Receba as nossas atualizações em seu email.

domingo, 9 de janeiro de 2011

X-men - Garotas em fuga | crítica

Estreia de Manara em quadrinhos de heróis fica muito abaixo da média.

Que 2010 picou a mula tão rápido quanto chegou isso você já esta careca de saber, o que talvez os senhores não tenham percebido é que no último fim de ano tivemos um lançamento especial bem diferente do que estamos acostumados a ver nas revistarias nessa época do ano – ou seja, um monte de publicação voltada para os viciados nos super isso, super aquilo ou super aquilo outro...

Ao invés disso, Super-Heroínas (não dá pra fugir do clichê “super”) gatíssimas e em trajes menores que os das fankeiras do Rio. É isso mesmo: uma nova opção para os marmanjos cansados das gostosas Photoshopadas da Playboy. Seja bem vinda então: X-men – Garotas em Fuga (X-men - Ragazze in fuga, 2010).

Versão HQ do Cine Prive.

A trama da HQ é muito simples: 5 mutantes gostosas (Garota Marvel, Psylocke, Vampira, Lince Negra e Tempestade) viajam até a Grécia para curtir uma semaninha de férias, mas quando a Garota Marvel cai numa emboscada (no meio de um amasso de canto de parede) suas amigas são obrigadas a encerrar precocemente a farra e partirem numa missão de resgate – durante a empreitada perdem seus poderes e vão parar numa ilha paradisíaca... é isso mesmo.

Como toda história direcionada a “pornôpatas” (isto é, qualquer um que aprecie roteiros em que as personagens principais não enrolem muito pra arrancar a roupa), X-men – Garotas em Fuga não foge dos clichês: enredo fraco, arte provocante e o mais impor tante de tudo: poucas páginas pra deixar aquele gostinho de quero mais.

Natural que seja assim, afinal quem no mundo compraria uma HQ desse tipo e cultivaria esperanças de encontrar uma trama inteligente? Toda a historinha é puro blá blá blá; serve apenas como pretexto para o desfile de caras e bocas, mamilos salientes e poses inspiradas em exames ginecológicos. Parece até ser uma versão em quadrinhos do Cine Privê.

Pegadinha do Manara!

No lápis não poderia haver alguém melhor: Milo Manara. Não conhece? Tudo bem, eu te quebro esse galho – vai ficar me devendo uma: Manara é um ilustrador italiano mundialmente conhecido por desenhar mulheres sensuais, com formas realistas – a HQ trás também uma entrevista com Milo pra você que se interessou...
E aí, o que mais poderíamos querer? Uma história picante desenhada por um especialista no assunto; pense aí. Perfeita né? Né não rapá... o motivo? Bem, o m otivo é a tal entrevista a qual me referi acima.

Logo na 8ª página (das 68) aparece a entrevista feita por Luca Sca
tasta com o artista Milo Manara e é logo na 1ª pergunta que a casa cai. Sente só o drama:

Luca Scatasta: “você já leu alguma história dos X-men antes de receber o roteiro deste álbum ou nunca se interessou muito por super heróis?”
Milo Manara: “receio que ser honesto demais na resposta pode me botar em encrenca... a verdade é que meu conhecimento era bem superficial.”

Precisa dizer mais alguma coisa? O cara malmente sabia o que era um X-men... resultado: o roteirista Chris Claremont teve a difícil missão de inventar um texto com pouca ação (Manara é péssimo em cenas de ação), transformar as personagens em seres normais (já ficou clara a dificuldade do cara com super heróis) e inventar situações apelativas – as X-Girls pegando geral na balada foi no mínimo inusitado.

Não posso dizer que joguei meus trocados no lixo pois sempre dou um certo valor a quem está inovando, buscando a originalidade (mesmo que seja só um pouquinho) e cá entre nós, gostando ou não do enredo temos que admitir que não são todos os dias que vemos mutantes semi-nuas em histórias picantes. Vale a pena comprar – mesmo sendo medíocre, apela
tiva e CARÍSSIMA.




Nenhum comentário:

Postar um comentário