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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Maio...


Fechando maio com muito a comemorar no Cartola FC, Meu time liderando 3 ligas sendo 2º numa outra, já na liga nacional a chapa esquenta, vocês sabem... Confira abaixo:
  • Liga Arial Black 1

1º Rof FBPA (meu time)

2º Micael mania

3º Samuel Mania


  • Liga Arial Black 2

1º Rof FBPA (meu time)

2º Jenzinho FC

3º Micael Mania


  • Liga Babahunters

1º Oz invencíveis

2º Rof FBPA (meu time)

3º Invocado FBPA


  • Liga I.E.P.

1º Rof FBPA (meu time)

2º Invocado FBPA

3º Avante Grêmio


  • Liga Super 90

1º Gold Máster

2º IARFC

3º Bruto Team

121º Rof FBPA (meu time)


  • Liga Grêmio

1º Coração Azul

2º EC Arranca Toko

3º SUPER GRÊMIO 1903

8989º Rof FBPA


  • Liga Nacional

1º Flu MKT

2º Titânico FC

3º CR Vasco da Gama

154291º Rof FBPA

Campanha Lima Móveis

A campanha "Móveis e eletros da melhor qualidade você encontra aqui" de Lima Móveis foi uma das últimas campanhas que criei na cidade de Petrolina - Pe.
Infelizmente voltei a Salvador antes mesmo de ver a produção, foi uma campanha curta, simples e objetiva. Com um tiro comercial apenas. Confira abaixo:

Folders:

Outdoors:




Layouts aplicados:

Vettel, RBR e o Circo dos Horrores.


Dia 30 de maio de 2010 (mais conhecido como domingo), 9hs...
Liguei a TV e logo vi a 1ª fila em azul – bela cor por sinal, mas isso não vem ao caso... A 7ª etapa da Fórmula 1 não tinha muitas surpresas – antes da largada, claro.
RBR e McLaren na ponta, Schumacher atrás do Pirralho Rosberg, Ferraris brigando para entrar na zona de pontuação e uma série de pilotos Brazucas sem nenhuma perspectiva. Mas o GP da Turquia possuía elementos que poderiam modificar completamente a história da prova: A Ferrari completava 800 Provas e mesmo estando bem atrás no grid, podia contar com excelente retrospecto de Felipe Massa ( o piloto venceu 3 das 5 corridas realizadas por aqui) e a motivação de Fernando Alonzo - que largou bem atrás em Mônaco e ainda assim se recuperou e chegou em 4º lugar. Além disso tínhamos o multicampeão Schumacher que melhora seu desempenho a cada novo GP; a possibilidade de chuva é sempre uma brecha para grandes reviravoltas na pista. Mas sem dúvidas o elemento que gera maior imprevisibilidade é a soma da equação:

Vettel + Webber + RBR

O resultado dessa operação na maioria das vezes é: FORTES EMOÇÕES!

Logo na largada já tivemos 4 amostras do que seria o GP da Turquia:

  • Vettel rouba 2ª posição de Hamilton
  • Hamilton retoma a 2ª posição e pressiona Webber briga pela liderança
  • Schumacher faz 1, 2, 3, 4, 5 ultrapassagens e pula para 4º!

E isso foi apenas a largada...

Com as equipes estudando o terreno (e preocupadas com uma possível chuva) e os pilotos se adaptando as características da pista, vimos poucas mudanças após isso. O entretenimento ficou por conta então da briga entre Webber e Hamilton (que não vencia desde o GP de Cingapura) a o sofrimento de Alonzo na tentativa de ultrapassar Petrov. Esse quadro só iria mudar mesmo na hora do troca troca - sem trocadilhos; e foi justamente na hora da troca de pneus que a McLaren mostrou porque come tanta poeira da RBR; uma lambança da equipe inglesa tirou o 2º lugar de Hamilton e (quase) assegurou a dobradinha da RBR...
Mas ainda não tínhamos visto os tais elementos que poderiam causar as tais reviravoltas – CADÊ AS EMOÇÕES QUE A FIA TANTO PROMETEU NO INÍCIO DA TEMPORADA!?

Bem, a comemoração dos 800 GP’s da Ferrari acabou passando em branco mesmo e Fernando Alonzo não conseguiu repetir o milagre que operou em Mônaco; Schumacher chegou a frente do moleque Rosberg, continua correndo melhor, mas ainda não foi dessa vez que (re) estreou nos podium’s. Ah... e a chuva não veio...
Tudo nos levava a crer então, que mesmo com tantos motivos para termos uma corrida recheada de emoções o GP da Turquia já estava definido.
Foi aí que entrou em ação o último elemento (o circo de horrores da RBR) capaz de mudar a trajetória de uma corrida de Fórmula 1. Vettel atacou irresponsavelmente o companheiro de equipe, provocou um acidente no mínimo bizarro, furou o seu pneu e arrebentou o bico do carro de Webber; jogou a corrida da RBR no lixo e deu de presente a 1ª vitória temporada a Hamilton e a liderança no mundial de construtores a McLaren. A comemoração era dos carros vermelhos, mas foram os carros prata que comemoraram...

