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domingo, 18 de setembro de 2011

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Marcelo Camelo - Toque Dela | crítica

O toque é dela, por ela, para ela...

Faz parte de uma mania minha ouvir música entre uma correria e outra para poder me concentrar (ou para fugir da trilha sonora das ruas) e nada melhor para quem anda nessa loucura que o bom e velho Rock’ n Roll, seus pedais duplos, guitarras rasgadas e vocais danificadores de tímpanos. Só que nessa minha rotina, existe sempre aquela hora de brisa em que eu dou aquele bizú aqui no blog para ver como estão indo as coisas; se os desocupados estão acessando, se alguém postou comentário me xingando ou se sugeriu algo. E foi justamente nisso que esse meu texto se baseou.

Haroldo é leitor da casa a algum tempo, meu brother das antigas e dono de total direito de pedir – e ser atendido, claro. E foi esse cara que me sugeriu dar uma olhada (ou seria uma escutada?) no novo disco do Camelo. Pra você que não conhece, não se trata de nenhuma banda de música Árabe... eu me refiro ao MARCELO Camelo ex Los Hermanos, ex parceiro do Amarante e “ex tressado” com o tipo de música que andava fazendo; o resultado disso é “Toque Dela” novo álbum do magrelo apaixonado.

É dela! Por ela, para ela...

Toque Dela é o segundo álbum solo de Camelo, chegou sem alarde nenhum (ao contrário dos outros discos lançados na época da banda antiga) e mostrou que o cantor realmente desistiu do rock e entrou de cabeça na MPB (Música Popular Baladeira), e como tudo na vida, isso tem um motivo – com nome e sobrenome, aliás: Mallu Magalhães. É dela a “culpa” por Camelo lançar um trabalho inteiro sem gritos (pelo contrário, as músicas parecem sussurradas) e de letras tão melosas que dariam até nojo – isso se não fizessem parte de um disco tão massa e bem pensado. Pronto, admiti! Toque Dela é foda mesmo; vocês venceram...

São dez faixas, com letras que comoveriam até o Chuck Norris, de tão pegajosas e apaixonadas – mas confesso que não achei que o barbudo estivesse falando sério quando cantou em “Ôô”: “tudo o que eu fizer vai ser pra ver aos olhos dela”; me enganei. Camelo não só fez o que tinha dito que faria, como fez de uma forma que é impossível não dar o braço a torcer - “Tudo o Que Você Quiser” não me deixa mentir, é pura declaração de amor – isso poderia até ser um ponto negativo para você que não é EMO e/ou uma das milhares de fãs de Rock Colorido, mas pelo menos é crua, sem viadagem nem interesses comerciais. Um cara confessando que é arriado por alguém e querendo fazer uma homenagem a essa pessoa, no calor da motivação dos primeiros meses de pegação.

Acostumar” é uma das poucas provas de que ainda existem guitarras nessa nova fase do Camelo, começa como música POP/Brega, mas depois passa a colar na cabeça com a batida de “posso até me acostumar ah ah aaaah”, grudenta total; você vai acabar cantando ela no trabalho sem perceber, aposto. E por falar em “acostumar”, não existe um único fã do Camelo que não já tenha se acostumado com a tal da “morena” (palavra que está em nove entre dez composições dele); nesse disco ele trocou pelo sinônimo “Pretinha”, na música “Pretinha” – uma das melhores faixas por sinal. Mas mal a gente se acostuma com o “Pretinha” e lá vem ele de novo com o antigo “morena” em “Pra te Acalmar” que tem menos de dois minutos e meio e deve ter sido inclusa no repertório só para justificar a presença de uma canção que tivesse a tal da desgraçada da morena no meio. Vai entender...

Meia hora depois de começar a escutar Toque Dela eu me deparo com aquela música que é A MÚSICA. “Vermelho” é um show a parte, só assim um gremista fanático como eu poderia admitir que gostou tanto de algo com um título desses. É também a música que resume um pouco a “obsessão” do cara com a garota. Impossível não se ligar quando o cara diz "mas você me chama pro mundo e me faz sair do fundo de onde eu tô". Muito boa mesmo.

Enfim, o novo CD do Camelo é FODA, um disco para se escutar várias vezes. Talvez peque um pouco pela excessiva melação – Três Dias, Despedida e Meu Amor é Teu, fecham a lista e adivinhe só: São para a Mallu! Aposto que a mina deve ter ficado excitada com as homenagens; mais feliz ainda por terem sido “presentes” de qualidade – até porque se não fossem seria impossível resistir a essa overdose sem soltar um sonoro EI MALLU, VAI TOMÁ NO C...

