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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Personal Demons, amor infernal - crítica

Se você tivesse que escolher entre o céo e o inferno; o que escolheria?

Eu cresci na Igreja e acho que não seria um engano afirmar que, assim como Franie, eu era uma boa menina Católica. Minha família sempre freqüentou a Igreja assiduamente, principalmente em minha infância. Recebi os mesmos valores que a protagonista de "Personal Demons" recebeu e devo dizer que na adolescência não é uma tarefa simples seguir certos dogmas impostos.

Franie é inteligente, uma daquelas pessoas que não tem muita necessidade de se esforçar para conseguir seus objetivos, as coisas parecem sempre vir em sua direção e devido a este aspecto a protagonista demonstra um comportamento mimado e egoísta em diversas situações. Entretanto, a autora consegue forjar uma ligação entre a protagonista e o leitor. Visto que se contrapondo a este defeito, existe uma empatia natural que surge em situações necessárias.

Apesar de, na maior parte do tempo as coisas se tornarem fáceis para Franie, ela carrega um segredo, uma grande contrariedade do destino. Seu irmão morreu quando os dois eram crianças. Ela se culpa pelo acidente que causou sua morte.

Franie possui um “dom” especial do qual ela é indiferente, ela não sabe que carrega um poder cobiçado por anjos e demônios. Na luta para ver quem a possuirá primeiro, entram dois guerreiros ferozes. Gabriel, um Anjo enviado pelo Paraíso e Luc Caim, um Demônio enviado do Inferno para seduzi-la.

Luc é obviamente o personagem central neste livro, já que a história todo se passa do ponto de vista dele e de Franie. Segundo a autora, veremos mais de Gabriel no segundo livro da série Pecado Original. Luc é atraente de um jeito maléfico, com um estilo sarcástico que provavelmente fará sucesso com as leitoras do sexo feminino.

Já o anjinho Gabe é bom, honrado e temperado com uma pegada e tanta de vez em quando, mas não se anime, é muito difícil tentar esse moçinho angelical. Talvez ainda haja muito de boa moça católica em mim, porque Gabriel é de longe meu personagem favorito no livro. Eu ficava a cada momento torcendo para que Franie resistisse a Luc e se rendesse a Gabe e ao lado bom da força. Luc sofre transformações positivas no desenrolar da trama e no final eu fiquei um pouco dividida.

O enredo de Personal Demons à primeira vista pode despertar a impressão de ter uma história fraca, mas este preconceito é rapidamente superado pelo desdobramento e rumo que a narrativa assume. Uma prova desta afirmação é o próprio “dom” de Franie. Só há uma palavra para a idéia da autora: Genial!

Apesar de ser um livro do gênero YA Paranormal, Personal Demons despertará não só batalhas no consciente do próprio leitor como também causará um grande debate religião X livre arbítrio e etc.

Outro destaque no mínimo curioso é a referência da autora á duas bandas que eu particularmente adoro. The Fray e Nickelback, ela as músicas You Found Me e Save Me, representariam respectivamente Franie e Luc.

Estou dando nota 8 para Personal Demons. Só não darei a nota máxima por conta de alguns aspectos da narrativa e alguns diálogos que não me agradaram, porém nada que prejudicasse o meu aproveitamento da leitura.


Informações úteis

  • Texto por: Marina Moura
  • Autor: Lisa Desrochers
  • Ano: 2010
  • Editora: ID
  • Avaliação: 8
  • Texto postado também em: Minha vida por um livro:

  • domingo, 28 de novembro de 2010

    Super Mario Galaxy 2 - crítica

    O melhor Mario de todos os tempos ou não? quem sabe...

    Olha só, ao contrário do que costumo fazer com os gamezinhos que pretendo criticar, pedi algumas opiniões de amigos (e até de gente desconhecida mesmo) sobre Super Mario Galaxy 2 antes de jogar. A maioria deles deu notas altas (tipo 9 virgula cacetada e por aí vai); em resumo: todos diziam que Mario Galaxy 2 era “melhor que o seu antecessor”, ou então “o melhor joguinho do Encanador já feito”. O que eu poderia fazer diante disso? Bora jogar!

    Mas existia um porém nesse lance; apesar de ter jogado muito pouco o Mario Galaxi (o primeiro) criei uma opinião de que aquele era o melhor de todos. Muito bom mesmo.
    Peguei o jogo e corri para a casa de um amigo que tem um Wii (sim, eu conheço alguém que comprou um Nintendo Wii) e comecei a seção de viciologia, jogando compulsivamente cada uma das fases. Mais de 120 estrelinhas depois, cá estou eu pra escrever umas besteiras a respeito do novo game do bigodudo.

    Ôôô lá em casa...

    Genial é uma termo que todo nerd viciado em games (me inclua dentro dessa), usa constantemente para avaliar os seus novos jogos, Mario Galaxy não seria diferente, o que mais se escutou a respeito deste jogo foi isso. No you tube tem vídeo dele, corre lá.

    Em Mario Galaxy, a Nintendo inovou em tudo desde design de fases de jogo até jogabilidade; quebrou todas as regras (que ela mesmo impôs), e isso aí foi o combustível para criar um jogo onde a criatividade está a flor da pele. Um negócio bem diferente: um jogo longo, onde cada minuto, era de pura diversão. Ponto pros caras então.
    Mas como o assunto aqui não é Mario Galaxy e sim Mario Galaxy 2, eu acho que já posso falar que a continuação é mesmo mais foda que o original, ou não?