sábado, 29 de maio de 2010

Peugeot Hoggar - Rizoto

Os efeitos especiais de 1ª e o slogan bem desenvolvido, parece que não foram o bastante para convencer.
O novo filme publicitário da Peugeot vem sendo muito contestado pelos profissionais da área de propapanda em geral.
Posso dizer que em minha opinião o filme seria sim um bom "comercial" se tivesse mantido a linha inicial - o rapaz se declara não ser o tipo "aventureiro" mas mesmo assim optou pelo Hoggar. Não há problrmas nisso; todos sabemos que hoje as montadoras investem em modelos do tipo Off Road com a intenção de atrair realmente pessoas com o perfil do personagem.
Tudo ficaria no absoluto "normalismo" não fosse o desfecho equivocado: "o meu risoto você tem que experimentar"... NOSSA SENHORA, É O CÚMULO!!
Fora esse deslise do filme, (nitidamente mal finalizado) posso dizer que "engana" bem. Agora o que não engana é o "produto" em si. O modelo é horrível e tenta apenas copiar os concorrentes bem sucedidos - A Montana e a linha Adventure da FIAT.
Confira o papelão da Peugeot abaixo:




Ficha técnica:
  • Agência: LODUCCA.MPM
  • Anunciante: Peugeot
  • Título: Risoto
  • Criação: Carlos Thumn, Ezequiel Tuma, Juan Cruz, Mirna Nogueira, Olivia Cho, Roberta Moraes e Wolfgang Covi
  • Direção de Criação: Guga Ketzer
  • Head of art: Cassio Moron
  • Atendimento: Clineu Junior, Claudio Leal e Juliana Tomas
  • Mídia: Daniel Chalfon, Reinaldo João, Rodrigo Tamer, Patricia Vismara e Erick Kaizawa
  • RTV: Fernanda Martins, Adriana Monteiro e Daniele Pizzo
  • Art Buyer: Greta Vergas
  • Fotógrafo: Olaf Veltman
  • Produtores Executivos de Criação: Ana Luisa Andre e Sid Fernandes
  • Produtora: Stink/Ocean Films
  • Direção do filme: Stylewar/Fabio Eduardo de Souza Fernandes
  • Diretor de fotografia: Alex Lamarque
  • Finalização: Swiss Post
  • Produtora de áudio: Raw Produtora de Audio
  • Maestro: Hilton Raw
  • Locutor: Tchelo e Roberto Rocha
  • Aprovação Cliente: Denyze Agostinho, Edvaldo Mello, Sandy Soares

Gatos em apuros

Não existe "metade azul"


Por Cristian Bonatto

Cresci sendo da minoria. Na década de 80 eu estava entre os 40% que levantavam o braço quando uma professora qualquer, na busca da simpatia da turma, começava seu primeiro dia de aula com a pergunta “… e quem torce pro Grêmio?”. Isso que o Grêmio recém tinha apresentado Porto Alegre para o mundo. O quadro só começou a mudar após o Bi da América em 1995 e a consolidação veio apenas no Bi Brasileiro de 1996.

Desde então, são 14 anos que a torcida do Grêmio é soberana no estado e vê crescer pagos afora seu exército além das linhas inimigas pelo Brasil. Manda no RS e tem a maioria também entre os clubes de fora dos domínios do EIXO. Neste período, a maioria foi levemente ameaçada apenas na época que o mundo ficou sabendo que existia outro time na cidade do Grêmio. Ficou só na ameaça, mesmo acrescendo-se a isto o fato contundente do rebaixamento. Disseram então que a nova geração seria colorada, era questão de tempo para a torcida do Grêmio perder a hegemonia. Pois as crianças cresceram. E sem que elas tenham visto o Grêmio campeão de alguma coisa, a soberania tricolor resiste.

Depois da milionésima pesquisa do milionésimo instituto a demonstrar que a torcida do no país, é 40% maior que a do co-irmão, já seria uma hora razoável para que a imprensa, que não quer ser chamada de vermelha, começasse a parar de MENTIR quando usa expressões como “metade azul/metade vermelha” ou “O clássico que divide o RS”. Por mais importante que seja o inter na vida do Grêmio e vice-versa, por mais que isso seja uma característica dos gaúchos, por mais que isso torne o GRE-nal o clássico de maior rivalidade do mundo, uma falsa verdade como esta só PREJUDICA o Grêmio.
É fato que a maior dificuldade de Grêmio e inter em trazer mais e melhores patrocínios está na ferrenha rivalidade, vista como meio-tiro no pé por qualquer empresa disposta a vincular sua marca a dois dos mais vitoriosos clubes do Brasil, mas a verdade é que este impecílio, para o Grêmio, poderia ser menor. O pensamento superficial é de que ou se patrocina os dois ou nenhum. Por conta disto, uma proposta que chega a mesa da presidência do Grêmio, já vem pela metade do valor que a marca Grêmio merece, pois a outra metade ficou na mesa da Padre Cacique. Um mito de divisão com objetivos simpáticos e motivado pelo receio por parte da mídia, quase impossível de ser desmanchado. Uma falsa verdade que transforma o Grêmio em refém e o co-irmão em parasita.

