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domingo, 13 de março de 2011

Invasão do mundo: Batalha de L. A. | crítica

Independence Day bate de frente com Falcão Negro em perigo...

Olha eu aqui de novo rabiscando umas besteiras sobre outro mix – desta vez não me refiro a nenhum álbum recheado de participações especiais (como o novo da Tarja Turunen) ou do crossover dos games (Marvel VS Capcom 3 – fate of two worlds) que me viciou vários dias. Falo de Invasão do mundo: Batalha de Los Angeles; um filme que ficará eternamente gravado em minha fraca memória como a produção que conseguiu misturar na mesma moqueca os ingredientes de duas obras que sempre tiveram destaque em minha coleção – com exceção dos filmes da Sylvia Saint, claro... Falcão negro em perigo e Independence Day são os filmes em questão.

Bem precioso é água que alien não bebe.

No filme, o Sargento Nantz (Aaron Eckhart, de Batman – o cavaleiro das Trevas) é um marinheiro, digo, um Fuzileiro das antigas cheio daquelas medalhas de Honra ao Mérito que hoje em dia só são entregues a atores como premiação pelos seus atos de bravura – nos filmes, claro. Nantz está velho, cansado de guerra (literalmente) e acaba de chegar de uma missão que deu merda; motivos de sobra para o coroa pendurar as chuteiras – ou seriam os coturnos, facas, granadas, rádios, fuzis... mas como em todo filme Hollywoodiano os heróis de guerra sempre precisam de uma última missão (de preferência uma daquelas bem cascuda) para provar Deus sabe lá o quê – afinal o que um militar experiente, condecorado e reconhecido precisa provar mais? Enfim...

Quando uma caralhada de ETS invadem o nosso planeta em busca de uma de nossas riquezas (não, eles não estão interessados em nossas economias, nem em nossas atrises pornô e sim em nossa água (a dos mares) e não a aguardente que por sinal é também um dos nossos mais preciosos bens – e se estiver acompanhada de um limãozinho e umas colheres de açúcar então...) aí o Sargento (quase) aposentado tem que se aliar a um punhado de moleques viciados em ação para resgatar uns retardatários numa delegacia e ajudar a defender o nosso litoral das bichas, digo, dos bichos.

Nas telonas (assim como na TV) nada se cria. Tudo se copia.

Ainda antes de assistir o filme, lembro-me de ter visto num dos muitos trailers a frase “Um filme de Jonathan Liebiesman” – como se isso fosse grande coisa... pra quem não conhece o dito cujo, trata-se um diretor medíocre de filmes modinha como “O Massacre da Serra Elétrica”. Não há muito o que falar sobre ele... com isso, imediatamente aqui em minha cabeça pervertida e cheia de preconceitos cinematográficos eu logo imaginei que o cara ia copiar tudo o que fosse obra do gênero na intenção de agradar o máximo possível. Quem achou que eu estava certo... ACERTOU!

Impossível assistir o longa e não notar as claras referências a Cloverfield – O Monstro (Cloverfield, 2008); Guerra ao terror (The hurt locker, 2009) e Distrito 9 (District 9, 2009) – sem esquecer de Independence Day (idem, 1996) Falcão Negro em perigo (Black Hawk down, 2001). A câmera tremendo mais que vara verde, a ação comendo em segundo plano e o herói (semi) aposentado sendo chamado de última hora para limpar a cagada alheia são claros exemplos disso.

Mas não poderia deixar de mencionar Eckhart que está naquele processo de transição que no cinema eu costumo definir como: de bonitinho mas ordinário a coroa com cara de mal que manda bem. Está muito a vontade no filme, tanto nas cenas em que o coro come quanto nas mais melosas.

Trocando em miúdos, posso dizer que filme de roteiro fraco, de orçamento baixo, com diretor meia boca e sem grandes estrelas no elenco pode sim divertir os espectadores por alguns minutos e valer a pena o rico dinheirinho investido num ingresso. Agora se o espectador em questão for fã de Independence Day e/ou Falcão negro em perigo, é melhor se preparar pois terá um verdadeiro orgasmo na salinha escura.

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3 comentários:

  1. Bom, não posso fazer um comentário mais preciso, porque não ví o filme. Mais de qualquer modo, sua contribuição com informações como essa, nos faz ter a curiosidade em ver. Grande abraço.

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  2. Notei algumas semelhanças com independece day também, mas prefiro ID4. beijo.

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  3. Cara,mas é logico que esse filme ia parecer com os filmes citados,vc praticamente citou os de maior destaque do genero.Queria o que? Assistir Batalha de Los Angeles e achar parecido com A Fantastica Fabrica de Chocolate??É como composição musical..praticamente todas que vc gosta o dito cujo q a compos fez inspirado em outras de seu gosto e (pasme!!) vai parecer com outras musicas do genero..incrivel não?
    Pelo amor de Deus...santa ignorancia hein Sr Rof..vai dormir q tu ganha mais,e de preferencia sem assistir filmes antes,são todo siguais mesmo neh?
    =P
    Batalha de Los Angeles..filmão,excelente filme do genero!!!!!

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