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sábado, 4 de dezembro de 2010

John Lennon, Power to the people - crítica

Novo lançamento do ex-Beatle nos faz lembrar os velhos tempos do rock n'roll.70 anos após o nascimento e 30 anos após a sua morte, John Lennon voltou a ser o assunto principal em toda roda de amigos onde exista algumas cabeças com algum bom gosto pra música – e ao menos uns 30 pontos (anos) de experiência. O motivo disso são as homenagens prestadas ao cara nesse ano, vindas de todas as partes, entre elas, o relançamento de todas as suas “bagaças solo” devidamente remasterizadas naquela caixa "Signature Box" (que eu não comprei porque o preço estava absurdo) e na nova coletânea de sucessos "Power to the People" – que eu também não comprei, mas baixei num site de música inteiramente “de grátis” e estou escutando do mesmo jeito; sem preconceito galera. Viva Lennon!

Falando sério (se é que é possível), é difícil falar de John Lennon e não comentar (ao menos por alto) sua carreira bem movimentada e cheia de altos e baixos no pós Beatles, onde sua intenção era mostrar o seu lado digamos “artístico-incompreendido” e isso era tipo uma meta que guiou o maluco a obras inicialmente rejeitadas, mas depois tudo ficou numa boa. Aí é impossível não lembrarmos de uma outra figura importantíssima nesse processo, a parceira (feia como uma dor de barriga) Yoko Ono.

Pra quem é da época (eu não sou, vamos deixar isso bem claro) essa opção do cara impôs um puta desgosto ao seu público fiel – acostumado às letras diretas da época em que era membro dos Beatles. Mas foi apenas uma questão de tempo até todos os maloqueiros que escutavam o ex Boy Band voltarem a curtir as novas canções. Aí o cara se consagrou de vez... De qualquer forma aquele era um novo momento na carreira do ídolo e um novo John Lennon surgia; os fãs teriam mesmo que se adaptar ou simplesmente para de escutar. Quem entendeu a mensagem continuou escutando... É simples.

Mas vamos falar do disco mesmo que eu já escutei aqui umas 5 vezes e não vou parar tão cedo. Esse negócio é mais viciante que crack rapaz... Você pode entender o que eu estou falando quando clicar no play e começar a faixa título da obra “Power to the peolple” logo na abertura do álbum; eu estava entrando numa máquina do tempo, que maravilha.

Eu já estava curtindo uma de nostalgia lembrando da época que escutava meia dúzia de LP’s do ex Beatles com meu pai e começa a introdução de Give a peace a change, e haja flasback...

Claro que toda coletânea do Lennon que se preze tem que conter Woman, e la está lá logo na terceira posição mostrando o lado romântico do rapaz rebelde que seguia com Instant Karma!(We All Shine On), Whatever gets you thru the night e Cold turkey – é pra dar uma diarréia mental em qualquer um.

Daí o que segue é um monte de música já batida (é verdade) mas com o alto apelo da eternidade; elas dispensam análises. As letras do John Lennon parecem tão atuais quanto as do Raulzito, parece piada. Canções como Jealous Guy, # 9 Dream e (Just Like) Starting Over me fazem lembrar coisas tão intensas e complexas que seria necessário fazer uma crítica do meu flashback para explicar melhor.

Mind games, Watching the weels não cheguei a escutar tantas vezes, mas foi só escutar os acordes de Stand by me e Imagine pra toda nostalgia voltar e completar o ciclo.

Pra todos os leitores do meu blog fica aqui mais que uma dica, fica um pedido... pra você que nasceu na década de 70 ou 80; pra você que nasceu na década de 90, ou melhor: pra você que tem bom gosto: está na hora de relembrar os velhos tempos. Eu já comecei e não sei quando vou parar; até a próxima.

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Informações úteis:

  • Texto por: Willian Rof
  • Título do Álbum: Power to the people
  • Artista: John Lennon
  • Ano: 2010
  • Número de faixas: 15
  • Avaliação: 10 (Puta que o pariu!!)
Informações (in)útéis

Sobre o Álbum:
  • Quando escutei? 11/2010
  • Quantas vezes? Milhares
Sobre o texto:
  • Quando escrevi? 11/11/2010
  • Onde estava? Em casa
  • O que assistia? nada
  • O que ingeria? água e olhe lá...

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