Sirvam nossas façanhas de exemplo...

O gol mais bonito da história!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pergunta idiota... Tolerância Zero!!


O famoso quadro do (péssimo) Zorra Total era no mínimo zem noção, mas ainda assim nos fazia rir como pouco na tv aberta nacional.
Essa semana passei alguns minutos em minha mesa de edição rindo até chorar com um e-mail que me fez regressar àquela época. Divirtam-se!

Aprenda em 10 passos com o Saraiva como responder as questões do dia dia.

1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:

- Você tá dormindo?
- Não, to treinando pra morrer!

2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Ta com defeito?
- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.

3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.

4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!

5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!

6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta: (BOA)
- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!

7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta: (ÓTIMA)
- Vai subir?
- Não, não, to esperando meu apartamento descer pra me pegar.

8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:
- Flores?
- Não! São cenouras.

9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!

10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: (MUITO BOA)
- Em dinheiro? ?
- Não, me dá tudo em clipes!

Campanha Copa do Mundo 2010


A Copa do Mundo é um evento único, que move todos numa única direção. As campanhas nessa época tendem a ser mais elaboradas com conceitos muito bem trabalhados – embora muito se perca em criatividade em função dos layouts engessados que são utilizados nessa época.

Não tem horas que você pensa "já vi esse comercial"? Às vezes, você já viu mesmo e não lembrava.
O Brasil é mundialmente reconhecido como um dos país mais criativos, com um estilo de publicidade atraente e divertido. Somos sim muito bons em marketing, em propaganda, mas parece que de vez em quando sucumbimos esse talento.


Este foi o 1º banner para divulgação da campanha "Alvo na Copa" - note que eliminamos propositalmente um texto muito utilizado nessa época: RUMO AO HEXA! Com isso ganhamos mais desenvoltura no campo criativo. Tirem suas conclusões.



O 2º banner da campanha possui um apelo comercial nitidamente maior, para fecharmos os doi campos de atuação e atingirmos o maior número possível de clientes.

A campanha segue ainda com:
  • Cartões de visita personalizados
  • Tabelas da Copa

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A orfã - crítica


É amigo, como diria minha avó: “rapadura é doce mas não é mole não”. Chegamos a mais um tópico da seção Cine crítica da Semana com mais uma surpresa para nos divertir – ou ao menos para “me” divertir, acho que tanto faz... A surpresa a qual e refiro (caso não saiba, não se lembre ou não tenha visitado essa página até hoje) é a mais nova derrota (novamente por um voto) de Alvin e os Esquilos 2 (Alvin and the chimpmunks 2, 2009) – na última votação esse filme perdeu por apenas um voto para o Drama nacional Lula – o filho do Brasil (idem, 2009); nesta votação conseguiu um maior de votos (15) e ainda assim ficou um voto atrás do eleito da semana: A órfã. E quem disse que as derrotas dos ratinhos bizarros tem o direito de roubar alguma linhas de minha crítica?

Há algo errado com Ester. Tenha medo...

Quando vi o 1° trailer desse filme senti medo... medo de tratar-se apenas de mais uma produção em que algum moleque psicótico se aproveita de algum tipo de possessão demoníaca (ou algo do tipo) para tirar o sono do resto do elenco em cena – e nos fazer bocejar. Nos últimos dois anos pudemos ver uma tonelada de produções desse tipo e o veredicto é simples: Eles não convencem. Nesse caso em especial ainda havia um agravante: Esther (personagem mirim que tentaria obter êxito numa missão em que quase todos falharam) parecia uma colisão frontal entre Damien Thorn (A profecia) e Felícia (Tyne toons); será que precisamos realmente de outro deles?
A resposta é sim! Esta obra nos fornece muito mais do que esperamos. A órfã é assustador, emocionante, dramático – até divertido, diria eu.
Dizendo isso, não quero que vocês entendam que trata-se de algo inovador e/ou revolucionário, mas convenhamos que nesse sub gênero isso não faz tanta diferença... O que importa é que esse filme é equalizado, tudo aparecem em boas medidas e a julgar pelas reações de minha esposa (que nunca foi fã desse tipo de filme) eu não estou sozinho nesse sentimento. Na verdade, todos naquela sala pareciam estar passeando pelo mundo de Esther, reagindo apenas nos momentos certos – desde as sacudidas coletivas até os gritos. E se meus argumentos não forem suficientes para convence-los dos méritos desse filme, então serei obrigado a dizer que observei os adolescentes presentes (a classificação foi 16 anos) e eles realmente pareciam envolvidos no longa – este é um argumento definitivo se levarmos em consideração que esse pessoal só consegue se concentrar em vampiros malhados, guerras entre robôs ou redes sociais.

