segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

V de Vingança | das antigas

Um dos maiores clássicos das HQs - sem mais...

Após um aparente hecatombe nuclear, a Inglaterra mergulha no caos. Depois de algum tempo, a ordem volta a se estabelecer, mas de forma ditatorial. Um governo fascista caça os direitos civis, impõe a censura e rechaça qualquer tentativa de oposição ao que impõe.


Eis que mesmo nesse regime totalitário/fascista uma voz se levanta e ousa proclamar a possibilidade de uma outra forma de vida, na qual não haja regras e leis arbitrárias, em que a liberdade e as individualidades sejam valorizadas e conduzam a um novo cenário, um personagem designado simplesmente "V" é o porta-voz dessa idéia. Vitima de um dos abomináveis campos de concentração, "V" esteve no fundo do poço, e sem ter mais para onde cair, a única opção era se erguer. Aos poucos, se faz claro que "V", mais que uma pessoa, representa um conceito, uma idéia.


Positivo/Negativo


Um dos maiores clássicos das HQs. Todos os amantes dos quadrinhos já sentiram aquela sensação de "tomara que o próximo número chegue logo", pois, ela é a melhor forma de descrever V de Vingança, um texto denso, bem escrito e narrado, com firme construção do final. Uma revista para se ler, respirar fundo e pensar (às vezes em voz alta): caramba, que história...

"V" defende a anarquia pura, a necessidade de destruir o atual e daí se criar um novo. Obviamente, uma sociedade reprimida por um estado totalitário responde rapidamente, se apegando ao conceito como tábua de salvação. Assim, os ideais anarquistas se multiplicam e encontra eco.

Há na série várias seqüências dignas de nota, mas uma em especial merece comentários. Uma menina de aparência amedrontada, que provavelmente nasceu e cresceu vigiada e oprimida pelo sistema, se dá conta de que o sistema de vigilância não está funcionando. Num ato de rebeldia, expressa sua opinião pichando um muro, e a mudança no seu semblante, por se permitir expressar sua opinião, é deveras estimulante.

Mais do que uma mártir, um herói ou um revolucionário, "V" representa o ideal anarquista que prima pela ausência de domínio e pelo direito individual.

Ao passear por um mundo fascista fictício, onde todos os aspectos da vida cotidiana são censurados, inclusive os culturais, como livros, músicas, teatro, cinema etc, Alan Moore ao mesmo tempo evidencia a importância da cultura para a manutenção das liberdades individuais e alfineta a ignorância dos detentores do poder. Num sistema em que o estado vigia a liberdade, a pergunta nasce espontaneamente: quem vigia os vigilantes?

Se o texto de Alan Moore é esplendido, o mesmo se pode dizer da arte de David Loyd. O artista cria uma Londres noir, nostálgica e paradoxalmente futurista. O uso de luz e sombras em doses exatas proporciona ora a percepção do pessimismo reinante (e ai se vê uma cidade triste e sombria), ora um vislumbre da esperança observada, sobretudo, na face das pessoas.

Esta é, sem dúvida, uma das melhores HQs já escritas em todos os tempos. Obviamente, as individualidades impedem que haja consenso numa lista tipo top ten, mas entre as preferidas deste escriba em todos os tempos (Watchmen, Corto Maltese, Palestina, Batman - O Cavaleiro das Trevas, O garoto que colecionava Homem-Aranha, A história de Gerhard Shnobble, Batman - Ano 1, A saga da Fênix e Asterix e Cleópatra), V de Vingança tem primazia.

Feliz de quem tem essa jóia dos quadrinhos. Se você é um deles, parabéns. És alguém de posses e bom gosto!


domingo, 9 de janeiro de 2011

X-men - Garotas em fuga | crítica

Estreia de Manara em quadrinhos de heróis fica muito abaixo da média.

Que 2010 picou a mula tão rápido quanto chegou isso você já esta careca de saber, o que talvez os senhores não tenham percebido é que no último fim de ano tivemos um lançamento especial bem diferente do que estamos acostumados a ver nas revistarias nessa época do ano – ou seja, um monte de publicação voltada para os viciados nos super isso, super aquilo ou super aquilo outro...

Ao invés disso, Super-Heroínas (não dá pra fugir do clichê “super”) gatíssimas e em trajes menores que os das fankeiras do Rio. É isso mesmo: uma nova opção para os marmanjos cansados das gostosas Photoshopadas da Playboy. Seja bem vinda então: X-men – Garotas em Fuga (X-men - Ragazze in fuga, 2010).

Versão HQ do Cine Prive.