    É o melhor, mas não é melhor...

    kkk, não me xinguem, é porque eu nem decidi direito; e isso é a minha veia de Luiz Fernando Guimarães me forçando a ser Super Sincero, evitando qualquer opinião forçada que eu possa dar daqui para frente neste texto. Então vamos lá:

    Entenda comigo: Mario Galaxy 2 pega toda a inovação do 1 e usa de uma forma mais escrota (no bom sentido, se é que existe bom sentido para esta palavra), gerando umas fases ainda mais lunáticas – pra quem gosta... Os novos poderes do Mario também são muito criativos, muito show — e nisso eu incluo o Yoshi, aquele jeguinho verde carismático que todos adoram montar.

    É... hãã, sim... éé... pêra aê.

    Por outro lado, mesmo pegando as 120 estrelas (ufa!), eu senti que o novo Mário não explorou a maioria das suas boas idéias - ou talves eu tenha deixado de fuçar algum lugar. Mesmo com todos os poderes e traquitanas novas é sempre a mesma lenga lenga: você encontra as paradas pela primeira vez, aí róla tipo uma “missãozinha” bem fácil para o mané (você, no caso) aprender a usar o novo brinquedinho, depois disso encontra no máximo mais duas ou três ocasiões em que vai poder usar aquele poder pra estraçalhar uns malucos e tudo o mais. Acho que com a exceção do Mario Nuvem (que é muito útil no desgraçado do chefão do Mundo 5) fica um gostinho de que dava pra enxulapar mais uns sacanas usando o poderzinho.

    Talvez tenha sido uma decisão de algum nerd diretor de algum setor da Nintendo, deixar o jogo assim, afim de não saturar o jogador viciado, mas que porra de nada, acho que seria um risco que valeria a pena ser corrido oras – até porque ninguém ficaria entediado usando uns poderes bacanas.

    Sei lá, entende?

    Na dúvida entre qual dos dois é o melhor, só me resta dizer o mais simples: quando se analisa Mario Galaxy 1 e 2 como duas partes do mesmo jogo (o que não deixa de ser o caso), temos com certeza um dos jogos mais foda desta década, se quiser ser mais extravagante (e eu sou) pode falar tranqüilamente que é um dos melhores jogos da história dos games. Um jogo que nos instiga a sentar na frente da TV e se divertir por horas sem se preocupar com instalações, atualizações, bugs, patches ou chats onde algum maloqueiro fica puxando papo...

    Agora, já fechando o texto me recordo do Super Mario World e Super Mario World 2 – Yoshi’s Island e me senti mais confuso ainda na hora de classificar qual o melhor Mário de todos. Duvida cruel essa... acho melhor jogar mais um pouco pra relaxar...

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    Informações úteis:

    • Texto por: Willian Rof
    • Titulo original: Super Mario Galaxy 2
    • País: EUA
    • Ano: 2010
    • Categoria: Plataforma
    • Gênero: Aventura
    • Produtora: Nintendo
    • Console: Nintendo Wii e PC
    • Avaliação: 8 (corre logo e vai jogar)
    Informações (in)útéis
    Sobre o jogo:
    • Quando joguei? 27-28/11/2010
    • Com quem?
    • Quantas vezes? Várias
    • O que senti? Mario Mario Mario Marioooooooo...
    Sobre o texto:
    • Quando escrevi? 28/11/2010
    • Onde estava? Em casa
    • O que escutava? Angra - Rebirth
    • O que ingeria? Nem deu tempo beber nada...
    Trailer oficial:

    sábado, 27 de novembro de 2010

    Once Brothers - dica

    A realidade pode ser mais triste e emociante que qualquer dramalhão de cinema.

    No final dos anos oitenta a Iugoslávia era uma potência no futebol e no basquete, tendo sua melhor geração nos dois esportes, porém a Guerra dos Balcãs que devastou o pais e o dividiu em seis novas nações, separou amigos, famílias, matou uma infinidade de pessoas e não deixou que estes atletas levassem o país a uma glória maior.

    No futebol era o auge do Estrela Vermelha de Belgrado, que venceu a Copa dos Campeões e o Mundial Interclubes em 1991 e que tinha no elenco craques como Savicev, Jugovic, Prosinecki e Mihajlovic. Juntos com outros jogadores como Dragan Stojkovic levaram a Iugoslávia até a quartas de final da Copa do Mundo de 1990 na Itália e estavam entre os favoritos da Eurocopa 1992, porém o país foi punido e eles foram excluídos do torneio. A seleção tinha sérvios, croatas, bósnios e montenegrinos, assim com a equipe de basquete, sobre a qual este sensível documentário produzido pela ESPN conta a história da amizade entre o sérvio Vlade Divac e o croata Drazen Petrovic.

    O documentário é narrado por Divac e começa em 1988 quando ele e o sérvio Igor Paspalj, junto com os croatas Drazen Petrovic, Tony Kukoc e Dino Radja levaram a seleção iugoslava de basquete a medalha de prata nas Olimpíadas de Seul, depois ao título Europeu de 1989 e por fim ao Mundial de Basquete da Argentina em 1990 quando venceram os EUA e a Rússia, chegando ao auge do esporte. Como todos os envolvidos contam, a equipe era como uma família e a política não fazia parte da vida deles, porém na comemoração deste título, um radical invadiu a quadra para comemorar com a bandeira da Croácia e Divac tomou a bandeira do sujeito alegando que o país era a Iugoslávia. Este gesto fez com que a imprensa croata o transformasse em vilão e o croata Petrovic que era quase um irmão, ficou magoado e se afastou de Divac, causando o início da separação dos povos que formavam o país também no esporte.