Definitivamente há algo errado com Esther.

No filme, John (Peter Sarsgard) e Kate (Vera Farmiga) passam por uma tragédia familiar. A perda de um de seus filhos faz com que, embora ainda tenham outros 2 – Daniel (Jimmy Bennet) e Max (Aryana Engineer) –, resolvam procurar ajuda de um orfanato a fim de adotar mais uma criança. Mesmo depois de alertados das dificuldades de se adotar crianças já crescidas, a aparente maturidade e carisma de Esther (Isabelle Fuhrman) os conquista rapidamente. A menina no entanto, mostra-se maléfica, levando toda a família a loucura. É interessante como Esther atiça as questões latentes entre John e Kate, causando problemas aparentemente isolados, mas que ao se misturarem causam uma onda explosiva de violência e insanidade. Este é um filme daqueles que se saboreia cada detalhe; o problema é que se eu pedisse aos meus leitores para fazer isso quantas vezes teriam que ver o longa? Poderia citar aqui alguns deles, mas prefiro não arriscar a arruinar a experiência. Mas posso dizer que o que é visto nos trailers é apenas a ponta do iceberg; não é um filme que irá “mudar o mundo” nem nada do tipo, mas certamente mostra-se muito competente mesmo estando nitidamente mais interessado na atmosfera misteriosa e no impacto das imagens do que na integridade obre os fatos – nada errado nisso, várias produções do gênero se utilizam de argumentos semelhantes. Além disso as atuações são boas aqui; Vera Farmiga consegue mostrar bom desempenho como uma mãe em apuros assombrada pelos seus fantasmas (sobretudo o álcool) que levantarão questões sobre suas alegações contra a jovem Esther. Peter Sarsgaard, que sempre girou em trabalho contínuo, não compromete; possui um personagem fraco mas indispensável a trama. O terceiro membro do trio principal é Isabelle Fuhrman, que cumpre a promessa da garota assustadora; abusa dos olhares “penetrantes” – sem esquecer o sotaque que nos dá arrepios, ela exala o mal. Por último (mas não menos importante) Aryana Engineer rouba a cena no papel de Max – filha surda do casal presa sob a influência de Esther. Ela acrescenta muito sabor ao filme com suas expressões e certamente é a principal aliada do diretor para aumentar o impacto de suas cenas – quando estas cenas estão sob a ótica diferenciada da garotinha. Entenda se quiser (ou puder) O roteiro é interessante por ser redondo e de fácil assimilação. Para isso o diretor optou por não se aprofundar em questões fundamentais – especialmente no que diz respeito aos problemas do casal. Muito é deixado na poeira à espera de que o próprio público junte as peças – mesmo que algumas destas peças não estejam inclusas no quebra cabeças. Entendam que deixar os espectadores descobrirem as coisas não é necessariamente algo ruim – pode até servir como ponte para uma conexão ainda maior entre a obra e seu público. O problema está na forma nebulosa como em que alguns fatos se apresentam; de uma forma geral, não espere que todas as peças se encaixem ao final numa última análise.

Pra finalizar, digo que gostei do resultado final, o diretor Jaume Collet-Serra (A casa de Cera) com certeza nos trouxe seu melhor trabalho até agora; ele dá ritmo e se utiliza de alguns ângulos interessantes para a sucessão de loucuras que se intensificam a medida que o longa se aproxima do fim. Em Atividade Paranornal (Paranormal Activity, 2007) eu descrevi a cena final como um golpe no plexo solar, aqui mesmo sem golpe algum Collet-Serra nos deixa estático e sem fôlego com o desfecho de sua história.

Filme forte, de clima enigmático (superando o clima de tensão de Reencarnação) e que desafiou as minhas (ou a de todos) expectativas.
Uma experiência que vale a pena ter.

Se você gostou desse filme:
Assista:
  • Carrie, a estranha (Carrie, 1976)
  • Reencarnação (Birth, 2004)
Evite:
  • A Maldição Maia (The Curse, 2000)
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Informações úteis

  • Titulo original: The Orphan
  • País: CAN, FRA, ALE, EUA
  • Ano: 2009
  • Duração: 127 min.
  • Gênero: Suspense / Terror
  • Direção: Jaume Collet-Serra
  • Elenco: Peter Saargard, Vera Farmiga, Isabelle Fuhrman , CCH Pounder , Jimmy Bennett
  • Avaliação: 4 (bom)
  • Trilha sonora: Download aqui
  • Filme completo: Download aqui
Informações (in)útéis
Sobre o filme:

