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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Avatar - crítica


Cameron, O retorno!

Com StarTrek em 1966, Gene Roddenberry imaginava "procurar novos mundos”, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve, criando o seu universo ficcional, pretendia contar histórias sofisticadas usando situações futurísticas como analogias para problemas conteporâneos. A fórmula foi homenageada/plagiada durante muito tempo mas o mais importante é que a lição foi aprendida e podemos ainda hoje notar os frutos dela. Com a notícia bombástica de que Avatar, épico de ficção científica de James Cameron era um projeto de mais de US$ 400.000.000,00 todos os holofotes no mundo se voltaram naquela direção e ao final Cameron pode orgulhosamente proclamar seu reinado – ou ao menos dividi-lo com outro gênio das telonas – ao lado de Peter Jackson (lembra-se pouco do seu Senhor dos Anéis?). Esses podem dizer: O impossível só é considerado impossível até alguém – ou nesse caso, ELES – mostrar que é possível. Eles realmente foram onde ninguém jamais conseguiu.

Demorou, mas voltou!

O nome do diretor, produtor e roteirista canadense de 56 anos, famoso por seus sucessos de bilheteria: O exterminador do futuro (The terminator, 1984), O exterminador do futuro 2 – o julgamento final (The terminator 2 – judgment day,1991), Aliens – O resgate (Aliens, 1986) entre tantos outros como Titanic (Titanic, 1997) considerado o longa com a maior bilheteria de todos os tempos com US$ 1.842.874.955,00. Cameron volta mais de 10 (eu disse dez!) anos depois com mais um projeto revolucionário para a indústria cinematográfica: Avatar.

Abra sua mente.

A frase imortalizada na voz de Morpheus – personagem do longa Matrix (The matrix,1999) se encaixa perfeitamente como sugestão aqui quando começamos a “digerir”o roteiro, vamos lá: No ano 2154 DC uma corporativa humana de mineração contrata marines para arrasar Pandora - uma lua de Polifemo, orbitando a mais de 4.4 anos-luz da terra - a terra dos Na'vi, para que eles possam saquear os depósitos minerais valiosos em suas terras em busca de um precioso minério chamado Unobtanium. Pandora é habitada por uma espécie indígena paleolítica de humanóides chamada Na'vi. Medindo quase 3 metros de altura, com caudas, ossos naturalmente reforçados com fibra de carbono e pelo bioluminescente, os Na'vi vivem em harmonia com a natureza perfeitamente concebida através do poder de super computadores, aplicativos criados exclusivamente para o filme e da mente de Cameron, claro... O resultado é nada menos que fascinante. Florestas verdejantes, árvores gigantescas à centenas demetros do chão. Montanhas irregulares surgem como pontos flutuantes em meio ao céu meticulosamente perfeito. Mas não se engane, este não é um ambiente sereno, não mesmo. Criaturas caçam suas presas nos blocos. Predadores camuflados por entre a vegetação em busca de alimento, monstros alados enornes. Pisque os olhos e você perderá algum detalhe da biodiversidade… Em meio a este sem fim de acontecimentos os pesquisadores humanos coordenados por Dra. Grace Augustine (Sigournei Weaver) num esforço diplomático criaram o programa Avatar - híbridos humano-Na'vi geneticamente modificados. Um humano que compartilhe material genético com um Avatar é mentalmente ligado e pode se conectar através de conexões neurais e assim os seres humanos poderiam se comunicar com os nativos e chegar a uma solução sem confrontos já que os humanos e os Na’vi não gozam de convivência pacifica. Jake Sully (Sam Worthington, de Fúria de Titãs) é um ex-marinheiro paraplégico cujo irmão gêmeo,Thomas, era um cientista do programa Avatar. Quando Thomas morre, Jake é chamado para assumir seu lugar no programa devido a compatibilidade com o Avatar do irmão. Ufa…

Interpretações high tec?

Pouco se tem a dizer a respeito dos atores, mesmo porque todos os olhos estão voltados para o deslumbre visual que é o universo criado por Cameron. Ainda assim, com um pouco de atenção e boa vontade podemos perceber coisas interessantes como por exemplo o protagonista que não é nenhum primor em atuação mas também não compromete o andamento do longa e pode ser avaliado tranquilamente como “convincente”, não mais que isso. Convincente também é o meio termo em que se encaixa o resto do elenco sem maiores destaques, com exceção de Stephen Lang e seu fantástico Coronel Quaritch com todos os ingredientes que precisa ter um bom vilão para fazer sucesso. E nesse caso além de competente em seu papel, Lang nos trás algo mais: um olhar diferenciado, um comprometimento, uma expressão de poder estampada em sua face a todo instante. Consagra-se com um dos melhores vilões da história recente do cinema.
Um é pouco, dois é bom, três é necessário! Em uma época de grandes trilogias de sucesso - Matrix, Senhor dos anéis, Bourne, Star wars, Piratas do Caribe – é quase uma obrigação que o “Rei do mundo” James Cameron se pronunciasse a respeito da continuidade da história e ele não se omitiu, logo após o lançamento do seu mega projeto o cineasta foi procurado pela grande mídia e não negou a sua intenção em emplacar mais dois longas contando a saga dos humanos na terra Na’vi, mas que isso só aconteceria se o retorno de Avatar fosse satisfatório – e quem ousaria duvidar do sucesso de Avatar?


Bem, parece que Jake e suas contrapartes hibrídas passarão mais alguns anos desfrutando da beleza – e dos perigos de Pandora. Sorte a nossa!

Avatar - ficha técnica
  • Titulo original: Avatar
  • País: EUA
  • Ano: 2009
  • Duração: 152 min
  • Gênero: Ação/Ficção científica
  • Direção: James Cameron
  • Elenco: Sam Worthington, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana, Giovanni Ribisi, Joel Moore.
  • Avaliação 9,0

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