A trama da HQ é muito simples: 5 mutantes gostosas (Garota Marvel, Psylocke, Vampira, Lince Negra e Tempestade) viajam até a Grécia para curtir uma semaninha de férias, mas quando a Garota Marvel cai numa emboscada (no meio de um amasso de canto de parede) suas amigas são obrigadas a encerrar precocemente a farra e partirem numa missão de resgate – durante a empreitada perdem seus poderes e vão parar numa ilha paradisíaca... é isso mesmo.

Como toda história direcionada a “pornôpatas” (isto é, qualquer um que aprecie roteiros em que as personagens principais não enrolem muito pra arrancar a roupa), X-men – Garotas em Fuga não foge dos clichês: enredo fraco, arte provocante e o mais impor tante de tudo: poucas páginas pra deixar aquele gostinho de quero mais.

Natural que seja assim, afinal quem no mundo compraria uma HQ desse tipo e cultivaria esperanças de encontrar uma trama inteligente? Toda a historinha é puro blá blá blá; serve apenas como pretexto para o desfile de caras e bocas, mamilos salientes e poses inspiradas em exames ginecológicos. Parece até ser uma versão em quadrinhos do Cine Privê.

Pegadinha do Manara!

No lápis não poderia haver alguém melhor: Milo Manara. Não conhece? Tudo bem, eu te quebro esse galho – vai ficar me devendo uma: Manara é um ilustrador italiano mundialmente conhecido por desenhar mulheres sensuais, com formas realistas – a HQ trás também uma entrevista com Milo pra você que se interessou...
E aí, o que mais poderíamos querer? Uma história picante desenhada por um especialista no assunto; pense aí. Perfeita né? Né não rapá... o motivo? Bem, o m otivo é a tal entrevista a qual me referi acima.

Logo na 8ª página (das 68) aparece a entrevista feita por Luca Sca
tasta com o artista Milo Manara e é logo na 1ª pergunta que a casa cai. Sente só o drama:

Luca Scatasta: “você já leu alguma história dos X-men antes de receber o roteiro deste álbum ou nunca se interessou muito por super heróis?”
Milo Manara: “receio que ser honesto demais na resposta pode me botar em encrenca... a verdade é que meu conhecimento era bem superficial.”

Precisa dizer mais alguma coisa? O cara malmente sabia o que era um X-men... resultado: o roteirista Chris Claremont teve a difícil missão de inventar um texto com pouca ação (Manara é péssimo em cenas de ação), transformar as personagens em seres normais (já ficou clara a dificuldade do cara com super heróis) e inventar situações apelativas – as X-Girls pegando geral na balada foi no mínimo inusitado.

Não posso dizer que joguei meus trocados no lixo pois sempre dou um certo valor a quem está inovando, buscando a originalidade (mesmo que seja só um pouquinho) e cá entre nós, gostando ou não do enredo temos que admitir que não são todos os dias que vemos mutantes semi-nuas em histórias picantes. Vale a pena comprar – mesmo sendo medíocre, apela
tiva e CARÍSSIMA.




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Artesãos de W.C. - cocôs | emails interessantes

Você também é um artesão de W.C.? Não sabe? Descubra então.

Segundo o e-mail que me enviaram no último final de semana, defende-se uma teoria de que todos quando vão ao W.C. passar um fax sempre dão uma olhadinha no resultado - teoria válida. Nas empresas (em qualquer uma!) sempre existem aqueles "artesãos" que deixam resíduos de sua obra prima para que os outros também possam apreciar. Você que também defende essa teoria, veja com qual se encaixa:

