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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sergio Aragones Destrói DC | das antigas

Nunca foi tão divertido destruir heróis.

Por Willian Rof
Qualquer fã de quadrinhos (ou quadrinhófilo, como chamam) com certeza já perdeu algumas horas de sua vida inútil para pensar o quão ridícula são as características que compõem os heróis DC. Impossível não rir da Mulher Maravilha com seu laço mágico e avião invisível; Batman é um cara normal (como eu e você) que consegue feitos incríveis – que nem eu nem você conseguiria. E o que dizer do Superman, um extraterrestre super forte, super rápido e superinteligente, mas ainda não se ligou que aqui no nosso planeta os habitantes usam a cueca por baixo da calça.

Não é só o Kick Ass que quebra tudo...

Olhando por um outro lado acho que até demorou um pouco para os nerds com poder na DC comics autorizarem uma publicação de humor como Sérgio Aragonês Destrói DC (Sergio Aragones destry's DC, 1996), utilizando-se de todas essas piadas prontas para criarem um dos maiores sucessos das HQ’s (ganhando inclusive o Will Eisner, o OSCAR dos quadrinhos) e gerando sequencias igualmente engraçadas como Sergio Aragonês Massacra Marvel e Sergio Aragonês Esmaga Star Wars. Esse Aragonês sabe mesmo desmantelar as coisas rapaz...

DC Destruída!!

Na trama Aragonês está cansado de sua vida medíocre como desenhista internacionalmente desconhecido, vivendo no submundo dos artistas de quadrinhos, ele quer reconhecimento e prestígio – não aquele da Nestlé, que por sinal é muito bom também. Ele quer sucesso! Para isso (segundo ele) precisa desenhar heróis famosos em uma história original – é aí que entra Mark Evanier quase sem querer na história.

Enquanto isso nos quadrinhos (dos quadrinhos) o Gavião Negro tem uma revelação bombástica que pode por um fim no Universo DC: segundo ele todos estão perdidos! Muito perdidos!!

Ajax, Aquaman, Flash, Lanterna Verde, Mulher Maravilha, Batman e Superman comem a pilha do feioso e decidem reunir-se (num lugar isolado e desconhecido – típico clichê de quadrinhos que reúnem muitos heróis) para discutir o problema e partir em busca do malfeitor – um vilão tão inesperado que nem o autor sabe quem é, literalmente.

Gênio é gênio e vice versa.

Falar de um clássico é sempre muito complexo: todos já sabem que essa HQ é extraordinária – Aragonês e Evanier funcionam como se fosse um uma só pessoa tamanha a sintonia entre os caras. O tempo da comédia é perfeito, faz com que o leitor morra de rir a cada nova página e até os “deslizes” do roteiro servem como piada – Aragonês passa mais da metade da HQ enrolando porque não sabe quem será o vilão medonho que está assombrando os heróis. Ao fim Batman chega a uma conclusão – mesmo sem coletar uma única evidencia. Genial!

E caso você não saiba nada sobre a vida destes mestres do humor em quadrinhos, não se preocupe, não será necessário você perder suas preciosas (e longas) horas de ócio pesquisando no Google. A própria publicação trás um resumo da biografia de ambos – assim você poderá se sentir um pouco menos inútil rapaz, e de quebra saber um pouco mais sobre seus dois novos ídolos. Divirta-se!

Um comentário:

  1. Cara, tenho esta edição e a da Marvel. A do Star Wars eu deixei passar mas estou atrás nos sebos heh. Acho muito bom mesmo. E Groo tb é muito bom, pena que as novas edições estão saindo tão caras. Mas vale. hehe

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