    A guerra explodiu de vez e aquela seleção se separou, com os atletas croatas sendo pressionados para não conversarem com Divac. Nos depoimentos de hoje, Radja e Kukoc falam abertamente que tinham de se afastar com medo de retaliações e a amizade entre Petrovic e Divac que era grande não só pela seleção, mas por terem sido os dois primeiros europeus a jogar na NBA e que conversavam diariamente até o incidente da bandeira nunca se reatou, mesmo que Divac tenha tentado se aproximar. Petrovic era irredutível e o tempo ainda foi curto para curar as feridas, porque em 1993 ele faleceu num acidente de carro.

    Em 1995 um novo episódio onde a política ficou acima do esporte, a Iugoslávia novamente venceu o Campeonato Europeu e no momento de receber as medalhas a equipe da Croácia que ficara com o bronze se retirou, uma das mais tristes cenas do esporte, os que formaram uma única equipe cinco anos antes defendendo um país, se transformaram em inimigos mortais. Fica clara a tristeza de Divac, primeiro por não ter tido a chance de voltar a conversar com o amigo Petrovic, inclusive ele diz em um certo momento “demoramos anos para criar uma amizade e a perdemos em segundos” e segundo pela separação do país, além de acreditar que a Iugoslávia era sua pátria verdadeira, ele tinha esperança de quem saber vencer o Dream Team americano nas Olimpíadas de Barcelona em 1992, caso a sua seleção ainda estivesse completa.

    A parte final do documentário é triste e emocionante, primeiro com Divac andando por Zagreb na Croácia após vinte anos, sendo reconhecido pelas pessoas, mas sem que alguém tenha coragem de vir falar com ele e apenas um sujeito vira para câmera e o chama de Chetnik, nome usado pelos grupos paramilitares sérvios que caçavam os croatas, ou seja, a ferida da guerra ainda não se fechou totalmente. E por fim, o emocionante encontro de Divac com a mãe e o irmão de Petrovic e a visita ao túmulo do amigo, onde ele deixou como lembrança uma foto deles abraçados comemorando o título de 1990, segundos antes do incidente com a bandeira e o fim da amizade.

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    Informações úteis:

    • Texto por: Hugo Quilici
    • Titulo original do filme: Once Brothers
    • País: EUA
    • Ano: 2010
    • Duração: 98 min.
    • Gênero: Documentário
    • Direção: Michael Tolajian
    • Avaliação: 9,0

    sexta-feira, 26 de novembro de 2010

    Photoshop?

    Você acredita que o photoshop não deu uma passadinha por aqui?

    O photoshop é um puta de um editor de imagens daqueles que transforma qualquer coisinha num coisão (sem trocadilhos) sem muita dificuldade. Isso você já sabe.

    O que você que não é da área não sabe é que existem vários manés que criticam o Photoshop sem saber o poder benéfico que ele pode trazer. Eu por exemplo trabalho com edição de imagens a alguns anos, e nunca vi nenhuma mocréia ficar insatisfeita porque eu a transformei num avião.

    Mas se você é um desses que vive criticando a galera que usa o programinha da Adobe, anime-se seu Zé, saiba que ainda existe muita foto nesse mundo que é real - sem nenhum retoquesinho, acredite.

    Quer uns exemplos? Separei uns pra vocês, olhem aí:

    Essas rochas aê até parecem pintura, mas é obra de milhões de anos de ação da mãezona natureza. Ah, isso aí é lá pras bandas do arizona do Arizona nos E.U.A.


    As ridículas arvorezinhas que parecem gente sofreram, sim, a influência da mão humana - mas foi durante seu crescimento, em uma técnica chamada arborescultura. Já o lagarto anão mede mesmo 1 centímetro de comprimento e tem até esqueleto. Esquisitão hein...



    Parece capa de disco dos anos 80, mas é um registro autêntico do Salar de Uyuni, na Bolívia. É o maior lago salgado do mundo!


    Esse é o mais foda de todos. Esta foto circula na internet há tempos, e muitos acham que é uma montagem. Mas, não. É realmente uma foto de um caminhão milho na Somália. Não acredita? nem eu...


    Observe o triângulo com atenção. Acompanhe cada lado até o vértice. Fisicamente impossível, certo? Mas olhando esta obra - que fica em Perth, na Austrália - de outro ângulo, você descobre como os designers conseguiram criar aquela ilusão de ótica (que só é possível a partir de um local determinado, do outro lado da rua). Coisa de maluco mesmo.


    Parece até efeito especial do filme 'A múmia', mas é uma das tempestades de areia que atingiram o Iraque em 2005. O autor desta foto disse que, depois de 3 minutos, ele foi engolfado completamente pela tempestade. Isso é que é vontade de ser famoso...




    quinta-feira, 25 de novembro de 2010

    Avião do Faustão... Papelão.

    Promoção do "ex gordo" causa polêmica - olha que nem foi pelas camisas bizonhas do apresentador.

    Nos últimos dias, a galera já atormentada de lá do Rio presenciou (mais) momentos de fanfarronices causados por arrastões e queimas de uns carangos – Além da megaoperação hollywoodiana de invasão ao Favelão do Alemão...

