar as maiores bizarrices da viagem?

A resposta ninguém sabe, e na dúvida, resolveram colocar todos esses elementos também no segundo filme. E como disse o mestre: “Em time que tá ganhando não se mexe.” É com essa filosofia de vida que o diretor Todd Phillips (de Starky e Hutch, 2004) faz o segundo, graças a Deus (ou seja lá quem for), com os mesmos personagens e atores do primeiro. Dessa vez é Stu (Ed Helms, de Se beber não case) que vai se casar (O dentista/cantor/corno). O problema, ou a solução, sei lá, é que esse casamento vai acontecer em Bangkok, e para isso Phil (Bradley Cooper, de Caso 39), Alan (Zach Galifianakis, de Força G) e Doug (Justin Bartha, de A lenda do tesouro perdido) vão ter que viajar alguns quilômetros para a festa. Como já era de se esperar, tudo está tranqüilo e na noite anterior ao casamento os amigos resolvem fazer uma reunião para celebrar, só que dessa vez escolhem algo bem mais calmo, uma conversa na praia ao redor de uma fogueira. Nada podia dar errado dessa vez, né ?! É... mas acontece de novo. Três deles acordam em um quarto imundo no centro da cidade e pra variar, um dos personagens sumiu. Agora é hora de juntar as pistas, voltar no tempo e lembrar de tudo que aconteceu antes que o casamento comece. De novo.

Opinião da Parceira...

Resumindo, o filme é ótimo, garante boas risadas. Mas talvez pela falta de originalidade ele fica um pouco atrás do primeiro longa. Por mais que as situações sejam tão engraçadas como as outras, você fica com uma sensação de que já viu isso antes.

As coisas que acontecem no primeiro filme são mais facilmente digeridas do que as que acontecem no segundo, são mais bem aceitas, realmente possíveis de se acontecer. As situações do segundo ficaram um pouco forçadas. Será que precisava escrachar tanto assim pra causar humor ? Bem, até que funciona, o público ri bastante, é engraçado mas o primeiro...

Opinião do Rof...

Rapaz, quem viu o primeiro filme com certeza entrou no “escurinho do cinema” cheio de expectativas para dar mais risadas de “piadas que nem todos riem” – como disse um brother meu quando assistiu o filme original, se referindo a algumas das gracinhas “cabeça” do filme.

Se beber não case 2 é um filme bom sim, apesar de não conseguir ser tão original quanto seu antecessor (na verdade ele é quase uma cópia do primeiro e funciona bem exatamente por isso, afinal o primeiro é ótimo). Não ache que é a comédia do ano e tal – como foi Se Beber, Não Case. Mas se estiver a fim de voltar a esse mundo cheio de bizarrices e reviravoltas do “Bando de lobos” a oportunidade é essa. Divirta-se

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cilada.com | crítica

Diversão sem pretensão...

Poucas coisas no cotidiano brasileiro são tão certas quanto a sintonia entre Séries de TV e Cinema – apesar disso acontecer também em terras gringas, é certo que por aqui parece acontecer com mais freqüência. Os Normais e A Grande Família são exemplos de séries que ganharam espaço nas telonas; posso citar ainda como exemplo desse “troca troca” Cinema/Série de TV, os filmes Ó Paí Ó e mais recentemente A Mulher Invisível que viraram séries de sucesso sem o menor esforço. E é até fácil de entender o porquê dessa interação toda: qualquer mangangão da telinha se interessa também pelo glamour (e pelas verdinhas) das telonas do cinema (e vice versa), e como já possuem nome na mídia é mais fácil que se tornem responsáveis por rios de bilheteria nas telonas – ou na telinha. O “X”, da questão é que a maioria desses sucessos (note que quase todos) são comédias – e acho que não existe ninguém neste mundo que se interesse mais por piadas que os brasileiros...

É com esse panorama ao fundo (no bom sentido, claro) que chega aos nossos cinemas o filme Cilada.com (idem, 2011), versão esticada de um “sitcom” que era exibido no canal fechado Multishow e falava sobre os “pé de pica” que um cara comum encara no cotidiano como qualquer outra pessoa. Situações escrotas como um péssimo atendimento em um boteco ou um jantar furado com as amigas chatas de sua mulher – acho que não existe nada pior que isso.

Dá-lhe You Tube!

