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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Bruna Surfistinha - crítica

Enfim algo sobre Raquel Pacheco que dá pra ser visto.

A garota de programa mais fanfarrona do país acabou de ganhar mais um capítulo para sua mitologia pessoal. Bruna Surfistinha (idem, 2011) estreou nos cinemas como se fosse uma cereja para um bolo que teve em sua fórmula ingredientes como artigos em revistas de fofocas e/ou notícias inúteis, matérias em sites de conteúdo direcionado a internautas dementes ou de baixa atividade cerebral (nacionais e internacionais), um blog mequetrefe e 3 livros que poderiam facilmente ser vendidos em qualquer supermercado na seção de higiene – ao lado dos papéis para limpar o rabo.

Pensando nisso, realmente ficou difícil criar expectativas sobre o filme da Surfistinha. Confesso que o que mais me motivou a ir foi a curiosidade de ver como se sairia o publicitário (e diretor do filme) Marcus Baldini em seu novo trabalho. Decidido; o jeito era rezar para que a obra fosse menos ruim que os outros títulos lançados explorando a imagem e a história da danadinha.

Dejà vu

Algumas semanas atrás eu postei aqui a minha crítica de O doce veneno do Escorpião e obtive o maior número de acessos por postagem até agora – foram 912 até o momento, sendo que a 2ª postagem mais vista tem apenas 560 visitas. Foi impressionante! Acredito que a principal causa disso tenha sido o fato de 80% dos meus leitores serem marmanjos sexopatas – nesse caso, postar um texto sobre um livro cheio de putarias é juntar a fome com a vontade de comer. Agora chegou a vez do filme.

A trama do filme é semelhante a do livro: Raquel Pacheco é uma pirralha com problemas como a maioria dos aborrecentes (aliás, quase que o filme não toca nesses conflitos), que decide cair fora de casa e se enfiar num puteiro disfarçado de hotel (de quinta) no centro da capital paulistana. É lá que a maloqueira problemática cheia de frescuras de menina rica irá descobrir que rapadura é doce mas não é mole – se é que você me entende.

Neste lugar a tapada da Raquel vai adquirir mais experiência com bilaus que a Parmalat com embalagem plástica – afinal o Bordel está para a puta assim como a Faculdade está para o estudante. A partir desta etapa a garota estará pronta para atacar sob a alcunha de Bruna Surfistinha.

Um livro que virou filme... melhor seria se fosse o contrário.

O filme é ralamente baseado no livro meia boca, e posso dizer que esse é um dos acertos (que não são muitos) pois o livro em si não possui conteúdo suficiente pra servir como base nem para um filme pornô afegão. Um outro ponto forte é o fato de Baldini não ter levado a história desinteressante de Raquel tão a sério quanto outros cineastas insistem em fazer com roteiros igualmente sem profundidade; o diretor não julga a insensibilidade da personagem e nem tenta esmiuçar o sofrimento da mãe “abandonada”, deixando como algo a ser subentendido. Ta bom assim, aliás.

As escolhas de Drica Moraes e Deborah Secco foram acertadas também, as atrizes se jogam nos seus papéis e conseguem minimamente serem convincentes – o que já é muito pra esse tipo de filme. No caso da Deborah (agora mais gordinha e mais gostosa que nunca), ela consegue passar para os espectadores o tempo certo da “evolução putesca”, não deixando a personagem se tornar mais superficial do que já é – se é que isso é possivel. No caso da Drica nem preciso falar muito; ela é show.

Durante a sessão acabei pensando que melhor seria se fosse o inverso: imagine se Bruna Surfistinha se tornasse um livro; com certeza teria potencial – ou talvez se o livro tivesse seguido uma idéia parecida com a do filme, quem sabe...

Não quero dizer aqui que Bruna Surfistinha é um filmaço (não é) mas se disser que não gostei estaria mentindo; então digo que a história da garota vazia (fake plastic three’s do Radiohead ilustra bem a intenção do Diretor em ressaltar essa característica da personagem) enfim teve um capítulo que vale a pena ser visto – mesmo que não seja nada demais.

Continue lendo:
  • Cisne Negro - drama psicológico com ares de terror.
  • Enrolados - e mais um capítulo da saga: Disney tonta no mercado.
  • Caso 39 - roteiro e atuações tropeçaram e o caso caiu, digo, a casa caiu.

2 comentários:

  1. Gostei bastante do seu blog, adoro cinema *--* to seguindo ;D

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  2. fala meu mano passei para dizer que esta muito bom seu blogger mudou muito e para melhor

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