  • PRIMOGÊNITO - Tão perfeito, marrom e saudável que dá pena de puxar a descarga.
  • MIGUEL - Poderia muito bem ser o Primogênito, mas se esconde no vão da privada antes que você possa apreciar.
  • MORÉIA - É um Miguel mal escondido, só com a cabeça de fora da toca.
  • FANTASMA - Você sente sair, vê o bicho no papel, mas não tem nada na privada.
  • CLEAN - Você sente sair, o bicho está lá na privada, mas o papel tá limpinho.
  • MOLHADINHO - Depois de limpar a bunda umas cinqüenta vezes, ainda parece que não está limpo. Então você embola o papel higiênico entre a bunda e a cueca para não borrar.
  • GOSTINHO DE QUERO MAIS - Acabou de puxar a descarga, já puxou as calças até o joelho e de repente tem que começar tudo de novo.
  • ESPIGA DE MILHO - Auto-explicativo.
  • TORPEDO - Tão grande que dá medo de puxar a descarga sem antes quebrar o bicho no meio com o cabo de uma escova de dentes.
  • HEMORRAGIA CEREBRAL PELO NARIZ - Aquele que requer tanta tanta força que você fica todo roxo e quase tem um derrame.
  • HÉRNIA DE DISCO - Variante do HEMORRAGIA CEREBRAL PELO NARIZ. Requer tanta força que você pensa que tá saindo de lado.
  • CHAMA O ENCANADOR - Tão grande que entope o vaso e a água transborda. É aqui que você deveria ter seguido a dica do TORPEDO.
  • PRINGLES - Um cruzamento do TORPEDO com HÉRNIA DE DISCO. O produto final assemelha-se, em tamanho e formato, à uma latinha de batatinha Pringle's. Depois que sai sobra um espaço vazio no reto...
  • UM ALCOÓLICO ANÔNIMO - Aquele feito na manhã seguinte a uma noite de bebedeira. Deixa uma marca longitudinal na porcelana após a puxada da descarga.
  • CABELUDÃO - Aquele que você encontra quando a descarga não funciona, naquela altura inchado até ficar da grossura do seu antebraço.
  • VÉU DE NOIVA - É o CABELUDÃO que tentaram disfarçar, jogando uma porção de papel higiênico por cima.
  • EMBORA EU QUEIRA - Quando você fica sentado com uma baita dor de barriga mas só fica peidando. Particularmente frustrante em banheiros públicos.
  • CAMINHÃO BASCULANTE - Sai tão rápido que mal dá tempo de sentar...
  • AERÓGRAFO - Versão diarréia do caminhão basculante. Antes mesmo de você sentar, BUUUMMMMM! uma carga explosiva recobre todo o interior do vaso com uma camada mais ou menos uniforme de respingo. A água permanece limpinha.
  • EFEITO ILHA - Uma massa marrom e disforme saindo para fora da água.
  • RABO DE MACACO - Não pára de sair, tipo pasta de dente. Você tem duas escolhas: ou ir puxando a descarga e continuar mandando brasa, ou arriscar-se a ver o bicho ir empilhando até chegar na sua bunda.
  • ACHO QUE ESTOU VIRANDO UM COELHINHO - Um monte de cocozinhos redondos que parecem bolinha de gude e que fazem barulhinho ao cair na água: pluc, pluc, pluc...
  • ELEVADOR - Desce de uma vez; movimento retilíneo uniforme.
  • PROMETO MASTIGAR MELHOR - Quando o pacote de Doritos da noite passada parece vidro moído ao descer.
  • IÔ-IÔ - É aquele que quando você termina de dar descarga ele volta.
  • SUBMARINO - Quando cai, mergulha, passa um tempo em baixo d'água e depois retorna a superfície.
  • MORREU UM BICHO AQUI DENTRO - Também conhecido como lixo Tóxico. É claro que você não avisa ninguém do odor infecto. Em ver disso, você fica olhando disfarçadamente perto da porta do banheiro fazendo força para não rir enquanto as pessoas saem correndo e engasgando ali de dentro.
  • AINDA TEM UM PENDURADO - Te que esperar pacientemente o último pedaço cair, porque se você tentar limpar agora irá borrar tudo.
  • LANÇA-CHAMAS - Chamusca os pelinhos. Faz você jurar que nunca mais vai chegar perto do acarajé.
  • TITANIC - A superfície da água fica completamente lotada de corpos flutuantes.
  • CROTON NA SOPA - Efeito de um TITANIC com uma descarga defeituosa: ficam sempre uns bagacinhos por cima, leva umas 5 ou 6 descargas para a água ficar limpa.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Caso 39 - crítica

O roteiro e atuações tropeçaram e o caso caiu, digo, a casa caiu...

Me responda - em voz baixa, claro; não queremos que achem que você surtou: O que acontece quando um cineasta promete muito e não corresponde nem a metade das expectativas? Pois é; acho que nem precisa responder né... o filme, dirigido por Christian Alvart (diretor de Pandorum em 2010), estreou sem dizer a que veio: não trouxe sentido, originalidade, sarcasmo ou emoção...

Caso 39 (Case 39, 2010) era mesmo uma tragédia anunciada, considerando que o filme foi programado para o lançamento nos Estados Unidos há dois anos (2008), mas por causa de atrasos foi adiado para data atual, nesse meio tempo, adivinha só: o filme vazou por toda a internet e só não assistiu quem não quis.

O caso caiu, digo, a casa caiu.