No filme, após ser flagrado traindo a mulher, Bruno, (Bruno Mazzeo, de Muita Calma Nessa Hora), é surpreendido mais uma vez quando chega no trampo no dia seguinte e descobre que sua namorada Fernanda (Fernanda Paes Leme, de O Homem que Desafiou o Diabo) colocou na rede um vídeo do casal trepando – nesse vídeo Bruno dá uma de Jim Levenstein (aquele mesmo do primeiro American Pie, vocês devem lembrar) e tem um desempenho, digamos, ridículo. Humilhado por todo mundo que vive na cidade (até parece que todos viram) ele resolve sair comendo gato, cachorro, papagaio e periquito; disposto a recuperar a dignidade de macho pegador.

Esquece o Mazzeo e se concentre no filme rapá.

Tenho escutado todo tipo de coisa a respeito desse filme (e principalmente sobre Bruno Mazzeo), corre o boato de que o cara é intragável/insuportável e um monte de não sei o quê. Mas que saber? Isso aqui não é o programa da Márcia para eu ficar analisando quem é bom moço ou não, e além do mais, essa crítica é sobre um filme; e o filme é bom porra! Não to nem aí se o maluco é doido ou se a alma do negócio tem a ver com o espírito da coisa; Mazzeo (juntamente com Adnet) são as maiores revelações do humor brasileiro dos últimos anos! O cara é dono de um carisma fodástico – ainda que essa simpatia toda só apareça quando está atuando. Mas vamos esquecer esse negócio e partir para o que interessa.

LinkCilada.com é aquele tipo de filme que não se consegue odiar; não importa se o roteiro bebe na fonte dos clichês – que vai desde o momento em que Bruno “sai a caça” e encontra aqueles tipos batidos de personagens nitidamente criadas para comédia romântica até a declaração de amor regada a uma chuvarada; também não importa se as piadas são velhas – o importante é que funcionam. É impossível não se matar de rir com as situações em que o Bruno se mete. Sempre critico clichês nos meus textos mas quem foi que disse que não dá pra se divertir com eles?

“Sem pretensões”; as palavras para definir Cilada.com são essas. Sem medo de errar (até porque nem sei se queriam acertar) a produção vai sendo exibida como se fosse uma versão estendida daqueles quadros de humor, que rolam por aí afora na telinha e se em algum momento chega a ficar um pouco entediante, a culpa é única e exclusivamente das açucaradas cenas de amor – e não do fato de o protagonista não ser um cara tipo “sangue bom” fora dos estúdios. Que isso fique bem claro.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Guga designer | Rof entrevista

O mais novo parceiro da casa responde as perguntas cretinas do Blog.

por Willian Rof
Olá pessoal. Demorei um pouco a postar nessa aba "Entrevistas" mas cá estou eu novamente e com Guga Designer - novo parceiro do Blog. divirtam-se com as patacoadas e bestalhadices que só alguém com o perfil de parceiro de Blog-de-crítica-rebelde-com-humor poderia proporcionar. Até a próxima.

OFMR: Quem é você rapaz?

Guga: Me chamo Jonas Gustavo (Guga Designer)

OFMR: Nessa correria da porra que são as coisas hoje em dia, o que diabos você faz para ocupar suas horas?

Guga: Fico no msn, assistindo TV (Todo mundo odeia o Chris)

OFMR: Você também é blogueiro desocupado?

Guga: sou sim!

OFMR: Você lê outros blogs? Quais?

Guga: Não Salvo; O Fantástico Mundo do Rof; Stand up comedy e outros.

OFMR: Com tanta merda a solta na internet, quais assuntos chamam sua atenção na rede?

Guga: Comédia, porque eu não levo às coisas muito a serio não...

OFMR: A quanto tempo é leitor deste blog e como diabos encontrou?

Guga: Rapaz, ja tenho 1 ano e alguns meses, como eu encontrei o blog? Ru trabalhei com o Rof.

OFMR: Qual o melhor (ou a menos ruim) postagem que você já viu por aqui?

Guga: Cara, sendo sincero... Foi o X-Men - Primeira Classe

OFMR: Ok Guga, ta na hora de dar tchau; gostaria de finalizar essa entrevista com algumas palavras suas para meus leitores. O espaço é seu, manda bala véi.

Guga: vamos lá...

Vou contar o que eu aprendi na vida durante esses 21 anos; tudo o que sempre precisei saber aprendi com a minha Mãe:

- Minha mãe me ensinou a valorizar um sorriso: “ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!!!”

- Minha mãe me ensinou a retidão: “EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!!!”

- Minha mãe me ensinou a escutar: “ABAIXA O VOLUME SENÃO EU QUEBRO ESSE Mp4”

- Minha mãe me ensinou a apreciar um trabalho bem feito: “SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. EU ACABEI DE LIMPAR A CASA!!!”

- Minha mãe me ensinou a ter fé: “REZA PRA EU NÃO CONTAR PRO TEU PAI!”