    Mais não é exatamente sobre isso esse post. Claro que toda essa situação no Rio de Janeiro é absurda, mas existe coisas que ainda nos surpreendem (negativamente) no meio dessa história toda. Exemplo disso foi a ação de marketing da empresa Moda Promoções & Eventos que espalhou caixas de madeira em praças da capital do tráfico e da putaria na manhã de quarta-feira (24/11) e causaram muito falatório (e correria) entre as pessoas que passaram no local – em tempos de terrorismo, ja sabe né...

    Claro que as caixas não continham bombas, ácidos, ou armas químicas de nenhum tipo, como suspeitou a polícia, porém para quem passou por ali não queria nem saber e tratou logo de cair fora, afinal, como diria minha avó quem tem (piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii) tem medo né véi.

    O Esquadrão antibombas foi acionado para abrir caixas, mas para surpresa dos quase 100 desocupados que estavam no local, nada tinha dentro. Vi no Jornal Irracional, digo, Nacional que segundo a Polícia Civil, a empresa Moda até pediu autorização à Prefeitura do Rio para deixar meia dúzia de caixas em alguns locais, mas a autorização não foi concedida. Aí os caras meteram a mão e fizeram nas entocas mesmo. Atitude pow!!! Infelizmente não foi assim que o Governo e a polícia viram a parada e os responsáveis pelo vexame (empresa P&G que bolou essa porra pra divulgar a promoção “Avião do Faustão”, cujo apresentador Fausto Silva, é garoto-propaganda, você já deve ter visto o videosinho ridículo) teram que desembolsar algumas verdinhas para algum grandão se não quiserem ter problemas futuros.

    Vai dizer o quê? Rio é isso mesmo Zé: é praia; é mulher boa pra todo lado; é dinheiro fácil; é baile funk... mas nem só de putaria vive o carioca. Morar no paraíso tem seu preço rapá...

    Dá uma olhadinha na imagem aí:


    segunda-feira, 8 de novembro de 2010

    Esqueça Chuck Norris. Clementino Facts!!

    Diego Clementino tem entrado nas etapas complementares dos jogos do Grêmio e feito a diferença.


    D
    iego Clementino tem entrado nas etapas complementares dos jogos do gremio e tem feito a diferença. Neste domingo, não foi diferente. O jogador substituiu André Lima no segundo tempo e além de sofrer um pênalti marcou um gol. A torcida sem empolgou tanto que criou um Clementino Facts, divulgado em comunidades do time no Orkut:

    • Clementino marcou 58 gols em sua carreira, 51 foram nos acréscimos do segundo tempo
    • Clementino nunca jogou um primeiro tempo.
    • Normalmente o juiz da três minutos de Clementino, no 2º tempo.
    • A Fifa excluiu o gol de ouro do futebol por culpa do Clementino, motivo: O gol de ouro é sempre do Clementino.
    • José de Alencar toma doses diarias de Clementino.
    • Diego Clementino ja marcou gol enquanto dava entrevista de fim de jogo.
    • Clementino tem média de gols/minuto maior que Pelé e Maradona juntos.
    • Clementino fará um gol depois do fim do jogo.
    • Clementino entra sempre no segundo tempo e sempre fará um gol.
    • Clementino torçeu pro Grêmio dia 26/11/2005, e o Gremio fez o gol aos 60 minutos. Antes do jogo, Clementino não sabe se vai jogar, mas sabe que fará um gol.
    • Quando Clementino chega na beira do campo para entrar, o marcador altera para um gol a mais para o Grêmio.
    • Enquanto os jogadores estão dando entrevista coletiva, Clementino faz um gol.
    • Clementino sabe que futebol só dura 9 minutos. Existe o início, meio, fim .. e o Clementino! A regra diz que o jogo será acabado logo depois quando Clementino marcar o gol Mesmo que o jogo termine 0×0, Clementino sempre faz gol.
    • Alguns jogadores precisam 38 rodadas para virarem artilheiros, Clementino precisaria de apenas 38 minutos. Quando Clementino entra para jogar uma prorrogação de um campeonato com gol de ouro, o time adversário imediatamente sai de campo com a cabeça baixa.
    • O mundo acaba em 2012. Não para Clementino, que ficará para os acréscimos.
    • Tem árbitros, que para evitar Clementino, não dão acréscimo.
    • Clementino nasceu dia 29 de fevereiro, ou seja, nos acréscimos.
    • Clementino não joga futsal, pois não tem acrescimos.
    • Certa vez, com uma imensa tempestade, um juiz resolveu interromper uma partida aos 40 do segundo tempo e reinicia-la dias depois….foi a primeira vez que Clementino fez um gol no primeiro minuto de uma partida.
    • Antes de dormir, Clementino sempre faz um gol.
    • Clementino só fica bebado depois da saidera.
    • Certa vez Clementino fez gol no fim do primeiro tempo, o juiz imediatamente sinalizou fim de jogo.
    • Clementino vota depois que a seção fecha.
    • O regulamento no site da CBF diz: “Na ausência de um relógio, o fim da partida será decretado por um gol de Diego José Clementino.”
    • Ainda nas categorias de base, um juiz viu que o Clementino ia entrar e decidiu terminar o jogo.
    • Clementino só teve tempo de marcar 2 gols naquele jogo.
    • Clementino vai para o aquecimento = GOOOOOOOOOOOOOOOL do Clementino!
    • Clementino não pode jogar um jogo inteiro, Porque o placar eletrônico não suportaria tantos gols!
    FIM DO TÓPICO.
    • GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL do Clementino!!

    domingo, 7 de novembro de 2010

    Ratatouille - crítica

    A mais nova obra dos “especialistas” arrisca e se sai muito bem.

