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domingo, 10 de abril de 2011

Eu sou o número 4 | crítica

Adaptação mostra que romances teen podem se tornar bons filmes.

Confesso que uma das maiores decepções de minha vida foi ver a adaptação de Percy Jackson para as telonas, por este ter fodido praticamente toda a história que o Rick Rordan conta nos seus trocentos livros. Com isso na cabeça, fui assistir “Eu Sou o Número Quatro” (leia a crítica do livro aqui) esperando algo no mesmo nível de tosqueira - ou talvez pior, já que tinha no comando um diretor ainda mais fulero que o de Percy... Mas adivinha só, mais uma vez tenho que dar o braço a torcer e admitir que gostei.

Ele é o número quatro.

No filme, nove pirralhos cheios de poderes e os seus "babás" são os únicos que conseguiram escapar de uma matança em Lorien (seu planeta natal) e decidem vir para a Terra. Mas, os Mogadorians - os espíritos de porco responsáveis pela destruição do planeta dos lorienos, querem mais: decidiram perseguir quem viveu pra contar a história até que eles não tenham mais como contar nada, se é que você me entende. Então, para melhor proteção, os nove pimpolhos são enfeitiçados com algum tipo de magia matemática que faz com que os carinhas só possam ser mortos na sequência correta. coisa chique isso hein? Após a morte dos três primeiros adivinha só quem será o próximo a se lascar? Acertou quem falou o nome de John Smith... ele é o número quatro.

A saga Crepúsculo e a maldição do século XXI.

Eu até tentei, mas falar de "Eu sou o número quatro" (I am number four, 2011) sem lembrar de Crepúsculo é foda, não tem como. O romance do filme é muito parecido com aquele outro do vampiro com o cabelo besuntado. A diferença é que, enquanto o filme de Catherine Hardwicke é contado pela perspectiva da donzela, o filme de D.J. Caruso é narrado pelo ponto de vista do mocinho - a melhor parte disso é que as tomadas de ação são bem mais frequentes que as açucaradas cenas de romance e os diálogos melosos (que também são raros mas existem).

Outra diferença é que, nesse filme, o herói não é um vampirão musculoso (com cara de menininha), mas sim um alienígena musculoso (sem cara de menininha). Aliás, todo o elenco principal foi nitidamente escolhido por sua beleza e curvas salientes, não acrescentam nada demais ao filme. O protagonista é capaz de arrancar suspiros (até algumas secreções, eu acho) e assobios das garotas, assim como as atrizes Dianna Agron e Teresa Palmer podem enlouquecer muito mais a platéia masculina. Mas olha que interessante, eu acabei de me lembrar que o que importa num filme são as capacidades do elenco em encarnarem seus personagens - como eu já disse, essa não é a maior virtude deles; aqui, só existem atores que cumprem seus papéis, nada mais que isso.

Pelo final do filme (não vou escrever nada demais, calma), parece que teremos uma continuação. Não tenho muita esperança, mas acho que, se o diretor do próximo filme (seja D.J. Caruso ou não) deixar o romance um pouco mais de lado e trabalhar melhor nos conflitos da história do filme, que neste não foi tã bem desenvido, com certeza teremos um resultado muito melhor.

Enfim, apesar de alguns clichês e de alguns erros (básicos) de filmagem, o saldo final acaba sendo positivo. Recomendo o filme para quem estiver à procura de diversão, ou algo para descontrair, principalmente o público adolescente. Resta agora esperar por uma continuação e torcer por uma evolução.

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Um comentário:

  1. gostei muito desse filme(eu sou o numero 4)!não digo que foi um dos melhores que eu já vi, ta entre os 10!se tiver alguma indicação de filme comenta que eu vo fika de olho!

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