- Minha mãe me ensinou a lógica: “POR QUE EU ESTOU DIZENDO! ACABOU! PONTO FINAL!!!”

- Minha mãe me ensinou o que é motivação: “CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VOCÊ CHORAR!!!”

- Minha mãe me ensinou a contradição: “FECHA A BOCA E COME!!!”

- Minha mãe me ensinou a ter força de vontade: “VOCÊ VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TUDO”

OBRIGADO, Mainha!! Te amo!

Abraço a todos os leitores e até a próxima.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

X-Men - primeira classe | crítica

Novo filme dos mutantes derrapa mas fica longe de ser ruim.

Para a alegria de alguns (ou para o desespero de outros), os gibis dominaram os cinemas ultimamente. Fato! Isso é interessante se levarmos em consideração que até pouco tempo, as adaptações de HQs eram vistas com mais preconceito que puta em evento no Vaticano – e verdade seja dita, as produções eram bem mequetrefes mesmo. A parada mudou apenas com o lançamento de X-Men – O Filme (X-Men, 2000) do Diretor Bryan Singer que acertou a mão ao equilibrar o universo surreal/colorido dos quadrinhos com o chamado “mundo real”, em uma trama do caralho, cheia de metáforas sobre o preconceito – enfim, o cara conseguiu lançar uma adaptação realmente de responsa. Logo em seguida, vieram o excelente X-Men 2 (X2, 2003) e após, aquelas seqüências miseráveis que você já deve estar careca de saber quais são. E foi pensando exatamente nesses fiascos que os produtores do novo X-Men decidiram mudar o foco, reiniciar; montar novamente um universo “pés no chão” – como no primeiro filme da série.

Deja-vù

Anos 60. Charles Xavier (James McAvoy) é um engomadinho (e cabeludo!!) cheio daqueles canudos acadêmicos que a maioria de nós só vê no Google. Na universidade de Oxford ele conhece Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), filho de judeus que foram aterrorizados pelos nazistas durante a 2ª Guerra e foi o único da família a escapar, graças ao seu poder mutante de controlar meio mundo de metais. Quando a guerra terminou, Erik passou a trabalhar como intérprete para os ingleses, enquanto Charles decidiu usar seus poderes para ensinar aborrecentes mutantes (que viviam mais perdidos que filho de puta em dia dos pais) a usarem seus dons para fins pacíficos – ou seja, para não saírem fazendo merda por aí. Charles e Erik logo se tornam brothers, mantendo um respeito pelos ideais um do outro. Nasce assim a famosa Escola para Jovens Superdotados – o resto da história qualquer um que já tenha lido um gibi da galera mutante já sabe.

De “Primeira Classe” sempre é melhor – não só nas viagens aéreas.

Desde o inicio de todo o blá blá blá sobre a nova produção mutante já tinha ficado muito claro que a intenção da galera responsável pelo filme era criar algo para fazer frente as mega produções dos Batman do Nolan, usando um climinha parecido com o do primeiro X-Men. Aliás, novamente, a história coloca os mutantes dentro daquela treta original, como um novo degrau da evolução humana, o que gera a base de toda pancadaria para esse filmaço.

Mas nem tudo são flores, negão; filme de equipe que se preze tem que ser cheio de gente pra todo lado e é justamente aí que X-Men – primeira classe se fode com um problema recorrente em tramas envolvendo muitos personagens: é praticamente impossível dar a todos uma atenção adequada. Assim, enquanto os astros Xavier e Magneto são bem desenvolvidos, o resto dos mutantes jamais saem dos clichês, sendo diferenciados uns dos outros apenas pelas habilidades – a única que ainda tem uma historinha pra contar é a Mística, (que continua sendo a mulher azul mais deliciosa da terra) que vive lá seus conflitos, mas não espere nada muito profundo.

Da mesma forma, mais uma cagada pode ser adicionada ao meu texto: o roteiro parece tentado a misturar na fórmula uns romances totalmente descartáveis e sem noção, é o caso, por exemplo, da aproximação entre Mística e Hank e do beijo entre Xavier e a agente da CIA – uma personagem, aliás, sem quê nem pra quê.

Ainda assim, mesmo com estes e alguns outros escorregões (ninguém é perfeito!), é foda não pagar pau para X-Menprimeira classe. As seqüências de ação são sensacionais – diferentes inclusive das de hoje em dia onde fazem vários cortes por segundo e tremem a câmera de uma forma que ninguém consegue entender porra nenhuma; aqui, o cara consegue acompanhar a pancadaria e entender o que se passa na tela.