    A Pixar e a Disney estão de volta. Mas desta vez, ao invés de falar de brinquedos, peixes, ou carros, vamos falar de ratos. É isso aí, aqueles lindos bichinhos transmissores da peste bubônica, da leptospirose, de raiva, sarnas e micoses são os personagens principais em Ratatouille (idem, 2007)! Teria a Pixar o poder de transformar roedores asquerosos em animais dóceis e carinhosos? Basta assistir, e você verá se o estúdio ainda conta com uma equipe de gênios.

    Ratatouille conta a história de Remy (Patton Oswalt de, Magnólia), um rato de uma família fodida (como deve ser as famílias de todos os ratos) que vive nos subúrbios de Paris. Não demora muito para reconhecerem que Remy é diferente dos seus irmãos, ele é talentoso; pode realmente sentir o cheiro de ingredientes dos mais diversos gêneros alimentícios. Após assistir alguns programas de TV e ler alguns livros (pois é, ele realmente é um rato talentoso não disse?), do chef Auguste Gusteau (Brad Garrett, de Procurando Nemo), tem a certeza que sua verdadeira vocação é cozinhar. Mais que isso, o rato é cagado de sorte pois mora em Paris, o paraíso da gastronomia e logo abaixo do próprio Restaurante Gusteau's, olha só...

    Quando o tal restaurante contrata Linguini (Lou Romano, de Os incríveis), um ajudante atrapalhadíssimo, Remy enxerga a oportunidade que faltava.

    Um passo para trás?

    A primeira coisa em Ratatouille que me chamou atenção foram os gráficos - afinal estamos falando de um desenho animado antes de qualquer outra coisa. Uma animação cercada de expectativa como todas as Pixar, efeito colateral de todos os avanços em animações geradas pelos super-computadores do estúdio.

    Ratatouille não seria diferente. Na Pixar existe uma espécie de “controle de evolução” onde o nível da tecnologia utilizada numa animação é sempre melhorada para a próxima. E com base nisso, eu tenho que dizer que não fiquei muito impressionado com a nova produção. Isso não quer dizer que o trabalho em geral é de má qualidade (eu seria um verdadeiro canalha se escrevesse isso) ou sem inspiração (há várias cenas impressionantes), mas é fato que os animadores da Pixar nos acostumou mal, muito mal. O padrão de qualidade que eles estabeleceram é tão alto que qualquer coisa menos que PERFEITA já é motivo pra gerar críticas. Foi isso que aconteceu. E nesse sentido simplesmente tenho a sensação de que na verdade não houve qualquer avanço artístico. Apenas na parte técnica.

    Por outro lado, o filme é de rachar o bico de rir. Logo no inicio já podemos soltar algumas risadas mas a diversão começa realmente quando aparece o tapado do Linguini, o cara é muito sem noção, putz. Divertido também é a forma como o rato e o carinha interagem. Existem muitos obstáculos que precisam ser superados para Linguini e Remy trabalharem juntos - Linguini é um idiota, Remy não pode falar como os humanos, e por fim ratos e restaurantes são como óleo e água, eles não se misturam. A solução (fantástica) é engenhosa e cômica ao mesmo tempo. Genial.

    No entanto, o mais importante para mim, é o filme em si. Todas as produções da Disney / Pixar, gira em torno de temas fortes. O ponto de Ratatouille é simples mas não deixa de ser forte; no final a crítica lida por Anton Ego nos faz refletir sobre tudo o que foi visto nos 110 minutos da produção. Remy sabe de sua capacidade e vai atrás seu ideal mesmo entendendo as dificuldades que estava por encontrar - e esses estúdios sabem muito bem contar esse tipo de história. Pensando melhor, esqueçam tudo o que falei sobre o avanço artístico, quem se importa com isso quando todo o resto funciona perfeitamente bem? olhando as coisas por esse angulo essa animação torna-se tão perfeita quanto seus predecessores.


    Informações úteis:

    • Texto por: Willian Rof
    • Titulo original: Ratatouille
    • País: EUA
    • Ano: 2007
    • Duração: 110 min.
    • Gênero: Animação / Aventura
    • Direção: Brad Bird, Bob Peterson
    • Elenco: Vozes na versão original de: Ian Holm, Brian Dennehy, Peter O'Toole, Brad Garrett. Vozes na versão brasileira de: Samara Felippo, Thiago Fragoso.
    • Avaliação: 8 (Assista hoje)
    Informações (in)útéis
    Sobre o filme:
    • Quando vi? 15/08/2010 (bem atrasado, eu sei...)
    • Com quem?
    • Quantas vezes? Várias
    • O que senti? Nooooosaaaaaa...
    Sobre o texto:
    • Quando escrevi? 15/08/2010
    • Onde estava? Em casa
    • O que escutava? Angra - Aqua
    • O que ingeria? Um suquinho
    Trailer oficial:



    sábado, 6 de novembro de 2010

    O ódio - dica

    Exclusão, dicriminação e violência numa só forma de arte. Não, não é nenhuma letra de rap...


    O filme acompanha um dia na vida de três jovens que vivem num conjunto habitacional de classe baixa em Paris. O judeu Vinz (Vincent Cassel, de Irreversível) é o mais revoltado e menos inteligente, tenta resolver tudo na base da violência, o árabe Said (Said Taghmaoui, de G.I. Joe - A origem de Cobra) deseja conseguir uma namorada e tem extrema preocupação quanto ao seu futuro e o negro Hubert (Hubert Kounde, de O jardineiro Fiel) é o mais maduro, que acredita na paz e extravasa sua raiva na prática do boxe.