  • Quando vi? 07/02/2010
  • Com quem? Ah... Um monte de gente.
  • Quantas vezes? 3 (assisti esses dias novamente)
  • O que senti? Gostei bastante, me lembrou filmes antigos de terror como O exorcista, O bebê de Rosimarie e Carrie, a estranha.
Sobre o texto:
  • Quando escrevi? 30/03/2010
  • Onde estava? No trabalho (que meu chefe não leia isso...)
  • O que escutava? Massacration - Gates of Metal fried chicken of death
  • O que ingeria? Um chá de sei-lá-o-quê
Outras críticas:
Trailer Oficial:



sexta-feira, 21 de maio de 2010

Santos 3 vs 1 Grêmio - lições


Por Cristian Bonatto

Tudo começou pelas arquibancadas do tão modesto como emblemático estádio da Vila Belmiro, local onde o Grêmio está fadado pelos deuses do futebol a não vencer. Enquanto a torcida local não acompanhava a execução do seu hino, preferindo ver Pelé no telão, a torcida do Grêmio entoava o Hino da República Riograndense, para só então os brasileiros lembrarem que tem o seu. E disseram que o desrespeito foi nosso.

A lição continuou em campo. Uma torcida que foi convocada pelo seu técnico a ser pelo menos um dia parecida com a do Grêmio, não conseguia ser sequer igual a do São Caetano, tamanho o terror que tomava conta de seus nervos pelo que viam. O Grêmio mandou na vila por mais tempo que mandou em Porto Alegre. Transformava mais uma vez o santástico na Portuguesa Santista. A defesa gremista era reserva, mas o santos não conseguia passar pelo meio de campo. Na primeira tentativa de gracinha, Neymar tomou o único sacode e foi colocado de castigo no “cantinho do pensamento”, tradicional local de reflexão para crianças malcriadas, até o fim do jogo. A partir dali o Santos viu que não seria desta forma que iriam vencer o Grêmio.

O Grêmio deixava o Santos tonto, ganhava quase todas as bolas do meio e quando não ganhava, um Santos atônito logo a perdia. Um Rodrigo Mancha, vetado, assistia o jogo em sua casa se sentindo injustiçado, “Pô, isso aí eu também faço”. As crianças da vila choravam COM suas mães vendo. O único adversário do Grêmio era a zica que o acompanhou por toda a semana. Já lhe tinha tirado meio time titular para o jogo e agora se encarregava de fazer a bola não entrar, por mais que o time atacasse e finalizasse, nem um golzinho contra pró entraria. Tudo bem, o empate era nosso e só o Grêmio jogava. Neymar, Robinho, André, Ganso eram tudo zagueiros. E se só o Grêmio jogava, só poderia perder para ele próprio. Certo?

Certo. Num equivoco teimoso de Paulo Silas o Grêmio conseguiu despertar o Santos. Hugo, guerreiro, mas cansado, deveria ter saído no intervalo, Silas demorou a perceber isto, quando percebeu, colocou Leandro, SUA eterna convicção. Maylson, a obviedade que marca sempre que está em campo, ficou no banco. O Santos voltou do intervalo energizado e o Grêmio desconcentrado, com Hugo cansado. O Santos chegou lá, e mesmo assim sem entrar na área do Grêmio. Um chute desesperado de longe, de quem não sabia mais o que fazer. Ali o abriu a porteira para o Santos, que sem jogar nada do que prometiam, venceu na individualidade de Robinho e na conseqüência de Wesley em contra-ataques, o recurso dos acuados.

A gurizada pulou a cerca e escapou da tunda, Mas nada que os ensine a imortalidade. No final das contas, nada daquele baile prometido: 6×5 no placar final e santos vencedor com o regulamento embaixo do braço. Isto foi o tão falado futebol-arte? Além da classificação o Santos ganhou uma lição de lambuja. Afinal, ninguém é homem antes da primeira surra de relho. Tiveram que apanhar e agradecerão o resto da vida ao Grêmio por isso. Mas doeu mais na gente do que neles.

Agora é hora de o Grêmio ensinar a si próprio. A teoria está boa. Falta ajeitar na prática, nisso ainda tem muita lição pela frente.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

6 lições que deveriamos aprender com os Judeus


  • Lição nº 1 – Consciência ambiental

O pai Isaac falou:
- Abiel já fez?
- Sim, babai.

- Jacob já fez?
- Sim, babai.

- Sarah já fez?
- Sim, babai.

- Raquel já fez?
- Sim, babai.

- Alon já fez?
- Sim, babai.

- Akiba já fez?
- Sim, babai.

- Boaz já fez?
- Sim, babai.

- Asher já fez?
- Sim, babai.

- Alazar já fez?
- Sim, babai.

- Absalon já fez?
- Sim, babai.

- Arie já fez?
- Sim, babai.
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- Então bode dar a descarga…

  • Lição nº 2 – Incentive suas crianças a fazerem atividades físicas.

- Isaac, vai pegar a martelo na casa de Abraão.
- Abraão não está, babai.

- Pega a martelo na casa de Jacó.
- Jacó emprestou martelo pra Levi.

- Então vai pegar a martelo com Levi.
- Levi foi viajar.

- Então pega nossa martelo mesmo!

  • Lição nº3 – Valorize seu dinheiro

Isaac foi na zona, escolheu uma menina e foi logo perguntando:
- Quanto?
- 50 reais – responde ela.
- E com sadomasoquismo?
- É para você me bater ou apanhar?
- Para eu te bater!
- E você bate muito?
- Não, só até você devolver o dinheiro!

