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sábado, 1 de janeiro de 2011

Stratovarius - Elysium | crítica

O Stratovarius mostra que aos poucos pretende se livrar do fantasma de Timo Tolkky.

Foi longo o tempo em que os fãs da banda Finlandesa (e a mídia expecializada) veneraram o talento de Timo Tolkky; mas o cara foi envelhecendo, ficando ranzinza, turrão e começando a sofrer de um mal muito conhecido entre os dinossauros do Rock: a perda gradativa da habilidade de criar coisas que valham a pena escutar. E tão conhecida quanto a doença é sua cura. Timo Tolkky tinha que sair do Strato; e o fez.

O Stratovarius estava doente e a saída do Tolkky foi o 1º passo para a recuperação, mas isso também parece que vai demorar um pouco - afinal eu nunca vi ninguém fumar 20 anos e parar em uma semana. E você?

Elysium é o 2º álbum após a saída do mala do Tolkky e ainda tá na cara que o maluco é referência por lá. Tanto Polaris (2009) quanto o novo trabalho, são lotados de "homenagens" (no melhor estilo babação de ovo) ao padrão que Tolkky estabeleceu para a musicalidade da banda - e parece que os caras não conseguem se livrar dele.

Olha o repeteco aê gente.

Elysium começa sem novidades (como a maioria dos álbuns do Strato) com um dos singles divulgados antes do lançamento da bagaça: seu nome é Darkest Hours e ela é uma das 4 melhores (ou menos ruins, você escolhe) deste novo trampo dos caras. As faixas restantes são só pra encher linguiça mesmo - como a baladinha pop Move the Mountain.

Under Flaming Skies e Infernal Maze são as faixas seguintes e seguem o mesmo nível da música de entrada - tanto tecnicamente quanto repetitivamente. Mais doses do que já estamos acostumados a escutar da banda.

É necessário alguma força de vontade para escutar Fairness Justifield, mas ela serve como ponte para a (clichê, mas indispensável) The Game Never Ends - típica canção com título de Power Metal, introdução de música tema de Anime e aquele refrão pegajoso dos Heavy's das antigas. Bom demais!

Event Horizon é uma daquelas músicas do Stratovarius que venceria facilmente o Grammy se criassem um prêmio para "Rock na velocidade da luz". Neste tipo de faixa a única coisa que importa é a velocidade com que o grupo toca suas charangas musicais.

Sinceramente não considero Elysium um álbum ruim - na verdade acho que pode até fazer mais sucesso entre os "não fãs" que entre a galera que ja acompanha o som a muito tempo. A última faixa (Elysium) é o maior exemplo da técnica apurada do grupo - Elysium também é superior ao seu predecessor Polaris, mas também é uma verdadeira overdose de repetecos.

Sou otimista e achei que o som do Stratovarius está aos poucos se livrando do fantasma musical de Tolkky que nos assombrou durante alguns anos - em algumas canções é possível notar umas diferenças bem sutis, mas já é um começo. Elysium ainda não é excelente - mas é bom escutar...

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