    Estes três jovens praticamente excluídos da sociedade, se revoltam quando um amigo árabe, Abdel (Abdel Ahmed Ghili) é brutalmente espancado por policiais na noite anteior e acaba morrendo. Para esquentar ainda mais a situação, em meio a revolta, as drogas, a violência da polícia e de vários grupos étnicos, o explosivo Vinz consegue uma revólver carregado, o que pode ser o caminho para uma tragédia.

    O diretor e ator Mathieu Kassovitz (Munique) acerta em cheio ao mostrar um cenário de exclusão, discriminação e violência a que são submetidos os imigrantes na França e a revolta que surge na criação de grupos que tentam defender seus pares na base da violência e da intolerância.

    Apesar de ter sido produzido há quinze anos, o filme ainda continua extremamente atual e o tema preocupante. O trio principal dá força ao filme, todos com personagens marcantes de acordo com o contexto do filme.

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    Informações úteis:
    • Texto por: Hugo Quilici
    • Titulo original do filme: La Haine
    • País: França
    • Ano: 1995
    • Duração: 98 min.
    • Gênero: Drama
    • Direção: Brian de Palma
    • Elenco: Vincent Cassel, Hubert Kounde, Said Taghmaoui, Abdel Ahmed Ghili, Solo.
    • Avaliação: 8,5
    • Texto postado também em: Cinema - Fimes e Seriados

    quinta-feira, 4 de novembro de 2010

    MV Bill, Causa e Efeito - crítica

    Novo álbum do rapper é um mix de filosofia do gueto e putaria sofisticada.

    Por Willian Rof

    .

    Mal a cantoria começa e na faixa O Bonde Não Para, MV Bill já anuncia: “Ocupar vários espaços é o nosso plano de paz” – e o cara é determinado, tenha medo... Tudo bem que o novo trabalho do moreno é bem “mais do mesmo” – típico manifesto de rappers negões que tentam ostensivamente causar revolução social e unir a periferia ao “mundo externo”; mas vamos combinar o cara manda bem mesmo, e o negão mais correria do Rap brazuca não é daqueles que fica só de conversinha; MV Bill cria e executa ações na famosa Cidade de Deus, já teve participação especial em três livros e faz um verdadeiro “corre” para divulgar as suas idéias.

    O cara que ja tinha levantado a bandagem e mostrado a carne podre que existia ali por baixo, mostrou em Causa e Efeito uma virtude a mais – algo do tipo, compre 1 e leve 2; não que seja uma novidade pois esse ja era o foco desde o último DVD do mano - aliás, rimas violentas precisam mesmo de um certo requinte nos arranjos para serem notadas por um número maior de pessoas, ponto pro Bill. Este foi o caso também de Falcão – o bagulho é doido (acho que foi o álbum com maior repercussão do músico) que já misturava geral os ritmos e tentava falar o maior número de “idiomas” possível.

    Meu nome é Bill


    É importante que se diga, que a incorporação de outros gêneros musicais não mudou o peso das letras nem a forma como são abordadas – a língua mais afiada da música brasileira ainda é dele, como podemos perceber na faixa Mulheres as perolas: “Cada mãe sabe a dor que sente, quando vê o filho sendo queimado como indigente”, ou “ausência do amor com a presença do dinheiro, faz a mãe levar a filha junto pro puteiro".

    Na música Liberte-se, uma pequena surpresa: um pedacinho de Fumando Espero, na voz de Dalva de Oliveira; adiante, o Bill mete suas rimas como de costume... A batidinha gostosa é um aquecimento para a próxima faixa que é uma cacetada na mente dos seus parceiros de rap: Transformação tem participação especial de Chuck D (Public Enemy); é um som que chega de sola com uns toquezinhos lentos, meio deprê e recheada de crítica aos manos: “Ficaram parados no tempo, envaidecidos dividiram o movimento. Veja só o rap, virou o partido da cara feia, com grandes bonés, pequenas idéias, falso reinado, coroa de rei, castelo de areia”.

    Causa e Efeito é forte e profundo. Não tira o pé pra ninguém e narra o cotidiano do morro como todo bom rap, mas não se esquece do que está se passando “do outro lado do muro”. Não importa se você curte Punk, Heavy, Gospel, axé ou Techno; MV Bill definitivamente descobriu a fórmula exata do som das multidões, aquele que te faz balançar e refletir ao mesmo tempo – talvez seja a tal batida perfeita que o D2 tanto procura... é um conjunto de esporros e agradecimentos no melhor estilo “entre tapas e beijos”, criticando violentamente tudo o que não faz bem a sua comunidade ou não lhe agrada quando quer dar os tapas; com relação aos "beijos", estamos falando de um álbum de rap e aqui ninguém agradece nada exatamente com beijos. Ora Mano...

    terça-feira, 2 de novembro de 2010

    Missão: Impossível - dica

    Muita correria, ação e culhudas na Obra da dupla Cruise & De Palma.


