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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Caso 39 - crítica

O roteiro e atuações tropeçaram e o caso caiu, digo, a casa caiu...

Me responda - em voz baixa, claro; não queremos que achem que você surtou: O que acontece quando um cineasta promete muito e não corresponde nem a metade das expectativas? Pois é; acho que nem precisa responder né... o filme, dirigido por Christian Alvart (diretor de Pandorum em 2010), estreou sem dizer a que veio: não trouxe sentido, originalidade, sarcasmo ou emoção...

Caso 39 (Case 39, 2010) era mesmo uma tragédia anunciada, considerando que o filme foi programado para o lançamento nos Estados Unidos há dois anos (2008), mas por causa de atrasos foi adiado para data atual, nesse meio tempo, adivinha só: o filme vazou por toda a internet e só não assistiu quem não quis.

O caso caiu, digo, a casa caiu.

O filme conta a história de Emily Jenkins (Renée Zellweger, de Jerry MaGuyrre) que é uma dedicada assistente social que está atoladíssima de serviço quando chega a sua mesa o tal caso 39, referente à garota Lilith Sullivan (Jodelle Ferland, de Terror em Sillent Hill); uma garota que aparentemente apenas sofre maus tratos dos pais. O caso vai se agravando até o ponto em que Emily flagra os pais de Lilith numa tentativa de homicídio à menina, o que faz com que Emily intervenha. Encantada com a garota, Emily oferece que more com ela até que seja encontrada uma família adotiva. Só que há um mistério por trás da garota, já que todos que se aproximam dela aparentam enlouquecer – quem aí lembrou de A Órfã?

Os tropeços do filme são milhares cara, incontáveis: além de Zellweger, que está absolutamente horrorosa (com alguns quilos/rugas/anos, a mais) na liderança do elenco, não bate Bradley Cooper (da Série Alias), que de alguma forma consegue ser ainda pior com seu personagem “Doug”, um amigo psicólogo de Emily, com cara de abestalhado - só combina com filmes de comédia mesmo, veja Se beber não case (The Hangover, 2010) Ele está perfeito lá.
Tem ainda Ferland que encarna a “sementinha do mal” Lilith, fazendo um esforço enorme para parecer assustadora. Devia ter tomado umas aulas com o Pestinha – aquele sim era assustador!

Pessoalmente, achei que as únicas performances dignas vieram de Ian McShane (Kung Fú Panda) e Callum Keith Rennie (Efeito Borboleta), mas não é nada com muito destaque pois seus personagens também foram os mais complexos do grupo. Como exemplo, o detetive Barron (Mcshane) é alimentado com a violência que ele vê diariamente, mas ao invés de tentar pará-la, ele simplesmente aceita que é apenas a natureza humana, como assim?
Por outro lado, Rennie interpreta Edward Sullivan, o pai cheio de camadas de Lilith. Na primeira ele é reservado, recusando-se a falar com Emily diretamente, pois, como afirma a sua esposa: "Ele não gosta de falar com raiva." Conforme o tempo avança, no entanto, Edward é apresentado como um líder mais dominante da família e mesmo Emily começa a dar atenção às suas palavras, quando as paradas começam feder.

Mas a casa de Caso 39 cái mesmo quando os personagens abrem a boca: os diálogos são inacreditavelmente ruins, sem qualquer peso ou dramaticidade – parece os textos daquelas peças escolares. Para completar a diarréia, a trilha sonora é péssima – e olha que isso é bastante incomum para esse gênero, mesmo para um filme de suspense de merda. Na maioria das vezes por pior que seja o filme ao menos a trilha sonora se salva. Aqui a única coisa que se safou foi a cena onde as vespas saem de todos os buracos do corpo do Doug – achei até divertido, admito.

Até hoje escuto um monte de gente aconselhar uns aos outros a pular Caso 39 e, no lugar dele alugar um outro filme de suspense bastante recente – e parecido: A Órfã (leia a crítica aqui). Concordo em parte, pois A Órfã realmente é melhor que Caso 39, mas isso não quer dizer que ele seja lá grande coisa também.

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Informações úteis:

  • Texto por: Willian Rof
  • Titulo original: Case 39
  • País: EUA
  • Ano: 2010
  • Duração: 109 min.
  • Gênero: Suspense
  • Direção: Christian Alvarth
  • Elenco: Renée Zellwegger, Jodelle Ferland, Ian McShane, Kerry O'Malley, Callum Keith Rennie, Bradley Cooper.
  • Avaliação: 5 (Assista apenas se não tiver nada melhor pra fazer)
Informações (in)útéis
Sobre o filme:
  • Quando vi? 15/12/2010
  • Com quem?
  • Quantas vezes? 1
  • O que senti? Sei lá...
Sobre o texto:
  • Quando escrevi? 16/12/2010
  • Onde estava? Em casa
  • O que escutava? Amy Whinehouse - Back to Black
  • O que ingeria? Água (pra não dormir durante...)
Trailer oficial:



2 comentários:

  1. ahaha, adorei cara, sua crítica não tem formalidades, é atrativa e sincera. Nada tem a ver aqueles dinossauros do cinema que fazem críticas exageradas. Realmente gostei, e o caráter despojado do texto nos prende, tem ritmo. Parabéns, aliás, já pensei em parar de escrever relances e me voltar ao cinema, mas é claro, sempre falho, agora por exemplo, criei um conta no site filmow, onde deixo minha resenhas filmográficas lá e listo meus filmes, enfim.

    Gostei e sempre voltarei aqui, abraços.



    meu blog: http://www.mundomudoouvidossurdos.blogspot.com/

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  2. Olá Magali. Valew aê pelos elogios...
    Desde pequeno escrevo e meus textos sempre fizeram sucesso entre os meus exatamente pela forma como eu escrevo: Não basta informar e opinar. Tem que entreter o leitor.

    Abraço

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