Ficha técnica:
  • Gênero: Pop/Rock
  • Gravadora: Universal Music
  • Faixas: 10
  • Ano: 2011
  • País: Brasil
  • Nota: 8,0
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

O Homem do Futuro | crítica

Novo filme de Torres chegou de mansinho e agradou a todos.Poucas coisas na história da humanidade são tão desejadas quanto a viajem no tempo. No cinema, nos quadrinhos, na literatura, nos games... Em tudo que é porra de lugar que se olhe esse tema sempre esteve presente. Pensando nisso você também não acha estranho o cinema nacional nunca ter apostado em nada desse tipo? O Homem do Futuro (idem, 2011) chega para acabar com esse tabu e de quebra é assinado por Cláudio Torres (Mulher Invisível, ano), um diretor com algum talento para cuidar de roteiros malucos.

Curiosamente a minha última crítica foi sobre um filme em condições parecidas; Assalto ao Banco Central foi a primeira adaptação nacional de um subgênero muito batido no cinema gringo e que se estrepou exatamente por não conseguir dar nem uma pontinha sequer de originalidade a sua história, caindo em um monte de clichês de filme americano e minando pouco a pouco o que deveria ser um dos melhores filmes do ano. Automaticamente vinha a minha cabeça: será que esse tal Homem do Futuro vai convencer? Afinal, querendo ou não, mesmo cheio de clichês e atuações ridículas, Assalto ao Banco Central entregou ao público tudo o que o povão queria ver – o problema é que ficções científicas não estão exatamente entre as preferências desse tal povão. O panorama não era dos melhores, mas confesso que acreditava no poder de condução de Torres e no trabalho competente do Capitão Nascimento para salvar a obra – na verdade eu achava que as curvas da Aline Moraes também poderiam fazer isso...

O Sr. é um fanfarrão Sr. Zero.

Moura, agora muito mais parecido com o Beackman (aquele da série de Tv “O mundo do Beackman”) do que com o oficial machão do B.O.P.E. dá vida a Zero, um nerd atolemado e tirado a gênio que conseguiu (sabe Deus como), inventar uma espécie de máquina do tempo que ninguém sabe exatamente como funciona – mas quem se importa com essas besteiras né? E é durante um teste que o cara vai parar numa noite de 1991, uma noite que ficou em sua mente graças a uma puta trairagem que sofreu de uma colega de universidade por quem era arriado os quatro pneus. Agora, agarrando a nova chance, Beackman, digo, Zero decide se encontrar com ele mesmo para tentar se convencer a não ir até o palco com Helena (Aline Moraes, metade mulher, metade Deusa Grega) onde iria ocorrer em breve a miséria que marcou sua vida.

Não é mais um besteirol sobre viagem no tempo.

É impossível assistir O Homem do Futuro e não fazer um link imediato com filmes como Efeito Borboleta (The Butterfly effect, 2004) ou a clássica trilogia de De Volta Para o Futuro (Back to Future, ano). Nesses filmes o que vemos é uma série de oportunidades que qualquer homem daria um ovo para ter: as de poder alterar alguma bosta no seu passado. Mas como o velho clichê de filmes de viagem no tempo reza: qualquer porra que se faça lá no passado sempre gera uma merda do caralho no futuro – no caso do Zero, mesmo voltando e fazendo tudo o que achava que tinha que fazer para ter um grande futuro, não conseguiu evitar que sua vidinha se tornasse ainda mais escrota do que já era, tendo que voltar a viajar na engenhoca novamente para remendar o novo estrago que tinha feito. Típico.

E para que tudo isso fosse possível seria necessário um protagonista capaz de passar todas as nerdices do personagem – a dancinha do Perna Longa é batida mas não tem como não rir. Aliás por falar na dancinha do coelho mais esculhambado da história, Moura conseguiu reunir num único personagem a linguagem corporal do Mr. Bean, as caretas do Jim Carrey e a cara do Beackman, claro. Aline Moraes é até boa atriz, embora seja quase impossível algum marmanjo prestar atenção na atuação da garota – principalmente quando ela aparece em trajes colados (ou sem eles).

Mas o grande mérito do filme sem dúvidas foi a ausência de expectativas – ao contrário por exemplo de Assalto ao Banco Central que estreou com muito alarde. Com isso o filme consegue surpreender muito com atuações bacanas e piadas engraçadas. Os efeitos especiais que são tão necessários a produções desse tipo, aqui quase passam sem ser notadas, mas aparecem de forma muito artificial quando entram em cena, mostrando que o cinema nacional ainda precisa melhorar muito nessa área.

Ninguém é perfeito e o filme do Torres cai em diversas pegadinhas (notaram que o Zero em cinco minutos, além de aceitar o fato de que em sua frente há alguém que viajou no tempo para encontrá-lo, decorou todo o resto da sua vida?) mas é equalizado demais para se tornar mais um filme de Sessão da Tarde. Tem conteúdo e carisma para ser revisto e vale o investimento de algumas cédulas de Real para ser assistido num cinema qualquer – desde que você esteja disposto a ver algo, descompromissado, divertido e acima de tudo diferente o suficiente para não se tornar apenas mais um.