X-Men - primeira classe chega e mostra a que veio; é mais uma investida da industria dos quadrinhos nas telonas com bom nível. Não Chega a ser um marco na história e nem será o filme da vida de ninguém mas, se as adaptações de quadrinhos continuarem massa deste jeito, serão sempre bem-vindas.

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sábado, 23 de abril de 2011

Mortal Kombat 9 | crítica

18 anos de Mortal Kombat e um presente para os fãs.


Cara, eu me lembro como se fosse um dia desses, meia dúzia de pirralhos birrentos correndo pelas ruas como um monte de lunáticos, para jogar algumas fichas de Street Fighter 2 apostando umas figurinhas adesivas de algum álbum chulé, ou mesmo o lanche escolar do dia seguinte – acho que essas eram as únicas coisas quem tínhamos para negociar; grana é um negócio raro nessa idade rapá...

Eu tinha (sei lá) uns nove anos de idade mas ainda me recordo – porém, a minha maior recordação desta época não é dos Arcades ou dos Hadoukens do Ryu e sim de um jogo que apareceu naquele ano e era o motivo das filas intermináveis nas locadoras de games do bairro; um jogo de porrada mais sanguinário que os filmes do Jason, com personagens carniceiros vestidos em fantasias sadomasoquistas e que executavam seus oponentes ao final de cada combate ao som de uma gargalhada macabra – daquelas de gelar a alma. Street Fighter tinha se tornado coisa das antigas; a nova onda era Mortal Kombat.

Chose Your Destiny.

De lá pra cá foram dezoito anos e oito seqüências – umas até boas, mas a maioria uma merda, no pior sentido da palavra. A impressão que dava era que a cada ano o game ficava mais parecido com aquelas dezenas/centenas/milhares de jogos sem sal que entopem as prateleiras das lojas – em 2008 lançaram o crossover Mortal Kombat VS DC Universe e aí minha ficha caiu: Sub Zero, Scorpion e o resto da galera de MK hoje faziam parte de mais uma franquia modinha de jogos para aborrecentes sem cérebro. Porém em 2010 uma declaração de um dos picões da série me deu novas esperanças: pelo Twitter, Ed Boon disse que o que mais os fãs queriam era poder jogar um Mortal Kombat escroto e sanguinário (mais ou menos como aquele que criava filas antigamente) e que o novo jogo as série seria exatamente assim – parecia que (enfim) os combates mortais estavam de volta.

Mortal kombat 9 (idem, 2011) conta uma história que se passa depois da bagaceira que ocorreu em MK – Armageddon, onde todos os encrenqueiros de todos os reinos foram para a terra de pés juntos; Lord Raiden também faz parte deste bolo, mas antes de bater as botas envia uma mensagem (mesmo estando todo fodido de tanto lutar, coisa de cabra macho) para si mesmo no passado para tentar evitar a guerra que o Shao Khan começará. Este “torpedo metafísico” chega ao Lord dos raios (não confundir com o tio do Percy Jackson – alias por falar nisso leia a crítica aqui) mais ou menos na época em que róla o primeiro jogo, onde o tinhoso chefão da série começa a conquistar reinos a torto e a direito. Não precisa ser um gênio para notar que a solução que Ed Boon e sua rapaziada decidiram dar um resset na história - tudo (claro), só serve como pretexto para a pancadaria toda.

Finish Him!!

MK se baseou num estilo de jogo que está fazendo o maior sucesso nos games de pancadaria da atualidade como Marvel vs Capcom 3 (leia a crítica aqui) conhecido como 2,5D – pra quem não sabe, é aquele formato em que o primeiro plano (onde a porrada come) é em 2D e as telas de fundo (cenário) é todo em 3D, dando um visual do caralho as arenas do game.

Agora, quem curtia a brutalidade de MK – Ultimate, vai pirar com os combos viscerais e as barras de poder que aumentam ainda mais a capacidade dos estragos – o top delas é uma tal de X-Ray, que carrega um especial que focaliza a área espancada mostrando a quebradeira também por dentro (como um raio X); é um negócio excitante, acredite. Claro que não posso esquecer de mencionar os famosos Fatalities, que agora são tão carniceiros quanto os combos – comparado a eles, as mortes de Jogos Mortais parecem gincanas da Xuxa.

Por fim, seria fácil dizer que Mortal Kombat 9 é fodástico que agradará qualquer machão, mas este não é apenas um jogo de luta em que se pode enchulapar ninjas mortos-vivos, monstros mascarados, mutantes sanguinários, robôs anabolizados e gostosas peitudas; é um presentaço para quem esperou tanto tempo pr algo que envolvesse socos, tiros, chutes, facadas, rasteiras e sangue MUITO SANGUE – daquela forma que só a turma de MK sabe misturar. Flawless Victory!!

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