    Por Hugo Quilici

    Sinopse:


    Numa missão em Praga, a equipe do agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise, de Jerry Maguire) cai numa emboscada e alguns agentes acabam morrendo. Sendo tratado como suspeito de ser o traidor, Ethan precisa descobrir quem planejou a armadilha e para isso procura ajuda de alguns agentes renegados, como Luther Stickwell (Ving Rhames de Pulp Fiction - Tempos de Violência) e a bela Claire Phelps (Emmanuelle Beart de Nathalie X) filha de seu superior na CIA, Jim Phelps (Jon Voight, de Fogo contra Fogo).

    Opinião:

    Muita correria, suspense como na famosa cena de Tom Cruise pendurado por fios sem poder tocar o chão e a alucinada e exagerada sequência final de uma perseguição com um helicóptero e um trem dentro de um túnel.

    O filme é um grande acerto na carreira de Tom Cruise, parte pela ótima escolha de Brian DePalma (de Carrie, a estranha) na direção, que sabe como ninguém criar sequências de suspense e também pela história, ressuscitar a famosa série de sucesso dos anos sessenta era uma desafio que se bem feito renderia muito dinheiro e o caminho aberto para sequências. Duas já foram lançadas com sucesso e hoje está em pré-produção uma quarta aventura.

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    Informações úteis:
    • Titulo original: Mission: Impossible
    • País: EUA
    • Ano: 1996
    • Duração: 98 min.
    • Gênero: Ação
    • Direção: Brian de Palma
    • Elenco: Tom Cruise, Jon Voight, Emmanuelle Beart, Henry Czerny, Ving Rhames, Jean Reno, Vanessa Redgrave, Emilio Estevez, Kristin Scott Thomas, Dale Dye, Marcel Iures.
    • Avaliação: 8
    • Texto postado também em: Cinema - Fimes e Seriados

    Feios - crítica

    Sinopse que instiga e conteúdo que não cativa. Uma pena.


    Sinopse:

    Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá.

    Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.

    Crítica por Marina Moura:

    Os livros de ficção científica e futurísticos quase nunca passam pela minha lista de livros a serem lidos. Porém esse gênero vem crescendo cada vez mais no mercado literário e eu não poderia me manter á margem dessa nova tendência.

    A história se desenrola em um futuro onde todos os humanos são considerados feios até que completam dezesseis anos e sofrem a cirurgia que lhes transformará em seres “perfeitos”.

    A premissa de Westerfeld é óbvia e sua crítica á sociedade visual que vivemos atualmente também. A sinopse é daquele tipo que deixa você louco para comprar o livro e a capa daquelas que você quer ter em sua estante de livros. O verdadeiro problema é que o livro não conseguiu me cativar.

    Embora ache todo o ponto de vista do autor louvável, o plot do livro em sua essência não conseguiu prender minha atenção ou me causar verdadeira emoção durante a leitura. Primeiro que o livro demora a realmente começar. A leitura meio que se arrasta até o meio do livro e a única coisa que me fez continuar a leitura (e talvez aí esteja o grande trunfo do autor) é saber onde toda aquela confusão de informações iria acabar.

    O livro só engrena mesmo no final. O romance durante a história é escasso e mal explorado, alguns autores deveriam se abster de tentar acrescentar algum romance em suas histórias.

    A minha conclusão é que o livro poderia ter tido menos páginas e uma escrita mais objetiva. E eu definitivamente me decepcionei com o final, pois embora esteja ciente de que existe uma seqüência, acho difícil que esse final possa ser modificado nos próximos livros da série.

    De qualquer forma não desistirei da série Feios ainda. Veremos como se sai o segundo livro da trilogia, Pretties (algo como Bonitos em inglês) e ver se dessa vez o autor consegue me entediar menos e me encantar mais.

    Informações úteis

    • Titulo do Livro: Feios
    • Autor: Scott Westerfeld
    • Ano: 2010
    • Número de páginas: 416
    • Editora: Galera Record
    • Avaliação: 6
    • Texto postado também em: Minha vida por um livro

    segunda-feira, 1 de novembro de 2010

    Fale com o motorista apenas o indispensável.

    Bonatto em mais um texto falando da saga: O gremio contra todos!


    Por Cristian Bonatto

    Na véspera de mais uma decisão no Olímpico pela missão “Libertadores no lugar certo 2011” o que vemos de manchetes não é a repercussão do fato e muito menos algum chamamento para a torcida visando uma mobilização para o jogo contra o Ceará. O que se repercute é o que a imprensa gosta de repercutir, uma tentativa de antecipação do choque de gestões, idéias e visões que assistiremos logo ali adiante, esperando apenas que o próprio Grêmio não seja o mais prejudicado com revanchismos entre quem entra e quem sai.

    Se existe uma vantagem nas eleições presidenciais não terem chegado ao associado, está no fato da disputa política e seus inevitáveis desgastes e incertezas terem passado longe do vestiário. Um exemplo da importância disto está no próprio Grêmio, quando era líder do Brasileirão até a proximidade das eleições 2008.

    Os telefonemas, microfones e flashes da imprensa continuarão sendo oferecidos à exaustão para qualquer dirigente gremista daqui a um mês e meio, não custa esperar. Gostamos muito de saber que já estão trabalhando pelo Grêmio do ano que vem, mas no momento, este é um trabalho de gabinetes, que deve ficar neles. Uma das maiores qualidades do Odone é o chamamento à torcida, este também é um papel seu que não precisa ficar para o ano que vem. 2011 JÁ ESTÁ SENDO JOGADO.

    Contra o Ceará, está a chance de se desvencilhar do grupo dos 50 pontos antes do jogo contra o Santos e do confronto direto contra o Atlético Paranaense. Mirar o Botafogo torcendo por um tropeço na Ressacada, sem esquecer-se do clássico em São Paulo nesta rodada.

