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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Marcelo Camelo - Toque Dela | crítica

O toque é dela, por ela, para ela...

Faz parte de uma mania minha ouvir música entre uma correria e outra para poder me concentrar (ou para fugir da trilha sonora das ruas) e nada melhor para quem anda nessa loucura que o bom e velho Rock’ n Roll, seus pedais duplos, guitarras rasgadas e vocais danificadores de tímpanos. Só que nessa minha rotina, existe sempre aquela hora de brisa em que eu dou aquele bizú aqui no blog para ver como estão indo as coisas; se os desocupados estão acessando, se alguém postou comentário me xingando ou se sugeriu algo. E foi justamente nisso que esse meu texto se baseou.

Haroldo é leitor da casa a algum tempo, meu brother das antigas e dono de total direito de pedir – e ser atendido, claro. E foi esse cara que me sugeriu dar uma olhada (ou seria uma escutada?) no novo disco do Camelo. Pra você que não conhece, não se trata de nenhuma banda de música Árabe... eu me refiro ao MARCELO Camelo ex Los Hermanos, ex parceiro do Amarante e “ex tressado” com o tipo de música que andava fazendo; o resultado disso é “Toque Dela” novo álbum do magrelo apaixonado.

É dela! Por ela, para ela...

Toque Dela é o segundo álbum solo de Camelo, chegou sem alarde nenhum (ao contrário dos outros discos lançados na época da banda antiga) e mostrou que o cantor realmente desistiu do rock e entrou de cabeça na MPB (Música Popular Baladeira), e como tudo na vida, isso tem um motivo – com nome e sobrenome, aliás: Mallu Magalhães. É dela a “culpa” por Camelo lançar um trabalho inteiro sem gritos (pelo contrário, as músicas parecem sussurradas) e de letras tão melosas que dariam até nojo – isso se não fizessem parte de um disco tão massa e bem pensado. Pronto, admiti! Toque Dela é foda mesmo; vocês venceram...

São dez faixas, com letras que comoveriam até o Chuck Norris, de tão pegajosas e apaixonadas – mas confesso que não achei que o barbudo estivesse falando sério quando cantou em “Ôô”: “tudo o que eu fizer vai ser pra ver aos olhos dela”; me enganei. Camelo não só fez o que tinha dito que faria, como fez de uma forma que é impossível não dar o braço a torcer - “Tudo o Que Você Quiser” não me deixa mentir, é pura declaração de amor – isso poderia até ser um ponto negativo para você que não é EMO e/ou uma das milhares de fãs de Rock Colorido, mas pelo menos é crua, sem viadagem nem interesses comerciais. Um cara confessando que é arriado por alguém e querendo fazer uma homenagem a essa pessoa, no calor da motivação dos primeiros meses de pegação.

Acostumar” é uma das poucas provas de que ainda existem guitarras nessa nova fase do Camelo, começa como música POP/Brega, mas depois passa a colar na cabeça com a batida de “posso até me acostumar ah ah aaaah”, grudenta total; você vai acabar cantando ela no trabalho sem perceber, aposto. E por falar em “acostumar”, não existe um único fã do Camelo que não já tenha se acostumado com a tal da “morena” (palavra que está em nove entre dez composições dele); nesse disco ele trocou pelo sinônimo “Pretinha”, na música “Pretinha” – uma das melhores faixas por sinal. Mas mal a gente se acostuma com o “Pretinha” e lá vem ele de novo com o antigo “morena” em “Pra te Acalmar” que tem menos de dois minutos e meio e deve ter sido inclusa no repertório só para justificar a presença de uma canção que tivesse a tal da desgraçada da morena no meio. Vai entender...

Meia hora depois de começar a escutar Toque Dela eu me deparo com aquela música que é A MÚSICA. “Vermelho” é um show a parte, só assim um gremista fanático como eu poderia admitir que gostou tanto de algo com um título desses. É também a música que resume um pouco a “obsessão” do cara com a garota. Impossível não se ligar quando o cara diz "mas você me chama pro mundo e me faz sair do fundo de onde eu tô". Muito boa mesmo.

Enfim, o novo CD do Camelo é FODA, um disco para se escutar várias vezes. Talvez peque um pouco pela excessiva melação – Três Dias, Despedida e Meu Amor é Teu, fecham a lista e adivinhe só: São para a Mallu! Aposto que a mina deve ter ficado excitada com as homenagens; mais feliz ainda por terem sido “presentes” de qualidade – até porque se não fossem seria impossível resistir a essa overdose sem soltar um sonoro EI MALLU, VAI TOMÁ NO C...

Ficha técnica:
  • Gênero: Pop/Rock
  • Gravadora: Universal Music
  • Faixas: 10
  • Ano: 2011
  • País: Brasil
  • Nota: 8,0
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2 comentários:

  1. Rof, é muito legal saber que a música se renova e que talentos tenham o seu lugar nesse sol que cada um quer. Marcelo Camelo com certeza é uma ótima pedida. Um grande abraço.

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  2. Ótima resenha, o disco é realmente muito bom!
    Continuo o escutando muito!
    .
    Confira depois a minha resenha dele no Sublime Irrrealidade!

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com/2011/04/marcelo-camelo-toque-dela-voltando.html

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