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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

The Walking Dead - 1ª temporada | crítica

Vida inteligente no subgênero.

Antes de mais nada eu já adianto a vocês que eu não tive tempo pra ler as setenta e tantas edições dos quadrinhos que inspiraram a série, portanto essa crítica é única e exclusivamente sobre a série mesmo – pra vocês que estão acostumados a ver em meus textos os paralelos entre as mídias...

Vamos ao que interessa.

Eu comecei a assistir The Walking Dead (idem, 2010) atrasado – e muito. E como eu lamento por isso...

A série estreou dia 31 de outubro lá em terras gringas e poucos dias depois por aqui na Fox Brasil. O engraçado é que eu estava ansioso para ver a adaptação (já tinha lido algumas páginas da obra até) dos quadrinhos de Robert Kirkman e Tony Moore, mas por diversos motivos não consegui ver, enfim...

Foram quase 4 meses de informações (do tipo spoiler) de amigos que já haviam assistido e queriam me zoar, de comentários transloucados no orkut à procura de informações sobre a segunda temporada – sem falar nos e-mails que recebi durante esse tempo com vocês me enchendo o saco pra que eu assistisse logo (e escrevesse algo a respeito) essa bagaça. Pois bem, aqui estou eu: assisti, gostei e escrevi umas linhas pra vocês!

Vida inteligente no subgênero.

The Walking Dead me deixou em êxtase, confesso. Fiquei abestalhado com a forma como trataram a história – mesmo sem saber direito se ela é fiel ou não aos quadrinhos – no final, acabei não sentindo necessidade de comparar; foi um prazer exporrante. Mas nem é sobre a adaptação em si que digo isso; a forma como trataram o subgênero “zumbi” já tão desgastado ultimamente em todas os tentáculos da Cultura POP já é um ponto positivo. O enredo pode até não ser lá grande coisa – aliás acho que já se tornou até essencial nesse tipo de filme alguém acordar e se ver em meio a um apocalipse zumbi. Em The Walking Dead esse cara é um policial que (pra variar) acorda sozinho em um hospital e após sair do lugar nota que está cercado por mortos-vivos; daí só resta sair a procura de sua esposa e seu filho – no caminho (claro) ele se junta a outros humanos que lutam para escapar dos comedores de gente. E é só.

Os episódios dessa temporada de entrada são como todos os outros de outras séries, com aquela obrigação de introduzir o enredo aos espectadores e isso engessa de certa forma o roteiro, mas nada que diminua a diversão de ver uns zumbis sendo exterminados – o episódio 1 é o maior exemplo disso. Os episódios seguintes são bem mais dinâmicos, com mais bala, mais enredo e mais zumbis – afinal depois que passa “o episódio introdutório” (falei bonito agora heinhô) o roteiro se liberta destas “amarras” e pode fluir normalmente, assim o lance começa mesmo a partir do 2º episódio e aí o negócio descamba a ficar bão – como dizem os mineiros.

São apenas 6 episódios nessa 1ª temporada e isso é mais que suficiente para trabalhar (6 horas é um puta tempo para se desenvolver qualquer história) e cada segundo é muito bem aproveitado pela equipe. Não vou ficar babando o ovo dos caras com adjetivos bonitinhos mas eles botaram pra “F” mesmo – claro que existe os errinhos básicos que sempre estão presentes em quase tudo o que Hollywood produz (o protagonista Rick, interpretado por Andrew Lincoln, não consegue ser mais carismático que seu “concorrente” e ex parceiro Shane, vivido por Jon Bernthal, por exemplo), mas esses detalhes estão longe de estragar o sucesso da série.

Segundo as más línguas The Walking Dead (a série) é infinitamente inferior a The Walking Dead (os quadrinhos). Se isso for verdade, acho que perdi o lançamento da década, pois se os quadrinhos conseguirem ser ainda melhor... UAU!!! A partir de hoje ler The Walking Dead é apenas uma questão de tempo pra mim – tanto o meu quanto o da chegada da coleção via Correios.

4 comentários:

  1. Estou passando para fazer minha vista. e reconhecer que é um ótimo blog.

    Segue o link do meu blog: http://ganhenomultinivel.blogspot.com/

    Sucesso

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  2. Belo comentário. Adoro a série também. Uma obra preciosa, sem dúvida.

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  3. Esqueci de comentar. Eu que sou grande fã de quadrinhos também ainda não tive o prazer de conhecer a obra em HQ. Vou tentar ler para poder comparar.

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  4. Amei a série *--* tbm não li os quaadrinhos, mas tbm não estou com vontade.. mas estou aguardando novos episódios ansiosamente

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