  • Lição nº4 - Pratique boas ações.

O judeu convertido vai se confessar:
- Padre, há 20 anos atrás, eu abrigou uma refugiado da guerra. Qual o meu pecado?
- Meu filho, nisso não há pecado, você fez uma caridade!
- Mas, padre, eu cobrar aluguel dele.
- Tem razão, meu filho, isso é pecado! Reze 3 Ave-Marias e um Pai-Nosso….
- Só mais um pergunta, padre! Devo falar pro ela que o guerra acabou?

  • Lição nº5 - Saiba aproveitar as oportunidades

O Jacob vai colocar um anúncio no jornal.
- Gostaria de colocar um nota fúnebre do morte de meu esposa, diz ao atendente.
- Pois não, quais são os dizeres?
- Sara morreu!
- Só isso? espanta-se o rapaz.
- Sim, Jacob não quer gastar muito.
- Mas o preço mínimo permite até 5 palavras.
- Então coloca: ‘Sara morreu. Vendo Monza 94.’

  • Lição nº 6 – Homens sempre honram sua palavra

Jacob levou o Jacozinho, seu filho de 6 anos, a um parque de diversões.
Dentre as atrações existia um que chamou em especial a atenção do garoto:
‘Vôo panorâmico de helicóptero’.
- Quero levar minha filhinho pra passear, disse Jacob ao piloto.
- São US$ 100,00, foi a resposta.
Lógico que o judeu não aceitou e como o garoto começou a chorar o piloto propôs uma solução:
- Eu levo você e seu filho. Se você não gritar durante o passeio eu não cobro nada.
E assim foi. Durante o vôo o piloto deu rasantes, piruetas, desceu e subiu bruscamente e Jacob, com os olhos arregalados, mudo como uma rocha…
Quando a nave pousou, o piloto perguntou a Jacob:
- Em nenhum momento você deu um pio sequer… não sentiu medo e vontade de gritar?
- Eu sentiu muito medo e quase gritou, principalmente quando a Jacozinho caiu

terça-feira, 18 de maio de 2010

Previsões da Mãe Dinorá para o Brasileirão 2010!


A mãe Dinorá é prima-irmã-da-tia-da-empregada-do-motorista-do-primo-da-mãe Diná! Ela fez algumas previsões para o Brasileirão 2010 e as mandou para o Júlio, que mandou para o blog, que as publica em primeiríssima mão.



  • Avaí, Ceará e Guarani não serão campeões brasileiros.
  • Se até a 30ª rodada nenhum time de São Paulo ou Rio de Janeiro estiverem em primeiro lugar a CBF escalará os melhores árbitros carecas e inclusive o Carlos Simão, já aposentado.
  • Nas últimas cinco rodadas do campeonato o STJD punirá com 70 jogos os jogadores que não estejam em clubes de Rio-São Paulo, no mínimo 12 de cada clube.
  • O inseto comentarista da RBS vai ver cerca de 14 pênaltis por jogo contra o Grêmio e a favor do Aterro mesmo sendo a falta cometida no meio do campo.
  • Fernando Blá-Blá-lho e Derróteo Pífio voarão para a Europa para recontratar Nilmar-cai-cai na tentativa de salva o próprio couro das críticas da imprensa e da quase-torcida.
  • Frango Abundãozieri será eleito pela RBS como melhor goleiro do campeonato por todas as suas quase defesas, mesmo que tenha tomado apenas 60 gols em todo o campeonato.
  • Marcos, goleiro do Palmeiras, salvará o couro do time.
  • Diego Souza será expulso pelo menos três vezes durante o campeonato, mas absolvido em todas elas.
  • Adriano deverá ter mais uma crise de depressão e dizer que vai abandonar o futebol, o 25° chilique do ano. Para se curar vai dar uma festa na favela do Alemão com grande distribuição de brindes como motos e carros.
  • Ronaldo Balão, engordará mais 12 quilos após a copa do mundo e ser acusado de tentativa de homicídio por ter caído em cima de três jogadores enquanto tentava correr em campo. Sairá várias vezes lesionado, sempre que o time estiver tomando um tufo.
  • A Rede Globo vai brindar os telespectadores com jogos de Flamengo e Corinthians para todo o Brasil toda a quarta e todo o domingo.
  • O Moicano-Alcatraz baterá como nunca e jamais será expulso mesmo quando cometer tentativa de homicídio qualificado.
  • O Bolívar cometerá pelo menos 10 pênaltis por jogo sem que nenhum seja marcado.
  • Tayson-son e D’AleBiba-son se reconciliarão e a dormirão no mesmo quarto novamente. Mas o casamento não será o mesmo, o que pode levar a uma tragédia.
  • No Gre-nada no Aterro a torcida Tricolor passará por revista muito rigorosa; aqueles que não tiverem lama até o pescoço ou com cheiro de bosta, não terão entrada permitida
  • O SCAterro deverá ser campeão brasileiro em 2010 desde que não enfrente os outros 19 clubes do campeonato.
  • Embora com público não superior a 20 mil pessoas em grandes jogos, o SCAterro deverá publicar no final do ano que alcançou a marca impressionante de 300 mil sócios somente em Porto Alegre.

