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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Predadores - crítica

Robert Rodriguez se atrasou 22 anos para nos trazer sua versão dos aliens rastafari, mas até que valeu a pena esperar todo esse tempo.


Feche os olhos. Transporte-se para 1987. Provavelmente você nem se lembre (eu também não lembrava, tive que recorrer ao Google mesmo) mas foi nesse ano que estreou Predador (Predator, 1987), um filme bacana de ação com efeitos meio toscos mas que trazia em seu papel principal o Mister cueca-apertadinha-enfiada-no-rêgo Arnold Schwarzenegger (de Exterminador do Futuro), aí já viu...

Com tanto sucesso uma seqüência era só uma questão de tempo mesmo. Em 1990 chegou as telonas Predador 2 (Predator 2, 1990) agora com o Grande Astro (com cara de Rapper/maloqueiro/engraçadinho aposentado) Danny Glover da cine franquia da década de 80 Máquina Mortífera (Lethal Weapon, 1987) - esse você se lembra por causa do Mel Gibson.

17 anos depois o meia boca Alien vs Predador (idem, 2004) nos matou a saudade do bichão de cabelo rasta e de quebra ainda o colocou diante de um outro alien de beleza similar – e teve uma seqüência igualmente ruim; Mas sinceramente, quem assistiu Predador (e gostou) sabe que uma seqüência digna nunca aconteceu – até agora. A seqüência, como nós imaginamos é Predadores (Predators, 2010) – tudo bem que se atrasou 22 anos até estrear. Mas convenhamos, valeu a pena esperar.

Agora abra os olhos e me diga aê você, quem no mundo das celebridades gringas teria reais possibilidades de fazer frente aos aliens mais estilosos do universo?

  • 1 (_) Jack Bauer (o cara que sempre resolve tudo em 24 horas)
  • 2 (_) Adrian Brody (o cara mais magrelo da lista)
  • 3 (_) Frank Castle (o cara que mata mais que o rambo)
  • 4 (_) Sylvester Stallone (o cara da boca torta)
  • 5 (_) Chuck Norris (“o cara”)

Bem, se você escolheu a opção 2 então acertou em cheio, pois se Adrian Brody (o pianista) já peitou até o King Kong, não seria um alienzinho de cabelo trançado que iria por medo no magrelo.

Pequenos detalhes Grandes diferenças.

No filme, Brody encarna Royce, um mercenário daqueles que venderia tranquilamente até a mãe por uns trocadinhos; ele lidera uma elite de malucos do tipo “espírito de porco” (assassinos, mercenários, mafiosos, presidiários, membros de esquadrões da morte e outros desse naipe) que descobre ter sido arremessado num outro planeta para servir de caça aos personagens que dão nome ao filme.

Do ponto de vista da história, Predadores oferece uma diferença (que faz toda diferença) com relação ao filme original. Em 87 os companheiros do eterno Mister Universo Shwarzenegger (eita nome difícil da porra) eram presas fáceis nas mãos dos caçadores mascarados e tivemos a alegria de vê-los morrer horrívelmente chorando por misericórdia – não me chame de sádico, por favor. Aqui os caçados são todos “cobras criadas”, estão armados até os dentes e possuem toda a técnica necessária para avaliar sua situação e desenvolverem estratégias de combate. Isto, naturalmente, não impede ninguém de morrer – até porque se evitasse o filme seria uma merda, afinal o público quer ver é sangue mesmo.

Quanto a parte visual da parada, não é muita surpresa que os efeitos tenham sido atualizados. No original, os aliens pareciam umas bibas vestidas em fantasias de escola de samba. Em Predadores, a camuflagem, a mira laser, o gancho e a forma como os grandões olham e movem-se é muito mais realista, bem selvagem mesmo. O único problema é que leva quase metade do filme (uns 50 minutos) até aparecer o primeiro bichão, aja unha pra roer. Mas quando enfim aparecem, as lutas são viscerais e muito melhor coreografadas com relação ao original da década de 80.

Rasgação de seda à parte, Brody é o tempero que faltava na trama. E não é só por ter aumentado as medidas, ganhado uns músculos e melhorado sua cara de macho; o cara traz uma inteligência bacana para o líder do bando – tipo vilão europeu, saca? Já o restante dos merdas de sua equipe, são descartáveis mas servem para manter a trama (que não é lá essas coisas mesmo) e a ação se movendo bem – apesar de a presença de Laurence Fishburne (de Matrix) ter sido uma surpresa bem agradável.

Para aparar as arestas, a sensação que Predadores passa é que a intenção era mesmo parecer algo bem feito, algo pensado. Das paisagens exóticas à ansiedade gerada (propositalmente) pelos minutos sem a presença dos Predadores colocam o público em sintonia com a bagaça e nos mantém nessa sintonia até o fim. Mas não se engane, isso não significa que o filme seja “o filme” nem que seja lá grande coisa. Qualquer um ao assistir Predadores obterá dele apenas o básico pelo que pagou para ver um filme de ação com alienígenas carniceiros – isto é, tiros pra todos os lados, visceras à mostra e sangue, muito sangue. Nada mais.

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Informações úteis:

  • Titulo original: Predators
  • País: EUA
  • Ano: 2010
  • Duração: 98 min.
  • Gênero: Ação / Ficção
  • Direção: Ninród Antal
  • Elenco: Adrian Arody, Alice Braga, Thoper Grace
  • Avaliação: 3 (ok)
Informações (in)útéis
Sobre o filme:
  • Quando vi? 17/07/2010
  • Com quem?
  • Quantas vezes? Uma vez
  • O que senti? Pow, foi bom ver novamente um filme bacana com o Alien Rasta.
Sobre o texto:
  • Quando escrevi? 18/07/2010
  • Onde estava? Em casa
  • O que escutava? MV Bill - Falcão
  • O que ingeria? Nada
Trailer oficial:



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