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sábado, 23 de abril de 2011

Mortal Kombat 9 | crítica

18 anos de Mortal Kombat e um presente para os fãs.


Cara, eu me lembro como se fosse um dia desses, meia dúzia de pirralhos birrentos correndo pelas ruas como um monte de lunáticos, para jogar algumas fichas de Street Fighter 2 apostando umas figurinhas adesivas de algum álbum chulé, ou mesmo o lanche escolar do dia seguinte – acho que essas eram as únicas coisas quem tínhamos para negociar; grana é um negócio raro nessa idade rapá...

Eu tinha (sei lá) uns nove anos de idade mas ainda me recordo – porém, a minha maior recordação desta época não é dos Arcades ou dos Hadoukens do Ryu e sim de um jogo que apareceu naquele ano e era o motivo das filas intermináveis nas locadoras de games do bairro; um jogo de porrada mais sanguinário que os filmes do Jason, com personagens carniceiros vestidos em fantasias sadomasoquistas e que executavam seus oponentes ao final de cada combate ao som de uma gargalhada macabra – daquelas de gelar a alma. Street Fighter tinha se tornado coisa das antigas; a nova onda era Mortal Kombat.

Chose Your Destiny.

De lá pra cá foram dezoito anos e oito seqüências – umas até boas, mas a maioria uma merda, no pior sentido da palavra. A impressão que dava era que a cada ano o game ficava mais parecido com aquelas dezenas/centenas/milhares de jogos sem sal que entopem as prateleiras das lojas – em 2008 lançaram o crossover Mortal Kombat VS DC Universe e aí minha ficha caiu: Sub Zero, Scorpion e o resto da galera de MK hoje faziam parte de mais uma franquia modinha de jogos para aborrecentes sem cérebro. Porém em 2010 uma declaração de um dos picões da série me deu novas esperanças: pelo Twitter, Ed Boon disse que o que mais os fãs queriam era poder jogar um Mortal Kombat escroto e sanguinário (mais ou menos como aquele que criava filas antigamente) e que o novo jogo as série seria exatamente assim – parecia que (enfim) os combates mortais estavam de volta.

Mortal kombat 9 (idem, 2011) conta uma história que se passa depois da bagaceira que ocorreu em MK – Armageddon, onde todos os encrenqueiros de todos os reinos foram para a terra de pés juntos; Lord Raiden também faz parte deste bolo, mas antes de bater as botas envia uma mensagem (mesmo estando todo fodido de tanto lutar, coisa de cabra macho) para si mesmo no passado para tentar evitar a guerra que o Shao Khan começará. Este “torpedo metafísico” chega ao Lord dos raios (não confundir com o tio do Percy Jackson – alias por falar nisso leia a crítica aqui) mais ou menos na época em que róla o primeiro jogo, onde o tinhoso chefão da série começa a conquistar reinos a torto e a direito. Não precisa ser um gênio para notar que a solução que Ed Boon e sua rapaziada decidiram dar um resset na história - tudo (claro), só serve como pretexto para a pancadaria toda.

Finish Him!!

MK se baseou num estilo de jogo que está fazendo o maior sucesso nos games de pancadaria da atualidade como Marvel vs Capcom 3 (leia a crítica aqui) conhecido como 2,5D – pra quem não sabe, é aquele formato em que o primeiro plano (onde a porrada come) é em 2D e as telas de fundo (cenário) é todo em 3D, dando um visual do caralho as arenas do game.

Agora, quem curtia a brutalidade de MK – Ultimate, vai pirar com os combos viscerais e as barras de poder que aumentam ainda mais a capacidade dos estragos – o top delas é uma tal de X-Ray, que carrega um especial que focaliza a área espancada mostrando a quebradeira também por dentro (como um raio X); é um negócio excitante, acredite. Claro que não posso esquecer de mencionar os famosos Fatalities, que agora são tão carniceiros quanto os combos – comparado a eles, as mortes de Jogos Mortais parecem gincanas da Xuxa.

Por fim, seria fácil dizer que Mortal Kombat 9 é fodástico que agradará qualquer machão, mas este não é apenas um jogo de luta em que se pode enchulapar ninjas mortos-vivos, monstros mascarados, mutantes sanguinários, robôs anabolizados e gostosas peitudas; é um presentaço para quem esperou tanto tempo pr algo que envolvesse socos, tiros, chutes, facadas, rasteiras e sangue MUITO SANGUE – daquela forma que só a turma de MK sabe misturar. Flawless Victory!!

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5 comentários:

  1. Não sou fã desse tipo de game, mais sei que o número de pessoas que curte é enorme. um grande abraço pra você.

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  2. muuuito bom isso aí fera, que continue assim e crescerá!!

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  3. valeu cara parabens pelo comentario

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  4. Esse Mortal Kombat 9 tem as coisas mais mentirosas que já vi na minha vida,como por exemplo o fatality secreto do Sub-zero,na qual ele arranca a espinha do adversário juntamente com o crânio e sem nenhum órgão vital,quem assistir esse fatality vai analizar melhor.E os X-rays é outra mentira do jogo,o cara se fode todo por dentro e ainda consegue lutar de boa,como se nada tivesse acontecido,ahh vá à merda Boon.Eu tenho o jogo pra PS3(obviamente é original) mas tô meio arrependido de ter comprado,além dessas e muitas outras burrices que boon fez ele ainda fez a sacanagem de não disponibilizar os chefões como personagens selecionáveis(sem contar que aquela bicha não disponibilizou o motaro nem como chefão).Fiquei puto da vida com isso.Esperem só quando lançar Twisted Metal Hands on esse ano,vai esculachar geral.*--*

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  5. Paulo César - Realmente são muitos os caras que cultuam esse jogo!

    Nicholas - o jogo é mentiroso mesmo - na realidade eu também cheguei a me perguntar o mesmo que você se perguntou. Mas quer saber? Quem quer ver verdade assiste o jornal nacional ou joga o Flying Simulator...

    Anonimos - Obrigado pelo comentário, mas da próxima vez identifiquem-se por favor.

    Falow galera, continuem dando suas opiniões...

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