Basta ser Grêmio


Por Cristian Bonatto.

Só quem estava lá para saber. Nunca foi visto tamanho cenário de desolação como este que presenciou o Velho Casarão nos seus domínios na quarta-feira, por aproximadamente uma hora, entre os 15’’ do primeiro e os 11’’ do segundo. Uns choravam sentados em meio a uma multidão em pé, fazendo das arquibancadas o meio-fio das suas desilusões, outros riam de nervosos, alguns cantavam como em uma espécie de mantra que evocaria a imortalidade tricolor, mas a maioria estava quieta, atônita, imóvel, muda. O quadro da dor, como bem definiu o Minwer, teve como ápice o momento em que Jonas perdeu o pênalti, ali muitos deixaram o estádio. Não queriam ver o Grêmio levando a goleada histórica que a lógica desenhava.

Pois é. A lógica. Esta heresia que insistimos em cometer ao Grêmio, mas que volta e meia é destruída sob nossos olhos pela exclusiva imortalidade que nos acompanha e na maior parte do tempo esquecemos. Mas ela está ali, não surge sempre que é evocada, como na final da Libertadores 2007, prefere se manifestar quando a maioria acha que ela era apenas uma jogada de marketing que aproveitando a Batalha dos Aflitos. A imortalidade age como um terremoto em regiões geotectônicas, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer e vai abalar as mais sólidas estruturas da lógica.

Que o Silas errou ao começar o jogo com três zagueiros e depois se corrigiu; Que o Victor estava abalado pela punhalada do Anão, Que o Douglas esqueceu o futebol no vestiário e só achou no intervalo ou que Rodrigo Mancha foi a mais infeliz idéia do Dorival Júnior são explicações tão óbvias e convenientes como vazias. Nenhum time que tenha levado 2×0 mais um chocolate no primeiro tempo volta para o segundo e faz 4×1 com explicação possível de qualquer comentarista. O Grêmio transformou o Santástico na Portuguesa Santista e duvido que Silas tenha usado qualquer retórica técnica no vestiário para isto.

Se a imortalidade tricolor vai se manifestar na Vila Belmiro quarta-feira, como sabemos, não dá para prever. Hora de esquecer que ela existe. Se o Grêmio se ajudar ela pode aparecer. O que resta a Silas é montar um Grêmio que se defenda atacando, dar condições para a arma Jonas/Borges e na defesa muito sangue nos olhos de Mário Fernandes e Ozéia, já que Rodrigo, o Ceifador não estará na batalha. Vai ser um jogo 90% decidido por camisa. Enquanto técnicos de outras equipes usam filmes como O Gladiador para motivar seus jogadores basta Silas mostrar o Grêmio ao seu próprio Grêmio. “Esquecendo” a imortalidade.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Lula, o filho do Brasil - crítica


Devo confessar que uma das coisas mais interessantes em postar nesta categoria é a diversidade de temas aos quais sou submetido. Sempre me considerei um cinéfilo eclético, mas sempre notei também que o volume de produções assistidas por mim dos gêneros Suspense e Drama (os que mais aprecio) eram infinitamente maiores que todos os outros. Natural que fosse assim, afinal a tendência é que nós busquemos aquilo que mais nos agrade e assim, inconscientemente criamos alguns “escudos” para as outras coisas; como disse, até aí tudo normal...

De uns tempos pra cá, porém, isso tem mudado consideravelmente. A cada dia as comédias tem ganhado mais espaço entre as minhas preferências – juntamente animações, os longas de Terror, Ação, Guerra, Policial. Essa seção serve pra reforçar ainda mais esse novo perfil ainda mais eclético.

O escolhido na última votação foi a cine biografia de nosso querido (ou nem tanto) presidente: Lula – o filho do Brasil (idem, 2010) que travou uma batalha fantástica contra a sofrível continuação de Alvin e os Esquilos (Alvin and the Chimpmunks, 2007) vencendo por apenas um voto de diferença; se o nível técnico de ambos não fosse tão diferente eu até poderia propor um empate técnico (ou criar uma espécie de 2º turno) e inovar a seção criando um texto que falasse sobre os dois envolvidos na questão. Mas não é esse o caso; a diferenças entre as produções é abissal e eu jamais misturaria a água limpa com o líquido oriundo dos esgotos.