O filme conta a história de Emily Jenkins (Renée Zellweger, de Jerry MaGuyrre) que é uma dedicada assistente social que está atoladíssima de serviço quando chega a sua mesa o tal caso 39, referente à garota Lilith Sullivan (Jodelle Ferland, de Terror em Sillent Hill); uma garota que aparentemente apenas sofre maus tratos dos pais. O caso vai se agravando até o ponto em que Emily flagra os pais de Lilith numa tentativa de homicídio à menina, o que faz com que Emily intervenha. Encantada com a garota, Emily oferece que more com ela até que seja encontrada uma família adotiva. Só que há um mistério por trás da garota, já que todos que se aproximam dela aparentam enlouquecer – quem aí lembrou de A Órfã?

Os tropeços do filme são milhares cara, incontáveis: além de Zellweger, que está absolutamente horrorosa (com alguns quilos/rugas/anos, a mais) na liderança do elenco, não bate Bradley Cooper (da Série Alias), que de alguma forma consegue ser ainda pior com seu personagem “Doug”, um amigo psicólogo de Emily, com cara de abestalhado - só combina com filmes de comédia mesmo, veja Se beber não case (The Hangover, 2010) Ele está perfeito lá.
Tem ainda Ferland que encarna a “sementinha do mal” Lilith, fazendo um esforço enorme para parecer assustadora. Devia ter tomado umas aulas com o Pestinha – aquele sim era assustador!

Pessoalmente, achei que as únicas performances dignas vieram de Ian McShane (Kung Fú Panda) e Callum Keith Rennie (Efeito Borboleta), mas não é nada com muito destaque pois seus personagens também foram os mais complexos do grupo. Como exemplo, o detetive Barron (Mcshane) é alimentado com a violência que ele vê diariamente, mas ao invés de tentar pará-la, ele simplesmente aceita que é apenas a natureza humana, como assim?
Por outro lado, Rennie interpreta Edward Sullivan, o pai cheio de camadas de Lilith. Na primeira ele é reservado, recusando-se a falar com Emily diretamente, pois, como afirma a sua esposa: "Ele não gosta de falar com raiva." Conforme o tempo avança, no entanto, Edward é apresentado como um líder mais dominante da família e mesmo Emily começa a dar atenção às suas palavras, quando as paradas começam feder.

Mas a casa de Caso 39 cái mesmo quando os personagens abrem a boca: os diálogos são inacreditavelmente ruins, sem qualquer peso ou dramaticidade – parece os textos daquelas peças escolares. Para completar a diarréia, a trilha sonora é péssima – e olha que isso é bastante incomum para esse gênero, mesmo para um filme de suspense de merda. Na maioria das vezes por pior que seja o filme ao menos a trilha sonora se salva. Aqui a única coisa que se safou foi a cena onde as vespas saem de todos os buracos do corpo do Doug – achei até divertido, admito.

Até hoje escuto um monte de gente aconselhar uns aos outros a pular Caso 39 e, no lugar dele alugar um outro filme de suspense bastante recente – e parecido: A Órfã (leia a crítica aqui). Concordo em parte, pois A Órfã realmente é melhor que Caso 39, mas isso não quer dizer que ele seja lá grande coisa também.

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Informações úteis:

  • Texto por: Willian Rof
  • Titulo original: Case 39
  • País: EUA
  • Ano: 2010
  • Duração: 109 min.
  • Gênero: Suspense
  • Direção: Christian Alvarth
  • Elenco: Renée Zellwegger, Jodelle Ferland, Ian McShane, Kerry O'Malley, Callum Keith Rennie, Bradley Cooper.
  • Avaliação: 5 (Assista apenas se não tiver nada melhor pra fazer)
Informações (in)útéis
Sobre o filme:
  • Quando vi? 15/12/2010
  • Com quem? Só
  • Quantas vezes? 1
  • O que senti? Sei lá...
Sobre o texto:
  • Quando escrevi? 16/12/2010
  • Onde estava? Em casa
  • O que escutava? Amy Whinehouse - Back to Black
  • O que ingeria? Água (pra não dormir durante...)
Trailer oficial:



Dentuço pilantra! | grêmio 2010

Tricolores registram todo o caso envolvendo a novela da transferencia.

Em 2001, Ronaldinho Gaúcho deixou o Grêmio para atuar no Paris Saint-Germain. Na ocasião, o clube francês se aproveitou da Lei Pelé, criada em 1998, e levou o craque sem precisar pagar por isso. Com a assinatura do contrato com o PSG, o craque revoltou a torcida tricolor. Entre as formas de protestos, alguns gremistas criaram o site "Dentuço Pilantra", que passou a reunir todas as informações sobre a conturbada transação.

