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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cilada.com | crítica

Diversão sem pretensão...

Poucas coisas no cotidiano brasileiro são tão certas quanto a sintonia entre Séries de TV e Cinema – apesar disso acontecer também em terras gringas, é certo que por aqui parece acontecer com mais freqüência. Os Normais e A Grande Família são exemplos de séries que ganharam espaço nas telonas; posso citar ainda como exemplo desse “troca troca” Cinema/Série de TV, os filmes Ó Paí Ó e mais recentemente A Mulher Invisível que viraram séries de sucesso sem o menor esforço. E é até fácil de entender o porquê dessa interação toda: qualquer mangangão da telinha se interessa também pelo glamour (e pelas verdinhas) das telonas do cinema (e vice versa), e como já possuem nome na mídia é mais fácil que se tornem responsáveis por rios de bilheteria nas telonas – ou na telinha. O “X”, da questão é que a maioria desses sucessos (note que quase todos) são comédias – e acho que não existe ninguém neste mundo que se interesse mais por piadas que os brasileiros...

É com esse panorama ao fundo (no bom sentido, claro) que chega aos nossos cinemas o filme Cilada.com (idem, 2011), versão esticada de um “sitcom” que era exibido no canal fechado Multishow e falava sobre os “pé de pica” que um cara comum encara no cotidiano como qualquer outra pessoa. Situações escrotas como um péssimo atendimento em um boteco ou um jantar furado com as amigas chatas de sua mulher – acho que não existe nada pior que isso.

Dá-lhe You Tube!

No filme, após ser flagrado traindo a mulher, Bruno, (Bruno Mazzeo, de Muita Calma Nessa Hora), é surpreendido mais uma vez quando chega no trampo no dia seguinte e descobre que sua namorada Fernanda (Fernanda Paes Leme, de O Homem que Desafiou o Diabo) colocou na rede um vídeo do casal trepando – nesse vídeo Bruno dá uma de Jim Levenstein (aquele mesmo do primeiro American Pie, vocês devem lembrar) e tem um desempenho, digamos, ridículo. Humilhado por todo mundo que vive na cidade (até parece que todos viram) ele resolve sair comendo gato, cachorro, papagaio e periquito; disposto a recuperar a dignidade de macho pegador.

Esquece o Mazzeo e se concentre no filme rapá.

Tenho escutado todo tipo de coisa a respeito desse filme (e principalmente sobre Bruno Mazzeo), corre o boato de que o cara é intragável/insuportável e um monte de não sei o quê. Mas que saber? Isso aqui não é o programa da Márcia para eu ficar analisando quem é bom moço ou não, e além do mais, essa crítica é sobre um filme; e o filme é bom porra! Não to nem aí se o maluco é doido ou se a alma do negócio tem a ver com o espírito da coisa; Mazzeo (juntamente com Adnet) são as maiores revelações do humor brasileiro dos últimos anos! O cara é dono de um carisma fodástico – ainda que essa simpatia toda só apareça quando está atuando. Mas vamos esquecer esse negócio e partir para o que interessa.

LinkCilada.com é aquele tipo de filme que não se consegue odiar; não importa se o roteiro bebe na fonte dos clichês – que vai desde o momento em que Bruno “sai a caça” e encontra aqueles tipos batidos de personagens nitidamente criadas para comédia romântica até a declaração de amor regada a uma chuvarada; também não importa se as piadas são velhas – o importante é que funcionam. É impossível não se matar de rir com as situações em que o Bruno se mete. Sempre critico clichês nos meus textos mas quem foi que disse que não dá pra se divertir com eles?

“Sem pretensões”; as palavras para definir Cilada.com são essas. Sem medo de errar (até porque nem sei se queriam acertar) a produção vai sendo exibida como se fosse uma versão estendida daqueles quadros de humor, que rolam por aí afora na telinha e se em algum momento chega a ficar um pouco entediante, a culpa é única e exclusivamente das açucaradas cenas de amor – e não do fato de o protagonista não ser um cara tipo “sangue bom” fora dos estúdios. Que isso fique bem claro.

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4 comentários:

  1. Bom, me referindo aos Normais e a Grande família, são duas series de TV que gosto muito, agora engraçado, no cinema já não senti o mesmo prazer. Vá entender! Grande abraço.

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  2. TENHO QUE DISCORDAR...NÃO ACHEI O FILME BOM, APESAR DE TER RIDO AOS MONTES NO CINEMA, MAS NADA QUE RENATO PIABA TAMBEM NÃO CONSIGA COM SUAS PIADAS DE ALTO TEOR ERÓTICO, O FILME É ENGRAÇADO SIM, MAS LEMBRA AS VELHAS PORNOCHANCHADAS BRASILEIRAS...ALIAS BASTA UMA CENA DE PUTARIA PRO FILME SER SUCESSO NÉ?
    MAS VC HÁ DE CONCORDAR QUE MUITA COISA FICOU A DESEJAR..A CENA QUE ME LEMBROU A DO FILME OS NORMAIS DAS CENAS DE SEXO SIMULADAS ATRAS DO LENÇOL FOI CLARAMENTE REPETIDA E O FILME DEIXOU PONTAS SOLTAS: O QUE HOUVE COM A BENDITA CAMPANHA PUBLICITARIA?????? ELE FOI DISPENSADO POR UM DIA DO TRABALHO E PONTO FINAL???? E CAROL CASTRO GENTE??? MAL APROVEITADAAAA DEMAIS PAPELZINHO MAIS SEM GRAÇA QUE DELEGARAM A ELA...MAS ERA PRA RIR NÉ????

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. PC - concordo com você em "A Grande Família", mas já em "Os Normais" eu rachei o bico a rir.

    Carlinha - Se você riu aos montes como disse, então acho que acabou gostando - afinal um filme de comédia deve ter essa intenção mesmo... Agora, só por curiosidade: é impressão minha ou a senhorita está mais analítica? Olhas as críticas do Blog fazendo efeito... kkkkkkkkkkkkkkkk

    Abração pessoal, continuem comentando...

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