Receba as nossas atualizações em seu email.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Transformers 3 - o lado oculto da Lua | crítica

Para a agressão total só faltou o chute nos ovos!!

por Willian Rof
É inevitável não notar que a franquia dos robozões se tornou cansativa, Transformers um dia chegou a ser sinônimo de algo original e interessante, mas isso era lá na década de 80 quando ainda só podíamos ver os carangos transformistas naquelas animações toscas de antigamente. O tempo passou, Michael Bay enxergou ouro naqueles desenhos coloridões bizarros e decidiu revitalizar a bagaça, o resultado foi um filme pop, com roteiro de desenho e cenas de ação que desafiavam as leis da física; um sucesso de bilheteria conhecido como Transformers – o filme (Transformers, 2007), que não parou de crescer de lá pra cá, ganhando seqüências como o horrível Transformers: A Vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen, 2009) e mais recentemente esta que vou tentar destrinchar para os leitores da casa.

Senta que lá vem história...

Na trama, Sam ganhou uma medalha de Obama e teve sua faculdade toda financiada pelos EUA graças às macacoadas heróicas dos filmes anteriores, mas curiosamente continua sendo um Zé Ruela desempregado - sustentado pela nova namorada (a delícia) Carly (Rosie Huntington Whiteley – que substitui a totosa da Megan Fox), que trabalha como ASPONE (Assistente de Porra Nenhuma); acho que só assim posso definir o emprego da moça – a propósito, ela organiza uma coleção de carros de um engomadinho da área.

Nesse bolo descobrimos que aquela famosa corrida espacial entre americanos e soviéticos em 69 (adoro esse número!) não foi exatamente o que nos disseram e que a Apollo 11 na verdade era uma missão de resgate de um tal de Sentinel Prime – um robô caduco que correu do pau antigamente quando Cybertron (planeta dos robôs) entrou em guerra, mas por azar esbarrou na Lua – e que azar, aliás. Enquanto isso (mais precisamente nos EUA) como de costume, o coro come entre Autobots e Deceptcons que se gladiam a torto e a direito sem a necessidade de qualquer motivo.

Robô também é gente!

Antes de mais nada é necessário que se diga que Transformers é um pouco melhor (graças aos efeitos visuais mais evoluídos, claro) que os seus predecessores e sabe o que isso quer dizer? NADA. Isso porque os outros filmes eram tão mequetrefes que o fato de uma seqüência ser “menos ruim” não influi em muita coisa. O roteiro continua uma bosta: são muitos personagens, muitas explosões, pouco conteúdo e pouco interesse nos diálogos em explicar o que está acontecendo na história – não tem nada de muito interessante além das curvas (e do figurino) de Carly e o 3D nas lutas; pra piorar, meteram um fato histórico no contexto, o que apenas esculhambou mais a cabeça do expectador.

A ação continua confusa pra caralho, principalmente quando são as latarias que estão em cena: quase não existe diferença entre eles, aliás, é um desafio distinguir tanto ferro velho apenas por um capacete amarelo, uma chapa vermelha aqui ou ali, um rabo, sei lá... Além disso tem aquela mania de “humanizar” os robozões com aquelas expressões faciais dignas de Oscar; cabos que lembram vísceras e barbixa (tem até um robô meio calvo, com umas penuginhas na nuca, acredite); tem óleo que simula saliva – pasmem: tem um robô que baba!! Mais que isso; Pasmem novamente: tem um que sangra! É justo então quando um dos cabeça-de-lata diz em alto e bom som: ROBÔ TAMBÉM É GENTE RAPÁ! Acho que levaram ao pé da letra...

Eu sei que tem muita gente por aí (ou seria por aqui?) que vai me xingar todo, dizendo que esse é O FILME, sei lá, falando que a série deve ser julgada de uma outra forma, etc. Eu não to nem aí, mas entenda, eu até concordo que quem vai ao cinema ver uma produção como essa não ta nem aí pro enredo e quer mesmo é ver robô sacudindo tudo – ainda que a tal quebradeira não tenha nenhum compromisso com a realidade ou com a lógica – ver os Autobots servindo ao governo americano como cachorrinhos na coleira foi o cúmulo; mas não é nada comparado ao desrespeito com a minha inteligência amante de boas Ficções Científicas, com meu bolso (3D ainda é caro demais!) e até com eu tempo/paciência – 156 minutos é um absurdo! Para a agressão ser completa só faltou uma pesada nas minhas bolas...

Gostou? Então leia outras críticas de filmes do Blog:
Veja a lista com todas as críticas aqui.

9 comentários:

  1. é nóiz cara. show a critica!

    ResponderExcluir
  2. Fantástica a sua crítica, até mesmo pq compartilho da mesma opinião! Mudando rapidamente de assunto, gostaria de deixar uma sugestão, não tem muito a ver com a crítica acima mas vamos lá! Não sei se vc já tem conhecimento do novo album do Marcelo Camelo? Uma obra chamada "Toque Dela"... Ouça o álbum e confesso que gostaria muito de ver a sua crítica sobre o mesmo... Pq cá pra nós, a critica sobre o novo álbum do Radiohead foi meio fubanga! rsrs...

    Fica aí a sugestão!

    Abração cara...

    ResponderExcluir
  3. O filme é um verdadeiro cocô mesmo Rof - a propósito, você devia ter xingado a mãe de alguém nessa crítica para ela ser perfeita como disse o rapaz aí:

    Crítica da crítica - por Suzana Santos:

    9,5.

    bjs

    ResponderExcluir
  4. Desirrê - É nóizzzzz rsss

    Haroldo - Nós temos opiniões parecidas mesmo. Ainda não escutei o Álbum do Camelo mas vou procurar, valew pela sugestão - será a próxima crítica de álbum daqui.

    Com relação a crítica do "King of Limbs" realmente teve algo fubango naquele texto: O Disco! kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Suzana - Acessando hein, até que enfim. Não se preocupe, vou descer mais o nível... rsss

    Abraço a toda galera, continuem dando suas opiniões sempre.

    ResponderExcluir
  5. rapaz, eu axei o filme de fudê.. msa como tem gosto pra tudo eu nem vou falar da opinião da rapaziada

    ResponderExcluir
  6. O cara ali falow de TOQUE DELA. bem lembrado, o camelo ta de disco novo e vc nem pra fazer o corre e postar a crítica né véi. tá ficando velho pra isso msm. kkkkkkkkkkk

    ResponderExcluir
  7. UMA MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    ashuahsuhausuahsausuashshuhsuausuahsuasuha

    ResponderExcluir
  8. kkkkk ai ai faltou vc comentar os socos no estômago(dos robôs se é que eles tem.....) e nos nossos com tanta ponta solta...ai ai, mas o amendoim foi válido viu SAMBADO!!!

    ResponderExcluir
  9. Não gostei desse terceiro filme, e também não gostei do segundo (pra mim estão no mesmo nível). Agora, dizer que o primeiro foi ruim é exagero (e quase contraditório se tiver gostado de um Os Vingadores, por exemplo). O primeiro é super nerd, divertido, tem uma gostosa, e várias tramas paralelas que funcionam, bem diferente do segundo, que coloca o Sam, os caras do exército e os pais do sam (ai cara, me mata) naquele final forçado. E esse terceiro erra por juntar o inútil ao desagradável. A corrida espacial é deixada de lado na metade do filme pra dar lugar aos "humanos serviçais" que depois somem pra dar lugar as cenas de ação. Por favor, né Bay?

    ResponderExcluir