Com a volta de Ronaldinho para o Brasil, os torcedores esperavam pelo retorno dele ao Olímpico. Seria uma forma de se redimir com a torcida. Mas a diretoria tricolor, com a demora no desfecho da contratação, se retirou da disputa - assim como o Palmeiras -, deixando livre o caminho para o acerto com o Flamengo.

Novamente revoltada com Ronaldinho, o site "Dentuço Pilantra" foi reativado. Mais uma vez reunindo notícias e textos opinativos sobre a tentativa frustrada de contratar o craque. Na manhã desta segunda-feira, o nome do blog já aparecia entre os dez trending topics (expressões mais comentadas) entre os usuários brasileiros do Twitter.

No post mais recente, o site reproduz um texto do "Blog Tricolor", do clicRBS. Ronaldinho é chamado de "amigo da onça" e aparece em uma montagem sobre a primeira versão da nota de R$ 50, que era ilustrada pela imagem do animal.

O texto critica bastante a postura do irmão e empresário de Ronaldinho, Assis, responsável pela negociação. Em uma das partes mais fortes, também chega a considerar o jogador como "uma das personalidades mais deprimentes da história do futebol gaúcho". Em outro link, o blog lembra da primeira negociação de Ronaldinho com o PSG, com recortes de jornais da época e cronologia completa.

Parece que o dentuço realmente conseguiu a alcunha de o jogador mais mercenário revelado pelo futebol brasileiro. Boa sorte a ele, porque a nós não faltará.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Stratovarius - Elysium | crítica

O Stratovarius mostra que aos poucos pretende se livrar do fantasma de Timo Tolkky.

Foi longo o tempo em que os fãs da banda Finlandesa (e a mídia expecializada) veneraram o talento de Timo Tolkky; mas o cara foi envelhecendo, ficando ranzinza, turrão e começando a sofrer de um mal muito conhecido entre os dinossauros do Rock: a perda gradativa da habilidade de criar coisas que valham a pena escutar. E tão conhecida quanto a doença é sua cura. Timo Tolkky tinha que sair do Strato; e o fez.

O Stratovarius estava doente e a saída do Tolkky foi o 1º passo para a recuperação, mas isso também parece que vai demorar um pouco - afinal eu nunca vi ninguém fumar 20 anos e parar em uma semana. E você?

Elysium é o 2º álbum após a saída do mala do Tolkky e ainda tá na cara que o maluco é referência por lá. Tanto Polaris (2009) quanto o novo trabalho, são lotados de "homenagens" (no melhor estilo babação de ovo) ao padrão que Tolkky estabeleceu para a musicalidade da banda - e parece que os caras não conseguem se livrar dele.

Olha o repeteco aê gente.

Elysium começa sem novidades (como a maioria dos álbuns do Strato) com um dos singles divulgados antes do lançamento da bagaça: seu nome é Darkest Hours e ela é uma das 4 melhores (ou menos ruins, você escolhe) deste novo trampo dos caras. As faixas restantes são só pra encher linguiça mesmo - como a baladinha pop Move the Mountain.

Under Flaming Skies e Infernal Maze são as faixas seguintes e seguem o mesmo nível da música de entrada - tanto tecnicamente quanto repetitivamente. Mais doses do que já estamos acostumados a escutar da banda.

É necessário alguma força de vontade para escutar Fairness Justifield, mas ela serve como ponte para a (clichê, mas indispensável) The Game Never Ends - típica canção com título de Power Metal, introdução de música tema de Anime e aquele refrão pegajoso dos Heavy's das antigas. Bom demais!

Event Horizon é uma daquelas músicas do Stratovarius que venceria facilmente o Grammy se criassem um prêmio para "Rock na velocidade da luz". Neste tipo de faixa a única coisa que importa é a velocidade com que o grupo toca suas charangas musicais.

Sinceramente não considero Elysium um álbum ruim - na verdade acho que pode até fazer mais sucesso entre os "não fãs" que entre a galera que ja acompanha o som a muito tempo. A última faixa (Elysium) é o maior exemplo da técnica apurada do grupo - Elysium também é superior ao seu predecessor Polaris, mas também é uma verdadeira overdose de repetecos.

Sou otimista e achei que o som do Stratovarius está aos poucos se livrando do fantasma musical de Tolkky que nos assombrou durante alguns anos - em algumas canções é possível notar umas diferenças bem sutis, mas já é um começo. Elysium ainda não é excelente - mas é bom escutar...