Alvo de críticas por ter sido lançado (propositalmente) num ano em que iremos eleger o sucessor do presidente; por não descrever com exatidão a história do cidadão (principalmente por omitir alguns erros e defeitos) que é alguém como nós e não um herói que sempre vence suas batalhas independente de quem o ouse desafiar. Na minha opinião talvez a mais grave de todas as críticas tenha sido exatamente a que se referia a suspeita de uma possível “conspiração” onde empresas politicamente envolvidas com o governo do PT supostamente teria exigido a mitificação do presidente na telona e para isso estariam dispostos a investir cerca de R$ 20,000,000,00 (valor alto para as produções nacionais, ainda mais se levarmos em consideração que é um Drama que poderia ter sido produzido facilmente com 10% desse valor) que certamente elevaria o padrão da produção, ganhando assim maior notoriedade e atraindo um número maior de público, ajudando na campanha da nova candidata do partido – mantendo assim intactos os interesses econômicos (ou quaisquer outros) de ambas as partes. Um prato cheio pra oposição que antes mesmo da divulgação da sinopse do filme já gritava aos quatro ventos que a intenção da obra era essa mesmo. No centro das discussões Dilma Roussef acabou admitindo durante entrevista que o filme poderia sim, influenciar de alguma forma alguns eleitores.

É preciso porém, deixar claro que o filme em momento algum apela para o "carisma político” de Lula – não se permitindo nem mesmo ser piegas, algo tão natural em cine biografias desse tipo.

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Bem companheiros

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É inegável que qualquer obra que se baseie na vida de alguma celebridade (principalmente políticos) é recheado de polemica, intrigas e muito disse-me-disse; mas como o que importa aqui é o filme em si, vamos voltar ao que interessa antes que você ache que está lendo um texto do Alexandre Garcia.

Baseado no livro de mesmo nome escrito pela jornalista Denise Paraná (que co escreveu também o roteiro do longa ao lado de Fábio Barreto e Daniel Tendler) o filme narra a história do líder político desde seu nascimento até o período de liderança sindical quando ocorre a baixa mais significativa de sua vida.

Linear e muito interessante, Lula – o filho do Brasil eleva o padrão de uma fórmula já testada no cinema nacional com relativo sucesso: 2 filhos de Francisco (maior bilheteria de um filme nacional na década com 5.200.000.000 espectadores).

Chama atenção os aspectos técnicos (as maravilhas que 20 milhões pode proporcionar) desde o trabalho dos atores (com destaque para Glória Pires e Rui Ricardo Dias; perfeitos!) até a forte fotografia de Gustavo Habda que quase estoura sua paleta de cores ao exibir um sertão com as ferventes cores características e contrastando com as tomadas em São Paulo quase em tons de cinza, sem vida, dessaturando totalmente os tons para assim retratar a trajetória do nosso presidente (ou parte dela) com muito respeito e admiração – sentimento que permeia a obra literária e que ao que parece achou na família Barreto ao menos 2 fãs – Luis Carlos produz e o Fábio dirige.

No mais, Lula – o filho do Brasil me parece um filme que veio pra ficar. O enredo forte baseado numa fantástica história de superação de uma das principais figuras desse país, com atuações convincentes e trilha sonora marcante, não poderia mesmo dar errado. Fica porém a sensação de missão não cumprida pelo fato do filme terminar exatamente onde supostamente teria início a parte mais “interessante” da vida do retratado – a fase política.

A razão para isso talvez nem o Sherlock Holmes consiga descobrir, mas no campo especulatório do “achomêtro” podemos imaginar que o longa ganharia muito em complexidade (e duração, claro) perdendo assim parte de seu público. Talvez tenha pensado os Barreto que a partir daquele momento o filme se tornaria ainda mais polêmico e decidiu se omitir; quem sabe? Talvez o diretor tivesse interessado apenas em falar sobre essa parte de sua trajetória (não tão conhecida) deixando que a “segunda parte” sobre a vida política, seus equívocos e acertos (não esquecendo os de seu partido) como homem público fosse abordado num outro filme, enfim.

O que importa afinal é que o filme é bom, funciona muito bem e fala o idioma que aqueles que o elegeram entende: o da simplicidade.


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Se você gostou desse filme:
Assista:

  • 2 Filhos de Francisco (idem 2007)
Evite:
  • ...
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Informações úteis

  • Titulo original: idem
  • País: BRA
  • Ano: 2010
  • Duração: 127 min.
  • Gênero: Drama
  • Direção: Fábio Barreto
  • Elenco: Rui Ricardo Dias, Glória Pires
  • Avaliação: 4 (bom)
  • Trilha sonora: Download aqui
  • Filme completo: Download aqui
Informações (in)útéis
Sobre o filme:
  • Quando vi? 05/02/2010
  • Com quem?
  • Quantas vezes? 2
  • O que senti? Talvez não tenha me emocionado tanto quanto outras pessoas por conhecer a fundo outras histórias de nordestinos que se aventuram Brasil a fora.
Sobre o texto:
  • Quando escrevi? 30/02/2010
  • Onde estava? No trabalho (que o chefe não leia isso...)
  • O que escutava? Enya - Painting sky with stars
  • O que ingeria? Cafezinho...
Outras críticas:

FLUstraciòn

segunda-feira, 3 de maio de 2010

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