    Amanhã, 19h30min no Olímpico, um único foco, um único pensamento. Bocas sendo utilizadas exclusivamente para o alento pela vitória.

    Angra, Aqua - crítica

    A turma de Kiko e Edu lançam seu novo disco de... literatura?


    Olha, antes de mais nada é importante que se diga que não é nada inovador (ou tão fora do comum) bandas de Metal adaptar poemas, contos, livros ou qualquer outra coisa escrita por algum maluco que imagine um monte de coisas que só existem mesmo em suas mentes doentias – na real, o Heavy Metal é terreno fértil para esse tipo de coisa. Aliás, não é querendo puxar a sardinha pro nosso lado (dos Roqueiros) mas normalmente esse tipo de trabalho se encaixa bem com esse tipo de som. É um som refinado mesmo...

    Pois bem. O conceito do novo álbum da banda veio daquela que é considerada a última peça que Shakespeare escreveu, A Tempestade. A obra trata de temas bem conhecidos nas peças de meu xará como traição, amor, vingança, conspirações e um monte de tralha do século XVII.

    A próspera história do Próspero.

    A peça conta a tragédia de Próspero, um Mangangão de antigamente tirado a catimbozeiro, que é passado pra trás por seu irmão Antonio, que quer ocupar seu lugar no cenário político local – bem original, não? Após uma puta trairagem de seu irmão, Próspero e sua filha Miranda são açoitados numa ilha lá na casa da porra – que serve de cenário para a peça.

    Quando o Rei da área, e sua patota retornam de uma viagem marítima e dão uma passadinha na ilha de Próspero, uma tempestade daquelas (criada pela magia do ilhado) abate as embarcações dos caras e fazem com que seus ocupantes sejam trazidos, pelo mar, até a ilha, onde Próspero pretende completar sua vingança. E ela será maligna cara, literalmente.

    Sem arrodeios

    Mas, vamos deixar a historinha pra lá e ir direto ao ponto. Viderunt Te Aquae e Arising Thunder começam mais ou menos nessa parte da história em que eu parei. As duas primeiras faixas tem como fundo a tempestade mandada por Próspero (se ligou nos trovões na faixa 2?) para tocar o terror nos navios reais e arremessar à ilha os seus desafetos. Viderunt Te Aquae é aquela velha conhecida musiquinha instrumental que forra o terreno para a faixa seguinte – como Deus le Volt! e In Excelsis.

    Arising Thunder foi o primeiro single do álbum, totalmente mergulhada no Power Metal cheio de guitarrinhas frenéticas, pedais dulplos e com um refrão bacana e pegajoso – a todo momento me pego batucando ou assobiando essa bagaça.

    Awake From Darkness é um dos melhores momentos do álbum: o riff é muito bom e nos trás de volta ao som que estamos acostumados a ouvir. Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt só não conseguiram fazer chover com suas guitarras aí nessa parte – até porque só quem sabe armar temporal nesse álbum é o Próspero. Ah, antes que eu me esqueça tem uns violinos e uns pianinhos pra temperar melhor a música e fechar com chave de ouro.

    Lease of Life muda completamente a pegada pesada do início de Aqua para contar melhor a história – que se alterna entre altos e baixos, claro. Essa música aí acho que tinha mesmo a intenção de enfiar a cara de quem ta escutando na atmosfera de A Tempestade contando o encontro do filho do Rei, com a filha de Próspero. O carinha, após a chuva braba, cai nos encantos de Arial, um fantasma enviado por Próspero, que o faz ouvir vozes de umas fadinhas.

    Ainda tá lendo? vai escutar pô.

    Pra finalizar, a impressão que ficou em mim é que Aqua vai mesmo surpreender algumas pessoas – principalmente aqueles que achavam que esse álbum seria uma merda. Qualquer ouvinte mesmo com seu neurônio solitário poderia deduzir que seria impossível contar uma história tão complexa quanto essa sem dar uma quebrada no som. Seria impossível ficar o tempo todo “de pé embaixo". As mudanças bruscas servem exatamente para retratar as diversas nuances da história do Shakespeare – recomendo inclusive aos ouvintes e/ou fãs que leiam A Tempestade (facilmente encontrada no Google), até para poder entender melhor o que os caras querem passar – sem isso acho que as faixas podem ficar sem sentido.

    Esta é a desvantagem de se adaptar uma obra, e retratá-la através de um álbum: se os músicos não conseguirem retratar o contexto real da obra original, o disco perde o sentido, e acaba transformando todo o potencial do projeto em um amontoado de tralhas sem lógica. Pensando nisso, não há muito o que pensar – literalmente. Entendeu? Enfim, Aqua é fodão mesmo, vale muito a pena escutar e quem não concordar é porque deve ta escutando Tati Quebra-barraco (ou coisa pior) agora e perdeu sua capacidade de separar o que presta do que não presta.

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    Informações úteis:

    • Titulo: Aqua
    • Artista: Angra
    • Ano: 2010
    • País: Brasil
    • Número de faixas: 11
    • Avaliação: 9 (Puta que o pariu!!)
    Informações (in)útéis

    Sobre o Álbum:
    • Quando escutei? 09/2010
    • Quantas vezes? Milhares
    Sobre o texto:
    • Quando escrevi? 18/09/2010
    • Onde estava? Em casa
    • O que assistia? Futebol
    • O que ingeria? Cervejaaaaaa